Desde o dia 5 ocorre na Escola Profissional Antonio Tarcísio Aragão o III Simpósio de Ipu com o tema “Pensar o pensar Cearense numa visão ibiapabana”. O simpósio, que já entrou para o calendário de eventos culturais do Estado do Ceará envolve esse ano mais de 600 participantes, segundo o seu idealizador, Marcos Sampaio.
A abertura do evento se deu com a palestra ministrada pelo prof. Dr. Em sociologia Gilmar de Carvalho, que discutiu sobre a formação da identidade cearense. O auditório da escola profissional foi pequeno para abrigar tanta gente.
Nos dias seguintes, sempre às 8:30h e 19:30h nomes de peso no campo da pesquisa em História, Sociologia, Filosofia e outras áreas, se revezavam na condução das palestras. (Veja programação)
Discutindo temas os mais variados, os estudiosos mobilizaram uma plateia seleta, que também se deslocou de várias cidades para participar do encontro (Sobral, Santa Quitéria, Hidrolândia, Ipueiras, Pires Ferreira, Tianguá, Viçosa, Forquilha e outras).
O evento continua com seus trabalhos durante todo o dia de hoje, (8 de julho) e amanhã, dia 9, com inúmeras atividades (palestras, oficinas, café filosófico).
Amanhã será o dia em que o Grupo Outra História apresentará o resultado de suas pesquisas ligadas à história do Ipu (veja programação). Seria interessante que aqueles que defendem que a história do Ipu deva ser ensinada em nossas escolas, projeto desde o início defendido pelo Grupo Outra História, aparecesse por lá para discutir ou pelo menos para ouvir os especialistas na área.
O Simpósio está criando, sobretudo nos jovens universitários de Ipu e das regiões do entorno desta cidade, uma cultura de discutir e propor soluções para a cidade. No entanto, até agora, fico com a sensação de que o potencial do evento ainda é pouco explorado.
Com raríssimas exceções, não vi a presença de pessoas que vivem escrevendo e propondo soluções para muitas questões ligadas à nossa cidade e nem daqueles que chamamos de “autoridades”. Senti a falta de muitos secretários de governo, não apenas para prestigiar o evento, mas para ouvir, discutir e propor planos de melhora para a cidade.
Também tive a sensação de que, depois que o evento teve início, ninguém mais o divulgou. Por que será?
Um evento da magnitude daquele simpósio mesmo as grandes universidades, como nos sentenciaram os professores da Universidade Estadual do Ceará e da Universidade Vale do Acaraú, têm dificuldades em organizar. E aqui em Ipu, nós o temos.
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