<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081</id><updated>2012-01-13T13:31:11.524-08:00</updated><category term='Ipu - desenvolvimento socioeconômico'/><category term='Patrimônio Histórico'/><category term='Mapa da pobreza: Ipu'/><category term='Política Ipuense'/><category term='Educação Ipuense'/><category term='Crônica'/><category term='Governos de Ipu'/><category term='Mitos ipuenses'/><category term='Escravidão em Ipu'/><category term='Imprensa Ipuense'/><category term='HIstória do Ipu'/><category term='Jornal Ipu Grande'/><category term='Opinião'/><category term='Ipu atualidade'/><category term='Cultura afrobrasileira'/><category term='Educação'/><category term='Poesia'/><category term='Campos de concentração 1932'/><category term='Coluna prestes em Ipu'/><category term='Monumentos Históricos de Ipu'/><category term='Eventos Culturais'/><category term='Joana Paula Mimosa'/><category term='História política de Ipu'/><category term='História do Ipu: final do XIX e início do XX'/><category term='Primeiros passos Ipu'/><category term='Nova História do Ipu'/><category term='João Martins da Jaçanã o caso do Ipu'/><title type='text'>Antonio Vitorino</title><subtitle type='html'>Historiador e professor. Este espaço dedica-se a discutir, em primeiro lugar, a nossa HISTÓRIA, isto é, a história de Ipu, e, em segundo lugar, pretende ser um canal aberto para dar visibilidade à cultura local e à cidade. Sua participação é importante. Opine e sugira. Deixe o seu comentário.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>115</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2311125341536116132</id><published>2011-12-02T17:02:00.001-08:00</published><updated>2011-12-03T09:33:44.547-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Raimundo Arcanjo – uma biografia, e nada mais... Parte 4.</title><content type='html'>&lt;i&gt;Publicado no Jornal Ipu Grande, nº 37.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-391gbRrok0Q/TtpdUWwStEI/AAAAAAAAAZI/XwdFNswOat4/s1600/anjo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-391gbRrok0Q/TtpdUWwStEI/AAAAAAAAAZI/XwdFNswOat4/s320/anjo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O retorno ao Ipu e a ida a Sobral&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cheguei ao Ipu disposto a botar os pés no chão, deixar a poesia e a arte de lado e planejar minha vida num médio prazo (fazer uma faculdade, ter uma profissão e arranjar uma companheira). A faculdade era só passar no vestibular, a profissão seria o magistério, e a companheira eu conheci quase “por acidente” numa noite, pelo Pavilhão. Ela tinha 19 anos e eu 25. Seus encantos, sua simplicidade e seus dengos me conquistaram. Foi um amor pra vida inteira. Fiquei muito feliz e admirado quando soube que o então prefeito Simão Martins havia colocado um ônibus para levar os estudantes universitários que cursavam a UVA diariamente em Sobral. Despreparado, há anos sem estudar nem me dedicar, fui reprovado no vestibular na prova de redação, mas não desisti; tentei e tentei e tentei. Só depois da terceira tentativa fui aprovado para cursar história na universidade Estadual do Vale do Acaraú. E lá estava eu, um homem sem sonhos e sem esperanças, desapontado com o Rio de Janeiro e com o Ipu, voltando a acreditar no destino, no futuro e na vida.  Eu estava feliz. Seria possível trabalhar durante o dia inteiro na fábrica de doces e sair correndo e pegar o ônibus da prefeitura e se deslocar até Sobral! Por que eu escolhi história? A resposta é simples, caro leitor casual: tentei fazer de minha profissão uma eterna leitura, uma eterna reflexão, uma eterna labuta com o saber para assim me manter no caminho do refinamento cultural. Ser poeta, artista plástico, músico, compositor e cordelista não me garantiria um meio de sobrevivência decente em minha cidade natal ou mesmo nas capitais do país, era preciso ter uma profissão “séria”. E esta profissão seria o magistério.  Após passar no vestibular e meu mano, poucos momentos em minha vida podem se comparar a alegria e a decepção do dia em fomos pegar o ônibus da prefeitura que nos levaria a universidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Corremos para o local marcado: a rua em frente à Praça Iracema, convenientemente próxima a casa do prefeito, para nos lembrar de cara quem havia nos concedido aquela dádiva. Lá estava eu, meu irmão Reginaldo, meu colega Adenes – que eu acabara de conhecer - e mais meia centena de jovens cidadãos ipuenses se acotovelando para adentrar o ônibus da prefeitura quando nos veio, com ar sombrio e intimidador, a secretária municipal de educação a nos falar: “Eu vou chamar pelo nome, cada um das pessoas que vão sentar-se nas cadeiras de nosso veículo”. E começou a chamar: “- Fulano, entre e sente em sua cadeira, de número 1. Beltrano, entre e sente-se na cadeira numero 2. Sicrano, entre sente-se na cadeira numero 3 etc. etc. e etc.” Terminada a lista, estando completamente ocupadas as poltronas do ônibus, disse a secretária: “O resto não tem lugar não. Desse jeito eu não sei onde a gente vai parar! Se continuar passando tanta gente assim no vestibular, não vai caber no ônibus! Por enquanto, por hoje, vocês podem ir, mas amanhã não vão poder mais não. Deem um jeito de ir morar lá em Sobral, ou pagar transporte particular, que o ônibus está cheio, e é só pros que já estão usando”(ou seja para os “apadrinhados” e “filhinhos de papai” e “patricinhas” do Ipu). Como ovelhas num curral medonho exposto a um sol abrasador, a multidão de estudantes correu desembestada para a porta do ônibus no mesmo instante em que o motorista ligava e acelerava o motor de modo ameaçador. E eu, que vim do Rio de Janeiro de infinitas humilhações e sem nenhuma razão pra viver, vi ali desnuda a face horrenda de meus maiores inimigos: a elite política e corrupta do Ipu e a nossa submissa, canina, deletéria e imoral classe média! Um ódio ancestral povoou minha alma de plebeu excluído naquele instante e uma força hercúlea passou a me impulsionar a índole e a me motivar para “dar o troco” naquela gente escrota, covarde e mesquinha. No Rio eu poderia até ter que aguentar humilhações, mas não ali na minha cidade! Meus amigos do centro, gente que eu conhecia desde menino, acostumados a mamar nas tetas do poder por duas ou três gerações, estavam ali sentados sem se queixar, achando “a coisa mais natural do mundo” possuir “direitos” e privilégios sobre as poltronas felpudas e os melhores lugares do transporte público. Eu não tenho nada na vida, meus pais pouco tiveram para me dar em bens de herança. Mas me deixaram de legado um orgulho ancestral que eu carrego no peito de modo indelével: eu descendo da gente que já foi dona da vida e da morte dos cabocos, índios e negros deste lugar!  Eu sou Raimundo Arcanjo! Meus tataravós meteram a chibata nos lombos de muito caboco metido a besta, de muito escravo insubmisso, de muito “índio vadio” cujos descendentes hoje formam a população pobre e média do Ipu. Eu descendo dos mais atrozes e opressores “coronéis” que já reinaram sobre os brejos, caatingas e matas do Ipu e do sertão a minha volta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Rio não sou nada: aqui faço parte da alma da cidade. Se tem uma coisa que ainda fervilha em minha veias de modo eloquente é o sangue “guerreiro” e o orgulho primevo de minha “linhagem ancestral superior”, sangue de coronel da Guarda Nacional, sangue de quem já dominou e reinou com mão-de-ferro nos Inhamuns, no Campo Grande, na Serra dos Cocos, na Ibiapaba etc! Sangue de quem fecundou o ventre de uma centena de negras e índias na base da porrada e da opressão. Meus ancestrais foram uns filhos da puta de uns coronéis safados, mas fundaram este lugar e sua gente! A submissão do cabra e do negro dos sertões teve como origem a mão opressiva e a chibata dos Araújo, Aragão, Carvalho e Martins. A pele morena e parda do sertanejo fora o resultado direto do sêmen fértil destes coronéis fornicadores! Não é sangue de escravo submisso, nem de cabra frouxo, ou de índio domesticado! É sangue dos “pais fundadores”! Sangue de quem já foi rei e não aceita a condição servil de capacho! Sangue de quem prefere a morte a viver de joelhos! Para mim foi humilhante, ultrajante, desrespeitoso e altamente ofensivo viajar em pé, depois de um dia inteiro de trabalho braçal estafante carregando peso e suportando calores excessivos, e agora em meio aquela gentinha covarde e metida a besta da “sociedade ipuense” (No Rio de Janeiro eu aceitava em certa medida a condição de pária, aqui não!). Eu, tanto quanto qualquer um naquele ônibus merecia sentar-me em uma daquelas cadeiras! Por que a sobrinha do prefeito, o filhinho do vereador, ou do “seu fulanim” da farmácia mereceriam se sentarem mais do que eu? “-Raimundo, manda o teu pai ir falar com o prefeito, que ele arranja um lugar pra vocês no ônibus, eu até já falei e ele mandou eu mandar você vir lá no gabinete dele, que ele dá um jeito, que você é gente muito boa, é filho do ‘seu João’!”, disse-me uma funcionária da prefeitura “sensibilizada” com a nossa condição de “pária” no ônibus. Sou orgulhoso demais para isso. Há coisas e há lugares que não podemos conviver cordialmente com tais vilezas! Está em meu DNA não me submeter a estas coisas, principalmente se ocorrem elas no Ipu. No Rio eu aceitava as humilhações por não ter escolha, limpei pisos e banheiros, fui insultado nas ruas, fui xingado por playboys, fui aviltado no trabalho etc. No Ipu não! No Ipu eu preferiria a morte! Eu, assim como a maioria destes privilegiados do ônibus, descendo dos mesmos velhos coronéis dominadores. Não há um Aragão, Carvalho, Mourão, Martins, Sousa, Marinho, Melo e Araújo que não descenda dos mesmos ancestrais comuns: os colonos que por aqui vieram nos séculos 17, 18 e 19 fazer guerra aos índios e povoar os sertões do Ceará-norte debaixo da carabina e do chicote. Assim como de negras e de índias amasiadas em suas terras! Estes “cornos” não são melhores do que eu! Minhas pernas latejavam, e eu repetia em pensamento: “Não são melhores do que eu!”. Meu irmão e eu ficávamos em pé a manhã e a tarde inteira, e ainda ficávamos em pé na ida e na volta de Sobral; só podíamos descansar em casa lá perto das 24h da noite (dava quase o dia todo em pé! Isso quando a patricinha que morava em nosso bairro faltava e o ônibus não subia até o Alto dos 14 e tínhamos que subir andando, pois o ônibus não iria subir “só para levar gentinha como eu e os outros ‘plebeus’!”). E me vinha à mente a mesma frase: “Não são melhores do que eu!”. (Havia ocasião em que uma “patricinha”, quando lhe faltava o vizinho de poltrona, resolvia “ir deitada”, ocupando folgadamente duas cadeiras ao mesmo tempo num ônibus público em que 30 pessoas iam em pé ao seu lado: “Eu sou professora, e também sou sobrinha do prefeito, tenho meus direitos!”, dizia ela). Ao ouvir estas coisas, a mesma frase me martelava o juízo de modo repetido: “sou sobrinha do prefeito, tenho meus direitos!” e “estes cornos não são melhores do que eu! Não são!” Havia colegas que eram vencidos pelo cansaço e se sentavam no chão sujo do ônibus “do prefeito” (se olhassem para cima dariam de cara com os rostos bocejantes e descansados de seus “superiores” da “primeira classe”); mas não o Raimundo Alves! Não o Raimundo Arcanjo! Não o homem que havia jurado matar e morrer, numa batalha sem fim, pelo progresso e pelo futuro do Ipu! Não o filho híbrido de antigos coronéis, índias e negras!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Eu descendo de ZumbiDe PeryE Lampião!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A fome de sucessivas gerações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Grita em meu nomeE eu trago as cicatrizes&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De todos estes infelizes.  ...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sou Jorge velho!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sou Silvério dos Reis!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sou o Corta-Cabeças!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sou Coronel da Guarda Nacional! Eu sou o filho, do filho do filho...Da puta!”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não me submeti! Em quase dois anos recebendo o “favor do prefeito” e sendo aceito como um “intruso” no ônibus da prefeitura, nunca me sentei, nunca me humilhei, nunca me rendi! Era uma questão de honra. Eu viajava ao lado da classe mais parasitária do Ipu: gente que a três ou quatro gerações suga o sangue da prefeitura como vampiros. Parasitas! Morcegos! Aproveitadores! Eles é que são os grandes responsáveis pelo monstruoso sistema de dominação perpetrado em nosso meio social por 200 anos. Esta elitezinha mesquinha, que vive do saque aos cofres públicos e de ludibriar o voto dos idiotas da base da pirâmide social, e esta classe média parasitária, vampiresca, que vive de favores e nomeações para as funções de segundo escalão, somando-se ainda a um ou outro individuo saído da “plebe” da cidade, gente sem berço, mas, igualmente parasita, a recolher as migalhas dos favores oficiais; é esta gente, burra, alienada e estúpida o seu maior algoz. E era por esta gente que eu havia jurado matar e morrer? Não! Mil vezes não!! Foram eles que receberam de presente todo o sistema democrático de governo sem a necessidade de lutar por ele. Conquistaram o direito ao voto, a liberdade e a igualdade sem darem um tiro, tudo lhes caiu do céu, como chuva. E o que fazem com o direito ao voto? Limpam a bunda com a democracia, cagam para o título eleitoral e para a cidadania brasileira elegendo corruptos, traficantes de droga, analfabetos e espertalhões! Nenhum homem honesto tem chance de ocupar o poder no Ipu, justamente por que a nossa população, um curral de ignorantes e de analfabetos, só vota em lacaios, espertalhões, corruptos, ladrões e vendilhões truculentos! “Cada povo tem o governo que merece”, diz a velha máxima cuja autoria já não me recordo (seria Maquiavel? Não sei e nem quero saber, pois isso pouco importa!). Ela é certa para o Ipu. Deem uma olhadinha no nível de nossos vereadores e prefeitos! Elegemos até um narcotraficante para vereador!  Voltando a nossa narrativa, havia ainda uma contribuição semanal cobrada religiosamente de cada um dos membros da “plebe” – para “ajudar ao motorista”. Não é preciso dizer aqui que nem o “alto clero” e nem a “alta nobreza” pagavam este tributo, pois possuíam “padrinhos políticos importantes” (como o prefeito, alguns vereadores, ou ocupavam cargos nas secretarias de educação, obras, escolas municipais etc., ou eram “gente de família”). O motorista era um sujeito asqueroso, prepotente, arrogante e estúpido chamado Rodrigo, que não perdia oportunidade para humilhar, intimidar e ameaçar aos membros da plebe: “Quem manda nesta merda é eu! Aqui só viaja quem eu quero! Se eu querê eu dexo neguinho em Sobral dormindo no mêi da rua! Quero é vê como é que vocês vão se arranjar!”, dizia o tirano, com tom ameaçador, e respaldado pela Secretaria Municipal de Educação, pois ao fazer críticas e reclamações no Ipu você é logo taxado de “adversário”: “Isso é conversa de fumeiro, de adversário!” Resumindo, em pouco mais de uma semana os trogloditas responsáveis pela “administração” e pela condução do ônibus haviam me transformado num ferrenho opositor do prefeito e me feito cair nas graças dos opositores Zezecarlistas. Simão Martins soube promover a “benfeituria”, mas era um péssimo estrategista, e muito mal acompanhado, as humilhações cotidianas sentidas naquele ambiente de favorecidos e privilegiados me fizeram odiar o serviço prestado por ele em pouco tempo e aderir às hordas do coronel-empresário.  Mas a maior humilhação ainda estava por vir...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2311125341536116132?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2311125341536116132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/12/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2311125341536116132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2311125341536116132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/12/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html' title='Raimundo Arcanjo – uma biografia, e nada mais... Parte 4.'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-391gbRrok0Q/TtpdUWwStEI/AAAAAAAAAZI/XwdFNswOat4/s72-c/anjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-6514868497856770407</id><published>2011-12-01T13:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T14:04:12.865-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Assine já o 'Ipu Grande' e fique atualizado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-BSO2KQBDKWw/Ttf2dF2v7yI/AAAAAAAAAZA/DbFWBaDBPkk/s1600/JIG%2BBanner%2BPublicitario.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BSO2KQBDKWw/Ttf2dF2v7yI/AAAAAAAAAZA/DbFWBaDBPkk/s400/JIG%2BBanner%2BPublicitario.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681280434599620386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine agora mesmo o Jornal Ipu Grande e fique por dentro dos principais fatos e acontecimento da Terra de Iracema, nesse que já é considerando o 2º maior Jornal em circulação de Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegamos à nossa 38ª edição. O jornal está prestes a completar seus cinco anos de vida. Ainda pouco conhecido do grande público, o Ipu Grande vem aumentando o número de leitores a cada mês" Antonio Vitorino editor do JIG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal Ipu Grande&lt;br /&gt;Folhetim Mensal&lt;br /&gt;Fundado em 18 de setembro de 2006 pelo Grupo Outra História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinatura Informações.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claúdia Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fones:&lt;br /&gt;(88) 9914. 8973 (TIM)&lt;br /&gt;(88) 9446.7601 (Claro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Email&lt;br /&gt;ipugrande@yahoo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-6514868497856770407?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/6514868497856770407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/12/assine-ja-o-ipu-grande-e-fique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6514868497856770407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6514868497856770407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/12/assine-ja-o-ipu-grande-e-fique.html' title='Assine já o &apos;Ipu Grande&apos; e fique atualizado'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BSO2KQBDKWw/Ttf2dF2v7yI/AAAAAAAAAZA/DbFWBaDBPkk/s72-c/JIG%2BBanner%2BPublicitario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-4576054178039241485</id><published>2011-11-17T09:37:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T10:08:03.038-08:00</updated><title type='text'>Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-JOXSW6L0V7g/TsVH87AtEsI/AAAAAAAAAY0/SUZql8d2JfA/s1600/Clio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JOXSW6L0V7g/TsVH87AtEsI/AAAAAAAAAY0/SUZql8d2JfA/s400/Clio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676022017328747202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação. &lt;br /&gt;O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Profissionais habilitados&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:&lt;br /&gt; - quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal; &lt;br /&gt;- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor; &lt;br /&gt;- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos; &lt;br /&gt;- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.&lt;br /&gt;Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Atividades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas: &lt;br /&gt;- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica; &lt;br /&gt;- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa; &lt;br /&gt;- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; &lt;br /&gt;- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos; &lt;br /&gt;- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas). &lt;br /&gt;Tramitação&lt;br /&gt;A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem – Lara Haje&lt;br /&gt; Edição – Regina Céli Assumpção &lt;br /&gt;Fonte: 'Agência Câmara de Notícias'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-4576054178039241485?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/4576054178039241485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/11/comissao-aprova-regulamentacao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4576054178039241485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4576054178039241485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/11/comissao-aprova-regulamentacao-da.html' title='Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JOXSW6L0V7g/TsVH87AtEsI/AAAAAAAAAY0/SUZql8d2JfA/s72-c/Clio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2363290937086394066</id><published>2011-09-24T15:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T16:13:14.801-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Raimundo Arcanjo – uma biografia e nada mais... (parte 3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LPBSRVSKBpI/Tn5jnuN69bI/AAAAAAAAAYs/P-wvR6QyoK8/s1600/ArcanjoMiguel2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 312px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LPBSRVSKBpI/Tn5jnuN69bI/AAAAAAAAAYs/P-wvR6QyoK8/s400/ArcanjoMiguel2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656067716096390578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Publicado no Jornal Ipu Grande, nº 36.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após dar muito murro em ponta de faca eu estava cansado de viver, de andar à toa por aquele mundo sem moral, sentia-me uma lebre em meio a uma matilha de cães furiosos! Eu podia morrer a qualquer momento, atravessando uma rua, atropelado por um automóvel, assassinado por um ladrão, ou mesmo pela polícia, ou de tristeza, como estava acontecendo, e a sociedade a minha volta não dava a mínima para isso! A prova de que nós pouco valemos naquele lugar monstruoso eu obtive certa feita, quando um carro atropelou um cão de raça de uma Madame; ela, aos berros gritava: “-Ai meu Deus, minha cadelinha!!!”, olhando para mim e para outros “conterrâneos” que ficaram observando e disse: “-Mais antes fosse o diabo de um paraíba desses do que o meu amorzinho!!!”). Vez ou outra encontrava um “conterrâneo”, um homem cuja vida havia sido partida ao meio pela migração; estas pessoas carregavam uma ferida no peito, viviam mastigando lembranças doces de sua infância, e sonhando com a “namoradinha virgem” que eles haviam deixado para trás. Eram homens de trinta ou quarenta anos, mas pareciam presos nas questões existenciais mais básicas da adolescência. “Ai, como eu amo aquela mulher, Raimundo! Você a viu no Ipu? Ela é viva, é morta? Já casou?”, diziam-me com ar contrariado. Ficar no Rio, eu não queria, pois não havia nada naquele lugar que me animasse a viver e a lutar; ali tudo era sem vida, sem cor, triste, como um cemitério. Ser um pária, alguém discriminado por seu sotaque, sua origem, sua cultura, sua “raça” e seus costumes arrasou meu equilíbrio emocional e me fez ver a vida por outra perspectiva.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desistindo do sonho da cidade grande, eu havia desistido mesmo de viver; mas eis que minha família, no Ipu, conseguiu para mim um meio honesto de ganhar a vida: trabalhar como doceiro na fábrica de cocadas e alfenins de meu irmão Manoel (o Ipu nada teria a oferecer a seu maior e melhor artista, a não ser fazer doces e viver uma vida sem contentamento!). Era julho ou agosto de um ano que já não me recordo e meu coração voltou a ter esperança: eu voltaria ao Ipu, minha terra querida, a mesma terra que eu havia deixado e jurado nunca mais voltar: “Ó velha Ipu antiga, miragem da colina, como tu és bela, meretriz virginal, donzela estúpida, Babilônia de vícios vista de longe, como um sonho impossível, um degredo eterno, um tormento inescapável, um beijo de cobra, um veneno de virgem; paraíso dos dementes, purgatórios dos desiludidos e inferno dos que se vão, sem destino, a mercê da vida”.  Eu havia voltado com a constatação de que o mundo era uma Ipu imensa, para onde eu fosse, carregaria comigo meu lugar maldito e bendito como prisão para minha alma. Mas naquela noite, a vida era bela e eu queria rever meu lugar. Estava feliz por te rever, favela de ricos, igreja de tolos, tumba de vivos. Como era belo o luar, o vento, o céu, as estrelas, a noite, a brisa e o infinito visto através da janela apertada do ônibus. Era julho e eu queria viver, respirar o impossível, acertar contas com o passado, compor canções de amor e de ninar, escrever poemas que falassem da imensa dor humana, pintar telas que mostrassem que nós, os ipuenses, éramos ricos em cultura, belos em valores, artistas de gênio universal, encontrar meus amigos e meus inimigos! Beber cerveja com os amigos e com os inimigos, acertar contas! Dentro de mim, nascia um fogo incandescente que primava por justiça e liberdade: era o fogo do Anjo da vingança, o arcanjo da dor e da impiedade! Morrer e viver, em ti, velha Ipu estúpida, voltou a assombrar meus pensamentos de poeta errante! Ó Anjo de Deus e do Diabo, Arcanjo sem rosto e sem fé, eu te invoco nesta noite tempestuosa para lutar uma batalha sem fim, em prol dos vivos e dos mortos! Vem de dentro da noite medonha, assombrando os sonhos dos moradores da Serra e do sertão, dos paisanos e dos moto-táxis; dos vendilhões e dos embriagados! Vem, travar no Ipu uma batalha perdida contra as forças das trevas da ignorância! Vem, assombração medonha, arauto dos homens e mulheres sem voz do Ipu! Bate as tuas asas de gavião sobre os abismos da ignorância e da inércia sem fim! Ó anjo da dor e da melancolia! Pássaro sem asas e sem pudores morais!  Arauto da desilusão redentora! (Ó tu que tens a coragem dos desenganados, e o desprendimento dos moribundos!) Volta, ó anjo medonho da melancolia! Volta, ó pássaro sem asas! Volta, ó poeta do impossível! Vem de onde vieres, trazendo na alma a força das erupções vulcânicas e no peito a saudade dos amores impossíveis! Quantas vezes te revi em sonhos, ó maldita assombração medonha chamada Ipu! Besta-fera dos abismos do oceânico! Serpente do São Paulo! Donzela estúpida dos Inhamuns! Eu te amaldiçôo! Em tuas ruas me tens como prisioneiro! Cidade “féla-da-puta”! Eu, que tanto te odeio e que tanto te amo, por ti seria capaz de morrer e de matar! De desafiar o impossível! De remover montanhas e de travar em tuas ruas minha última batalha! Estou aqui, para erguer meu gládio diante de ti, para enfrentar-te numa luta final contra as forças das trevas e da ignorância. (Eu quero a glória de morrer varado por uma bala, como Gerardo Madeira! Sair corrido como Ramos Pontes ou enforcado, como o escravo Estevão). Para ilustrar o que senti, exponho este poema de minha autoria: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECE DO GUERREIRO SEM TÚMULO&lt;br /&gt;Quando a poeira baixar&lt;br /&gt;E o sangue coagular&lt;br /&gt;Vasculhe os destroços da batalha;&lt;br /&gt;Recolha meu corpo sem mortalha&lt;br /&gt;E enterre-me.&lt;br /&gt;Dê-me um túmulo!&lt;br /&gt;Não me deixe a saciar a fome &lt;br /&gt;Dos abutres, dos vermes e dos homens!&lt;br /&gt;Enterre-me!&lt;br /&gt;Chore ao meu ombro&lt;br /&gt;Sobre a ferida &lt;br /&gt;Da vida perdida.&lt;br /&gt;Chore! Poderíamos ser felizes, minha princesa!&lt;br /&gt;Não me deixe pros lobos do bosque&lt;br /&gt;Pras moscas, sem vida!&lt;br /&gt;Olhos abertos, sob um céu de estrelas,&lt;br /&gt;Sem ver a beleza do infinito!&lt;br /&gt;Grite! Grite alto ao céu,&lt;br /&gt;Deixe o eco responder seu grito!&lt;br /&gt;Grite! Quem sabe a morte&lt;br /&gt;Seja um sossego;&lt;br /&gt;Quem sabe a vida seja uma tormenta!&lt;br /&gt;Grite! Quem sabe, possa eu ouvir seu grito!&lt;br /&gt;Grite, nem que Deus (onde quer que esteja)&lt;br /&gt; Já nem se importe!&lt;br /&gt;Só não me deixe ao relento&lt;br /&gt;No vento frio da noite,...&lt;br /&gt;Sob um céu de estrelas,&lt;br /&gt;Perdidas, de mil anos!&lt;br /&gt;Saia, e leve minha espada!&lt;br /&gt;Limpe-lhe o sangue das batalhas.&lt;br /&gt;Saia sem saber pra onde!&lt;br /&gt;Saia, sem olhar pra trás!&lt;br /&gt;Saia, minha princesa! Seríamos felizes!&lt;br /&gt;Leve minha espada&lt;br /&gt;E entregue-a a meu filho&lt;br /&gt;Quando ele for homem.&lt;br /&gt;Para que possa continuar a batalha&lt;br /&gt;De seu pai...&lt;br /&gt;Sob um céu de estrelas...&lt;br /&gt;Sobre um chão de sangue...&lt;br /&gt;Sem ver a beleza do infinito.&lt;br /&gt;Ao som do eco ensurdecedor &lt;br /&gt;De seu próprio grito!&lt;br /&gt;Debaixo de um céu de estrelas, &lt;br /&gt;Perdidas, de mil anos.&lt;br /&gt;Grite uma vez mais!... Por mim, e por meu pai:&lt;br /&gt;Grite: Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo, algum dia, antes do fim do mundo (Continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2363290937086394066?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2363290937086394066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2363290937086394066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2363290937086394066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html' title='Raimundo Arcanjo – uma biografia e nada mais... (parte 3)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LPBSRVSKBpI/Tn5jnuN69bI/AAAAAAAAAYs/P-wvR6QyoK8/s72-c/ArcanjoMiguel2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3602456923645421239</id><published>2011-09-23T14:19:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T14:26:43.528-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><title type='text'>26 de Agosto de 1840: Ipu é elevada à condição de Vila</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Publicado no jornal Ipu Grande, nº 36.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-uwuTX2gexi0/Tnz4usSepkI/AAAAAAAAAYk/pYnzQ7bsgb0/s1600/ScannedImage-39.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uwuTX2gexi0/Tnz4usSepkI/AAAAAAAAAYk/pYnzQ7bsgb0/s400/ScannedImage-39.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655668713116837442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aniversário do município, 1940. Álbum de 1940. Acervo do Professor Mello. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Desde 1791 quando foi criada pelo rei de Portugal a Vila Nova d’El-Rey com sede em Campo Grande, hoje Guaraciaba do Norte, o pequeno povoado onde teria sido fundada a Fazenda Ipú no século XVIII, ficou subordinado politicamente à câmara municipal daquela Vila. Era Campo Grande à época uma região mais desenvolvida economicamente e cuja posição era estratégica, tanto para o controle dos tributos na região, quanto para debelar as lutas que assolavam a Freguesia da Serra dos Cocos, esta criada em 1757 pelo bispado de Pernambuco à qual à capitania do Ceará estava subordinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A questão é que o século XIX marca um período de crescimento econômico do pequeno povoado que mais tarde daria origem ao Ipu. Tal crescimento esteve intimamente ligado à produção de algodão cujo preço estava em alta no mercado, sobretudo europeu naquele momento. Da “febre de produção” do algodão naquele período no Ceará, Ipu teve sua parcela de participação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em função de um incipiente crescimento econômico e de questões políticas e religiosas favoráveis à época é que o povoado passa a ter importância, suplantando a sede da Vila. Pela lei nº 200 de 26 de agosto era suprimida a Vila de Campo Grande, transferindo a sede do Município para o núcleo de Ipu Grande e elevando-a a vila com a denominação de Vila Nova do Ipu Grande. Pouco menos de seis meses depois em 12 de janeiro de 1841 pela lei provincial nº 230 era suprimida a Vila Nova do Ipu Grande sendo transferida de volta ao Campo Grande. Mais foi restaurada pela lei provincial nº 161 ou 261, de 3 de dezembro de 1842.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Embora a Câmara municipal só tenha sido instalada em 1842, institui-se como data oficial que marcaria a emancipação política da localidade o 26 de agosto de 1840. Daí que se diz hoje que a cidade de Ipu esteja completando 171 anos de emancipação política, e não de História. O passado de nossa cidade é ainda mais remoto.&lt;br /&gt; Mas o que significava, para uma localidade, naquela época ser elevada à condição de Vila? Em primeiro lugar, ganhava em importância política, já que passava a ser sede da Câmara Municipal responsável pela administração da Vila. Segundo, recebia as instituições jurídicas e políticas, alem de concentrar o poder repressor. A Câmara tinha o poder de arrecadar os impostos, legislar, fiscalizar o comércio, lançar novos impostos quando necessário, zelar pela limpeza pública, pelo abastecimento de água, coleta de lixo, pela segurança pública etc. Na medida em que o Ipu era agora a sede da vila, os recursos poderiam ser gastos na sede do município. Era lá onde ficavam os vereadores eleitos indiretamente, cujo presidente tinha a função equivalente ao de prefeito hoje. Como não havia uma separação entre o público e o privado muitos dos recursos garantiam o poder de potentados e a construção de “impérios” econômico e político dos “coronéis” dos “sertões”, perpetuando ainda hoje sobrenomes “importantes”, ou “illustres”, como se dizia à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até o 26 de agosto de 1940 foi essa data ignorada e insignificante para a cidade. Não há nenhum documento que faça alusão à importância da data nas comemorações do município anteriormente. Somente no governo de Francisco das Chagas Pinto, em plena era Vargas, é que se institui como data importante para a cidade o 26 de agosto, justamente no centenário da lei nº 200 (1840).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A era Vargas foi marcada pela institucionalização e a valorização de algumas datas comemorativas e cívicas, sobretudo aquelas ligadas ao seu governo como meio de se construir uma memória da “mudança” e de seu governo como “revolucionário”. &lt;br /&gt; Em Ipu o 26 de agosto de 1940 se insere nessa lógica e não é à toa que lá esteja grafado a construção de uma memória do governo federal como revolucionário no âmbito nacional e do governo de Chagas Pinto no âmbito municipal, como teria ocorrido no Governo de Joaquim Lima (1930-1935), anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ora, o 26 de agosto como data cívica do município é uma construção do governo de Chagas Pinto que teve de “inventar” uma data comemorativa como meio de exaltar a era Vargas e o seu próprio governo. Engana-se aquele que ver no documento uma expressão da verdade, verdade do ponto de vista da física ou da matemática, modelo de ciência na modernidade. Ele é, senão, um rastro, um discurso, um indício, uma construção, uma representação, que só ganha significado quando inserido numa rede de signos e símbolos, a saber, em seu contexto histórico. Ele tem uma intencionalidade e é legado para o futuro com base numa relação de forças. E se for documento oficial tem a função de projetar uma memória positiva do presente, hoje passado, para o futuro.&lt;br /&gt; As comemorações do 26 de agosto é uma construção do poder e sempre foi usado não para simplesmente comemorar, mas com uma função política, isto é, como o momento para fundar no presente, com pretensão de devir, uma memória positiva dos governos. Como memória não é história, Como rastro e indício é matéria para o historiador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3602456923645421239?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3602456923645421239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/26-de-agosto-de-1840-ipu-e-elevada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3602456923645421239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3602456923645421239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/26-de-agosto-de-1840-ipu-e-elevada.html' title='26 de Agosto de 1840: Ipu é elevada à condição de Vila'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uwuTX2gexi0/Tnz4usSepkI/AAAAAAAAAYk/pYnzQ7bsgb0/s72-c/ScannedImage-39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-6406246718136148666</id><published>2011-09-22T10:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T10:44:05.169-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Jornal Ipu Grande chega a sua 36ª Edição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-RyNyXRSYobk/TntzqlbpRyI/AAAAAAAAAYc/pbWtgBtlwZk/s1600/36%252BEdi%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252Bdo%252BJIG.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RyNyXRSYobk/TntzqlbpRyI/AAAAAAAAAYc/pbWtgBtlwZk/s400/36%252BEdi%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252Bdo%252BJIG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655240932533552930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Começa a circula hoje, quarta-feira (21/09) nos pontos de vendas autorizados a 36ª Edição do Jornal Ipu Grande. Essa é a segunda edição desde que foi firmada a parceria entre o Grupo Outra História e o site Ipu Notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique bem informado sobre os principais acontecimentos locais e saiba mais sobre a nossa cultura e história. Seja sócio do jornal Ipu Grande e invista no que é nosso. Assine por apenas 10 reais e receba o seu exemplar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações&lt;br /&gt;Ligue já para os telefones&lt;br /&gt;(88) 9914-8973 ou&lt;br /&gt;(88) 9446-7601 e solicite uma assinatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À venda na Casa da Revista e na Papelaria Irmãos Andrade.&lt;br /&gt;FONTE: http://www.ipunoticias.net/2011/09/jornal-ipu-grande-chega-sua-36-edicao.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-6406246718136148666?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/6406246718136148666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/jornal-ipu-grande-chega-sua-36-edicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6406246718136148666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6406246718136148666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/09/jornal-ipu-grande-chega-sua-36-edicao.html' title='Jornal Ipu Grande chega a sua 36ª Edição'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RyNyXRSYobk/TntzqlbpRyI/AAAAAAAAAYc/pbWtgBtlwZk/s72-c/36%252BEdi%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252Bdo%252BJIG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2013702142811816612</id><published>2011-08-11T07:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T07:48:15.452-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>IN e Jornal Ipu Grande em Breve a Venda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-EHgXnPL0skg/TkPrfSiIr0I/AAAAAAAAAYU/iLcJ-da_o-E/s1600/capa%2B35%2Bedi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528jornal%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 387px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EHgXnPL0skg/TkPrfSiIr0I/AAAAAAAAAYU/iLcJ-da_o-E/s400/capa%2B35%2Bedi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528jornal%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639610081181478722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já está pronta a Edição de número 35, desse que já é considerado o terceiro maior periódico em número de edições impressas e tempo de circulação da história do município de Ipu, perdendo apenas para o Correio do Norte (1918-1924), com suas 310 edições, e Ipu em Jornal (1957-1962), 49 edições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 35ª edição traz para o público a parceria firmada entre o Grupo Outra História e o site Ipu Notícias. Em suas publicações, o Ipu Grande dará, agora, grande destaque às notícias locais, sem perder sua identidade, voltada para a divulgação da cultura local e da nossa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do próximo Sábado, (13/08) o periódico mensal estará disponível para os assinantes e para o público que se interessar em adquiri-lo por um valor de 2 reais nos locais autorizados descritos abaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações &lt;br /&gt;Jornal Ipu Grande &lt;br /&gt;Pontos de Vendas.: Casa da Revista /Papelaria Irmãos Andrade &lt;br /&gt;Anúncios e Assinaturas.: Cláudia Andrade &lt;br /&gt;Contatos.: (88) 9914.8973 (Tim)/9446.7601 (Claro) &lt;br /&gt;Fonte: http://www.ipunoticias.net/2011/08/in-e-jornal-ipu-grande-em-breve-venda.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2013702142811816612?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2013702142811816612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/08/in-e-jornal-ipu-grande-em-breve-venda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2013702142811816612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2013702142811816612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/08/in-e-jornal-ipu-grande-em-breve-venda.html' title='IN e Jornal Ipu Grande em Breve a Venda'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EHgXnPL0skg/TkPrfSiIr0I/AAAAAAAAAYU/iLcJ-da_o-E/s72-c/capa%2B35%2Bedi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528jornal%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-8946068717289229777</id><published>2011-08-02T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T13:43:07.809-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Raimundo Arcanjo – uma biografia e nada mais... (parte 1)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Publicado no Jornal Ipu Grande, edição nº 34.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UnYWI5U3SCo/TjhgwbEBwKI/AAAAAAAAAYM/2aqqJiBnYAI/s1600/ARCANJO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UnYWI5U3SCo/TjhgwbEBwKI/AAAAAAAAAYM/2aqqJiBnYAI/s400/ARCANJO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636361318668812450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dedico estas linhas aos talentos que nascem e morrem sem serem reconhecidos.&lt;br /&gt;Há muito tempo tenho me prometido, assim como ao meu irmão Vitorino, escrever em poucas linhas a história do Arcanjo, com todos os pros e os contras, os ditos e os não ditos. Mas os descaminhos desta vida louca me têm obstruído a inspiração e a vontade, e dorme em minha mente a lenda do Anjo Vingador, que um dia, com uma caneta e um pedaço de papel nas mãos declarou guerra aos políticos e aos hipócritas do Ipu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Arcanjo - nome artístico desenvolvido por Raimundo Alves de Araújo - nasceu de supetão, contra a minha vontade, num gesto de desespero e de decepção; decepção para comigo mesmo, decepção para com minha cidade, decepção para com minha gente, e decepção para com nossa classe política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui uma criança comum, desde pequeno tinha um discernimento e uma maturidade muito adiantados para alguém de minha idade. Ensimesmando, cabisbaixo e tímido, tendo o ego esmagado pelo convívio com meus 15 irmãos, vivia num mundo a parte, onde dialogava “consigo mesmo” e com os meus “amigos imaginários”: Conan, Super-Man, Homem Aranha, Hulk. O Ipu era naquela ocasião uma cidade refinada culturalmente, eu era influenciado por intelectuais e artistas como Valdemira Coelho (historiadora), Maria de Jesus Viana (artista plástica), Sabiá (poeta popular), Francisco Melo (historiador, poeta e músico), Antonio Ramos Ponte (escritor) e muitos outros, devo a estas pessoas parte de meus dotes artísticos e parte significativa de meu gosto pelo estudo, as artes e a cultura refinada. Havia na atmosfera cultural da cidade certa efervescência que me motivava a buscar a arte e a cultura como signo de distinção pessoal, como meio de afirmação de minhas potencialidades. Aos 10 anos de idade eu me achava um Rimbaud do Ipu, ou um Leonardo Da Vince e devia isso a meus mestres inspiradores. Nesta etapa de minha existência o Arcanjo ainda não havia se manifestado em meus pensamentos, e eu era, aos 14 anos, um jovem misógino com sérios problemas de relacionamento com as garotas de minha idade, assim como um artista angustiado, com profunda depressão e decepção diante do peso da existência. Eu odiava e amava ao Ipu, com sua vidinha medíocre e encantadoramente simples. A vida me pesava aos ombros e me fazia sentir que, tal como Castro Alves, Fagundes Varela, Augusto dos Anjos e outros poetas do passado, eu morreria jovem, talvez antes dos 30 anos de idade. Esta certeza me atemorizava o espírito, e perseguia vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, e 365 dias por ano. Eu escrevia poesia, compunha canções, fazia cordel, pintava grafite com a certeza de que não teria tempo a perder; era poético morrer jovem, deixar um mundo que não me queria; um mundo que ria da dor e da revolta daquele jovem-velho de 16 anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes eu sentei à calçada da velha casa de meu pai, e ouvia ao longe o som mudo e enlouquecedor do mundo; era o Rio de Janeiro, quem sabe São Paulo, Fortaleza ou mesmo Brasília, a me chamar pra viver aventuras loucas, pra botar a prova meu talento de poeta, ou meus traços de artista plástico talentoso e não-reconhecido, pra provar todos os venenos e, quem sabe, as suas delícias; quem sabe percorrer catedrais fantásticas, adentrar cabarés paradisíacos, me perder quem sabe em meio a uma selva de arranha-céus e a um mar de transeuntes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 18 anos eu já era considerado velho para os padrões do Ipu, todos os meus amigos haviam partido pra vida, todas as minhas paqueras e pretendentes haviam casado, todas as pessoas me olhavam como um “peso” aos meus pais, e a cidade queria me ver bem longe de suas ruas, de suas moças, de seus lugares de diversão e alegria. “-Vai simbora rapaz, o que cê inda faz nesta terra? Vai fazer tua vida no Rio de Janeiro, que eu num poço te sustentar mais não!”, disse meu pai, com olhos tristes, numa manhã de inverno, e eu chorei, pois vi que a minha hora de partir havia chegado. O Rio de Janeiro me esperava, com sua utopia, sua maresia, sua lenda, e suas miragens. Enchi a cara de vinho barato, arrumei minhas trouxas e comprei a passagem para uma viagem que iniciaria pouco mais de um mês depois. Eu nunca vou esquecer os olhos de minha mãe no dia de minha partida; ela não teve forças pra vir se despedir de mim. Chorou sozinha, trancada num quarto escuro, como uma criança. Meu pai fingia não chorar, pois era “cabra-macho”, e “homem não chora”, por isso dizia que as lágrimas eram por causa de “um cisco que lhe caiu no olho”. E às 10 horas da manhã La vinha a velha Itapemirim, cortando a serra, cuspindo fumaça e levantando poeira; a mesma velha Itapemirim que havia levado meus irmãos, meus primos e meus amigos lá estava pra vir me buscar, e eu que tanto sonhei com aquilo, agora com um nó na garganta, sufocava minha voz, enchia meus olhos de lágrimas, e eu via a minha vida passar por mim, com a pressa de Boeing 747 . “-Vai onibu véi, leva os iludido e trás os desenganado”, disse um velho senhor, erguendo o chapéu e saudando o veículo. A poeira da estrada cobria tudo, meus pensamentos, meus sonhos, minhas esperanças. Eu queria ir embora e ficar; queria chorar e sorrir. E no horizonte distante o velho ônibus carregado de gente, como gado, ofertada aos bares, restaurantes e portarias do Rio, e entre elas um garoto sem sonhos, sem vida e sem esperanças, que queria viver e morrer no Ipu, e um dia havia sonhado que era artista: “Como eu te detesto velha Sodoma invicta, Babilônia de meus amores!”. Em meu âmago a dor de partir e ficar arrastou minha alegria de viver, e em pouco tempo eu percorria a Avenida Nossa Senhora de Copacabana como um zumbi, procurando por algum motivo para lutar, para acreditar na vida, pra continuar caminhado, e via nas vidraças os rostos bonitos das noivas de Copacabana como um pressagia do fim. Sentia-me uma lebre em meio a uma jaula de leões, ou uma andorinha que se perdeu e não sabia voltar pra casa. Muitas noites eu vaguei, procurando emprego, procurando um amigo, procurando um motivo pra acreditar, e via os rostos das meretrizes, dos garçons e dos ladrões como uma legião de demônios saídos do apocalipse de São João. Eu, que amava a vida, sem minha gente, sem meus irmãos, sem meus amigos, desejei a morte: “se tu vir me encontrar nesta noite, oh, bela dama dos poetas, dos notívagos e dos namorados, que seja rápida e indolor como os acidentes aéreos! Que seja breve, como o amanhecer! Que seja clara e certeira, como mordida de cobra cascavel!. Que seja intenso, como o amor das virgens! Ó ti, bela dama, de quem todos fogem, se vieres me encontrar nesta noite, entre sem bater em minha casa, e me deixe ao menos um instante para pensar em minha terra querida, minha Ipu distante, para onde eu queria ir ao menos em pensamento, percorrer tuas ruas, adentrar tuas matas, caminhar por tuas praças! Morrer de tristeza e de contentamento nesta noite, donzela impura, meretriz virginal, provar do meu e do fel do mundo, e não deixar pegadas nem aos amigos ou aos inimigos!”.   &lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-8946068717289229777?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/8946068717289229777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/08/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8946068717289229777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8946068717289229777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/08/raimundo-arcanjo-uma-biografia-e-nada.html' title='Raimundo Arcanjo – uma biografia e nada mais... (parte 1)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UnYWI5U3SCo/TjhgwbEBwKI/AAAAAAAAAYM/2aqqJiBnYAI/s72-c/ARCANJO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-8174803728990007878</id><published>2011-07-15T05:50:00.001-07:00</published><updated>2011-07-15T05:53:28.186-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>IN irá formar parceria com o 'Jornal' impresso 'Ipu Grande'</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8vcs8Hu3aRA/TiA39NsXmqI/AAAAAAAAAX8/iMvhPcCPzgc/s1600/IG_e_IN_.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 372px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8vcs8Hu3aRA/TiA39NsXmqI/AAAAAAAAAX8/iMvhPcCPzgc/s400/IG_e_IN_.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629561059000425122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site Ipu Notícias irá formar uma parceria com o Jornal Impresso "Ipu Grande" que pertence ao Grupo "Outra História", entidade ipuense formada por historiadores locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal Ipu Grande, fundado em setembro de 2006, atualmente se mantém como um veículo de comunicação, voltado para a divulgação da cultura local e da nossa história. Mantido por historiadores de formação tem por principal objetivo levar a população local a refletir sobre sua cultura, história e sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Jornal” Ipu grande é periódico mensal que já conta com um número significante de assinantes e anunciantes e passará a ter em publicações, mais notícias locais, por meio de uma parceria firmada com o site de notícias “Ipu Notícias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve divulgaremos aqui, como os leitores e internautas do” Ipu Notícias” poderão ter  acesso ao Jornal, as formas de fazer uma assinatura e os meios de anúncios e publicidades do "Jornal" Ipu Grande, que agora terá uma parceria com o site “Ipu Notícias”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ipunoticias.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-8174803728990007878?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/8174803728990007878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/in-ira-formar-parceria-com-o-jornal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8174803728990007878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8174803728990007878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/in-ira-formar-parceria-com-o-jornal.html' title='IN irá formar parceria com o &apos;Jornal&apos; impresso &apos;Ipu Grande&apos;'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8vcs8Hu3aRA/TiA39NsXmqI/AAAAAAAAAX8/iMvhPcCPzgc/s72-c/IG_e_IN_.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-6706758052057837729</id><published>2011-07-11T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T05:27:48.499-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Primeiros Bairros de Ipu</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Matéria publicada no Jornal IPU GRANDE, nº 34, julho, 2011.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5VBrXHeVSTY/Thw8kJP0vmI/AAAAAAAAAX0/kKQmmM75944/s1600/Vista%2BParcial%2Bda%2BCidade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-5VBrXHeVSTY/Thw8kJP0vmI/AAAAAAAAAX0/kKQmmM75944/s400/Vista%2BParcial%2Bda%2BCidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628440225961524834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Centro da Cidade. Foto de 1940. Álbum do Centenário de Emancipação. Acervo: Professor Melo.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros estudiosos da nossa história, como é o caso de Eusébio de Sousa, demonstram que, no início, até as primeiras décadas do século XX, a cidade contava com poucos bairros. Um deles o Papo (Quadro da Igrejinha), onde teria nascido a cidade, outros, o Reino de França, o Alto dos 14 e a Lagoa. Mais tarde, no entanto, novos núcleos de povoamento tornaram-se bairros, tais como, o Corte, os Pereiros e Pedrinhas. Algumas curiosidades estão ligadas ao nome destes bairros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino de França&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem esse nome, segundo a versão mais provável, por ter se estabelecido ali, desde cedo, um pardo, segundo Eusébio, ou “um preto”, segundo Francisco das Chagas Paz, de sobrenome França. As primeiras residências estabelecidas na região eram casebres, feitos de Taipa. Luiz de França teria estabelecido sua liderança e autoridade no lugar, comandando, segundo uma versão, “alguns desordeiros, homens affeitos a toda sorte de orgias, os quaes obedeciam ao mando” do França (SOUSA, 1915, p, 202). Porém, o preconceito da sociedade ipuense, frequentadora dos salões do Grêmio, que nos legaram alguns trabalhos, para com os moradores da periferia, pode ter contribuído para nos deixar uma versão negativa daquele bairro. Até a década de 1960, a maioria das casas do Reino de França, ainda eram edificações de taipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alto dos 14&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seu nome também estaria ligado a um de seus moradores, um mestiço que, chefe de uma família de 14 filhos, morava na subida da serra. Ele também teria se tornado uma espécie de líder local, além de comandar seus 14 filhos varões. Logo, teria se estabelecido uma rixa entre os homens comandados por França e aqueles comandados pelo líder do Alto dos 14 de sorte que quando havia samba no Reino de França, o pessoal do Alto dos 14 não ia, sob pena de brigas terríveis. Da mesma forma, nos sambas do Alto, o pessoal comandado por França, também não comparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lagoa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim chamado pelo fato de ter sido construído ali, um açude ou lagoa, segundo Francisco de Assis Martins, pelo português Manoel Palhares Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX, a região mais central da cidade e o Quadro da Igrejinha concentravam as melhores residências, de alvenaria e cobertura de telha. Nos subúrbios, a maioria das residências era de taipa e de palha. A Lagoa, por sua vez, possuía excelentes casas e alguns casarões, bem como edificações de taipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outros Bairros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX novos núcleos de povoamento darão, mais tarde, origens a alguns bairros. São os casos do Corte, Pereiros, Pedrinhas e Canudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bairro do Corte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É assim chamado em função das obras de construção da Ferrovia que abriu caminho em meio a um “barranco” com altura aproximada de 5 metros. A partir daí o casario começou a ser edificado de um lado e outro dos trilhos da ferrovia. Desde então a localidade passou a ser denominada de Corte. Embora alguns autores afirmem que o bairro surgiu a partir da chegada do trem em Ipu na última década do século XIX, nada, no entanto, comprova isso. Porém, é indiscutível que o povoamento na localidade se desenvolveu a partir da chegada “monstro de ferro”. Hoje o bairro cresceu e se ligou a outros, como os Pereiros e Canudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pereiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  Bairro que também cresceu muito a partir da chegada da ferrovia. Pouco se sabe sobre o seu nome. Para alguns, havia na localidade uma grande e bonita árvore chamada Pereiro. Com as obras da ferrovia foi aquela árvore cortada, deixando na localidade um imenso tronco. A partir de então os moradores dali passaram a se referir à região como Pereiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedrinhas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem em nome em função da Seca de 1932. Nesta ocasião foi erguido em Ipu, na localidade do Espraiado, um Campo de Concentração de flagelados da seca. O Campo era um local que reunia os famintos para a assistência do governo. A mão-de-obra dos assistidos foi amplamente usada para as obras do município, principalmente na pavimentação das ruas. Muitos deles transportaram pedras da localidade onde hoje é o Bairro das Pedrinhas para o centro da cidade. As pedras serviam para os “calçamentos”. Muitas ruas de Ipu foram pavimentadas com as pedras daquela localidade. &lt;br /&gt; Com o fim da seca e o fechamento do Campo de Concentração, alguns dos assistidos, muitos vindos de outras cidades, se estabeleceram nos subúrbios da cidade, alguns deles nas Pedrinhas. No entanto, a ocupação da região é anterior à seca de 1932. É a partir dela que surge o nome do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canudos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A denominação do bairro é oriunda do nome de uma rua: “Rua dos Canudos”. Até hoje é assim chamada por seus moradores e pela população da cidade. A Rua dos Canudos teve esse nome por ter morado ali Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, cuja família é oriunda de Quixeramobim, vinda para estas paragens por volta de 1888. Casado com uma jovem de nome Mariazinha, foi por ela traída. Expulsou-a de casa junto com o seu amante, o soldado Joelino Souza. Desde então, segundo algumas narrativas, passou a ter comportamento estranho. Passou a pregar e foi se estabelecer no Arraial de Canudos.&lt;br /&gt;Na época em que se desenrolava o confronto de Canudos com as forças do governo republicano, veio se estabelecer na rua dos Canudos, que ainda não tinha esse nome, um tal Antônio Lopes de Negreiros para, com seus irmãos, trabalhar na construção da estrada de ferro. Após os trabalhos na ferrovia e com dinheiro levantado com outras atividades, o tal Lopes ergueu uma Grande bodega naquela localidade. Depois, sem se saber o motivo, ficou valente. Quase todo dia havia briga em sua bodega. Os seus fregueses começaram a desaparecer e mesmo aqueles que precisavam passar por sua rua, iam por longe, com medo. Exatamente naquele momento se desenrolava os conflitos em Canudos. A população, então, que sabia que o conselheiro morara na localidade passou a chamá-la de rua dos Canudos, por causa do líder de Canudos e da valentia do Lopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MARTINS, Francisco de Assis. Monografia de Ipu. Produção independente. Ipu, 2001.&lt;br /&gt;MELLO, Maria Valdemira Coêlho. O Ipu em Três Épocas. Fortaleza: Editora Popular, 1985. &lt;br /&gt;SILVA, João Mozart da. Ipu do meu xodó: memórias. Fortaleza: Nacional, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-6706758052057837729?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/6706758052057837729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/primeiros-bairros-de-ipu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6706758052057837729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6706758052057837729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/primeiros-bairros-de-ipu.html' title='Primeiros Bairros de Ipu'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5VBrXHeVSTY/Thw8kJP0vmI/AAAAAAAAAX0/kKQmmM75944/s72-c/Vista%2BParcial%2Bda%2BCidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3702769381478266601</id><published>2011-07-08T05:24:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T18:52:06.890-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eventos Culturais'/><title type='text'>III Simpósio de Ipu</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-N-rriAp4mu0/ThewfOOcTvI/AAAAAAAAAXk/Vh4y23MMBic/s1600/DSCI0079.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-N-rriAp4mu0/ThewfOOcTvI/AAAAAAAAAXk/Vh4y23MMBic/s400/DSCI0079.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627160309863829234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde o dia 5 ocorre na Escola Profissional Antonio Tarcísio Aragão o III Simpósio de Ipu com o tema “Pensar o pensar Cearense numa visão ibiapabana”. O simpósio, que já entrou para o calendário de eventos culturais do Estado do Ceará envolve esse ano mais de 600 participantes, segundo o seu idealizador, Marcos Sampaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura do evento se deu com a palestra ministrada pelo prof. Dr. Em sociologia Gilmar de Carvalho, que discutiu sobre a formação da identidade cearense. O auditório da escola profissional foi pequeno para abrigar tanta gente.&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, sempre às 8:30h e 19:30h nomes de peso no campo da pesquisa em História, Sociologia, Filosofia e outras áreas, se revezavam na condução das palestras. (Veja programação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutindo temas os mais variados, os estudiosos mobilizaram uma plateia seleta, que também se deslocou de várias cidades para participar do encontro (Sobral, Santa Quitéria, Hidrolândia, Ipueiras, Pires Ferreira, Tianguá, Viçosa, Forquilha e outras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento continua com seus trabalhos durante todo o dia de hoje, (8 de julho) e amanhã, dia 9, com inúmeras atividades (palestras, oficinas, café filosófico).&lt;br /&gt;Amanhã será o dia em que o Grupo Outra História apresentará o resultado de suas pesquisas ligadas à história do Ipu (veja programação). Seria interessante que aqueles que defendem que a história do Ipu deva ser ensinada em nossas escolas, projeto desde o início defendido pelo Grupo Outra História, aparecesse por lá para discutir ou pelo menos para ouvir os especialistas na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Simpósio está criando, sobretudo nos jovens universitários de Ipu e das regiões do entorno desta cidade, uma cultura de discutir e propor soluções para a cidade. No entanto, até agora, fico com a sensação de que o potencial do evento ainda é pouco explorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com raríssimas exceções, não vi a presença de pessoas que vivem escrevendo e propondo soluções para muitas questões ligadas à nossa cidade e nem daqueles que chamamos de “autoridades”. Senti a falta de muitos secretários de governo, não apenas para prestigiar o evento, mas para ouvir, discutir e propor planos de melhora para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tive a sensação de que, depois que o evento teve início, ninguém mais o divulgou. Por que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um evento da magnitude daquele simpósio mesmo as grandes universidades, como nos sentenciaram os professores da Universidade Estadual do Ceará e da Universidade Vale do Acaraú, têm dificuldades em organizar. E aqui em Ipu, nós o temos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3702769381478266601?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3702769381478266601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/iii-simposio-de-ipu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3702769381478266601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3702769381478266601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/07/iii-simposio-de-ipu.html' title='III Simpósio de Ipu'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-N-rriAp4mu0/ThewfOOcTvI/AAAAAAAAAXk/Vh4y23MMBic/s72-c/DSCI0079.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3208300621963204994</id><published>2011-06-16T06:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T06:57:18.226-07:00</updated><title type='text'>III Simpósio de Ipu: programação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MvIlSBUTUQo/TfoLAgyUEzI/AAAAAAAAAXc/vdx_Zi2DNjw/s1600/FOLDER_-_FRENTE2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MvIlSBUTUQo/TfoLAgyUEzI/AAAAAAAAAXc/vdx_Zi2DNjw/s400/FOLDER_-_FRENTE2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618815588526986034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 05 de julho: Das 09: 00 h às 18: 00 h - Credenciamento &lt;br /&gt;MESA DE ABERTURA&lt;/strong&gt;18:00h- ATELIÊ TEMATICO – CINE SESC&lt;br /&gt;19:00 h – A FORMAÇÃO  DO PENSAMENTO CEARENSE&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em Sociologia Gilmar de Carvalho (UECE)&lt;br /&gt;  Prof. Dra. em Sociologia Anna Christina Farias de Carvalho (URCA) &lt;br /&gt;Mediador: Prof. MS.c. em Filosofia Giovane Paulino de Oliveira  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO CULTURAL: Evandro Sousa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia: 06 de julho &lt;/strong&gt;08h:30min –  MESA- REDONDA: &lt;br /&gt;PERSPECTIVAS E MOBILIZAÇÕES PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL DA IBIAPABA COMO FERRAMENTA DE GESTAR UM PENSAR SUSTENTÁVEL&lt;br /&gt;  Prof. (a). Dr.(a).  em  Educação Adriana Capanni (UVA)  &lt;br /&gt;  Prof. Dr. em Educação  Edvar Costa Rodrigues (UVA)&lt;br /&gt;   Presidente do CONDERI Glauber Augusto Lira Sousa (IDT)&lt;br /&gt;  Representante da Assembléia Legislativa do Ceará Dep. Sergio Aguiar &lt;br /&gt;  Representante dos Universitários da Ibiapaba&lt;br /&gt;Mediador: Prof. MS.c. em Sociologia Pedro Fernandes de Queiroz (UVA) &lt;br /&gt;Intervalo para almoço: Das 12:00h  às 14:00 h&lt;br /&gt;18:00h- ATELIÊ TEMATICO – CINE SESC&lt;br /&gt;19:00 h -  Palestra: AS IDENTIDADES DOS SERTÕES, DAS SERRAS E DOS BREJOS NA FORMAÇÃO DO NORDESTE BRASILEIRO&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em História Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN/ Presidente da ANPUH). &lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO CULTURAL: MUNDAREÚ SONORO &lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. Dennis Melo (UVA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 07 Julho  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;08: 30min – OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA COMO VEÍCULOS DE FORMAÇÃO DO PENSAMENTO CEARENSE E IBIAPABANO;&lt;br /&gt;  Prof. Dr.  em Sociologia Oswald Barroso (UECE)&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em Filosofia Antônio Glaudenir Brasil Maia (UVA)&lt;br /&gt;  Representante da Cadeia de rádios e televisão da Ibiapaba&lt;br /&gt;Mediador: Prof. MS.c. em História Iramar Miranda Barros (INTA)&lt;br /&gt;Intervalo para almoço: Das 12:00h  às 14:00h&lt;br /&gt;19:00 h-  MESA-REDONDA&lt;br /&gt;A PRESENÇA DOS JESUÍTAS COMO AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA DE UM TERRITÓRIO&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em História Agenor Junior (UVA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em Antropologia Patrick Walsh (INTA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c. em Sociologia Pedro Fernandes de Queiroz (UVA)&lt;br /&gt;Mediador: Prof. MS.c. em Historia  Alênio Carlos Noronha (UVA)&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO CULTURAL:: Zeca Gonçalves &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 08 Julho - MESA-REDONDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;08:30min –  NEGROS E ÍNDIOS NO SERTÃO E NAS SERRAS CEARENSES.&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em História Raimundo Rodrigues de Souza (UVA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em História Adauto Neto Fonseca Duque (INTA/UVA)&lt;br /&gt;Mediador: Evandro Sousa &lt;br /&gt;Intervalo para almoço: Das 12:00h  às 14:00 h&lt;br /&gt;14:30 mim Mesa-Redonda &lt;br /&gt;NEGROS E ÍNDIOS NO SERTÃO E NAS SERRAS CEARENSES&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em História Raimundo Rodrigues de Souza (UVA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em História Adauto Neto Fonseca Duque (INTA/UVA)&lt;br /&gt; Professor para falar de índios&lt;br /&gt;Mediador: Evandro Sousa &lt;br /&gt;18:00h- ATELIÊ TEMATICO – CINE SESC&lt;br /&gt;19:00h – Mesa-Redonda &lt;br /&gt;PERSONALIDADES IBIAPABANAS PARA O MUNDO: CLÓVIS BEVILÁQUA, FARIAS BRITO E GERARDO MELO MOURÃO&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em Direito José Luís Lira (UVA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c em Filosofia Giovane Paulino de Oliveira&lt;br /&gt;  Especialista em Direito Rafael Lopes do Amaral&lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. em História Agenor Junior (UVA)&lt;br /&gt;00: 00h – Café Filosófico em Pauta: Avaliação do Simpósio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIA 09 Julho  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;08:30 mim  Mesa-Redonda &lt;br /&gt;RESTAURAÇÃO, LÓGICA DO PENSAR, MEMÓRIAS E HISTÓRIA DAS RESISTÊNCIAS, EXPLOSÃO E DESENVOLVIMENTO DAS E CIDADES CEARENSES &lt;br /&gt;  José-Marcel Becke ( Tecnólogo em restauração pelo Centro Europeu de Restauração Castello Raesfeld – Alemanha) &lt;br /&gt;  Prof. Dr. em História Antonio Vitorino Farias Filho (INTA)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c. Paulo Emílio Frota Aguiar (UECE)&lt;br /&gt;  Prof. MS.c. em Filosofia Erminio (UVA) &lt;br /&gt;Intervalo para almoço: Das 12:00h  às 14:00 h&lt;br /&gt;14h:00mim MESA–REDONDA &lt;br /&gt;TRABALHO, ASSOCIAÇÃO, PROGRESSO E TRANSFORMAÇÃO DO TRABALHO  &lt;br /&gt;Prof. MS.c. em História Raimundo Alves de Araujo (UECE)  &lt;br /&gt;Prof. Esp. em História Francisco Petrônio Lima &lt;br /&gt;Prof. MS.c. Antonio Iramar Miranda Barros (INTA)&lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. em História Antonio Vitorino Farias Filho (INTA) &lt;br /&gt;18:00h- ATELIÊ TEMATICO – CINE SESC&lt;br /&gt;19:00 h -  Palestra: 19:00h – Mesa-Redonda &lt;br /&gt; IDENTIDADES, TERRITÓRIOS E PETENCIMENTOS NO MUNDO DE FRONTEIRAS LIQUIDAS&lt;br /&gt;  Prof. Dr. em História Francisco José Pinheiro (Sec. de Cultura do Estado do Ceará)&lt;br /&gt;  Prof. Dra em Sociologia Lúcia Helena Grangeiro Fonseca (UECE) &lt;br /&gt;  Prof. MS.c. em História Reginaldo Alves de Araújo (UFC)&lt;br /&gt;Mediador: Prof. MS.c. em História Raimundo Alves de Araujo (UECE) &lt;br /&gt;:30min - FESTEJOS - SHOW; &lt;br /&gt;Dia 08, às 14:00h - OFICIANA DE TRABALHO  &lt;br /&gt;ECONOMIA CRIATIVA E EVENTOS CULTURAIS DA IBIAPABA&lt;br /&gt; Ministrante: CONSERTAR COLONDO OS NOMES FAZER AMANHÃ (NO DIA 02 DE JUNHO)&lt;br /&gt; Fernando Eupídio (Organizador do Mel Chorinho e Cachaça)&lt;br /&gt; FEPAI- Silvo (Analista do SEBRAE Tianguá)&lt;br /&gt;Festival da Floração do Maracujá – Paulo, Ávila “MAIS COMUNICAÇÃO”&lt;br /&gt;Mini-cursos: Dias 06 e 07 - Horário: 14:00h  às 16:00h (COLOCAR OS NOMES DOS MINI-CURSOS )  &lt;br /&gt;(1) Prof. Dr. em Historia  Dennis Melo (UFPE/UVA)&lt;br /&gt; (2) Educação para o patrimônio - Prof. M.sc. em Historia Social Alênio Carlos Noronha ( UNB/UVA)&lt;br /&gt;(3) Filosofia - Prof. MS.c. em Filosofia Giovane Paulino de Oliveira (UECE/UVA)&lt;br /&gt;(4) Cultura - Prof. Esp. Francisco Petrônio P. Lima (UVA) - Prof. MS.c. em História Reginaldo Alves de Araújo (UFC)&lt;br /&gt;(5) Prof. MS.c. Antonio Iramar Miranda Barros (INTA)  -  Prof. Dr. em História Antonio Vitorino Farias Filho (INTA)&lt;br /&gt;(6) História das Mulheres no Brasil Colonial: Algumas discussões para a pesquisa e escrita de história - Prof. (a). MS.c. (a). Maria Rakel Amâncio Galdino&lt;br /&gt;OFICINAS:&lt;br /&gt;(1) “Pensar o Pensar cearense através da contação história”, BARRO E TRANSFORMAÇÃO DE UMA CULTURA&lt;br /&gt;Gervânia Sampaio Cavalcante, Maria Jaqueline Gomes de Paula e Dona Branca (Mestra da Cultura Popular do Ceará)&lt;br /&gt;(2) PENSAR O PENSAR JORNALÍSTICO EM UMA VISÃO GERAL&lt;br /&gt;Francisco de Sousa Furtado&lt;br /&gt;COMUNICAÇÕES ORAIS  REFERENTE A TEMÁTICA DO SIMPÓSIO&lt;br /&gt;ATELIÊ TEMÁTICO: Influência familiar na educação: Estudar por quê? Alan John Aguiar Cunha, Aline Mendes Lopes, Paulo Roberto Sales Neto.&lt;br /&gt;ANALISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS FAMÍLIAS DA REGIÃO ACARAÚ – Francisco de Assis da Silveira.&lt;br /&gt;O PENSAR DA LITERATURA NO CEARÁ: DOS OITEIROS À PADARIA ESPIRITURAL – Valdemar Ferreira de Carvalho Neto Terceiro&lt;br /&gt;OBSERVAÇÃO DE ALGUMAS PRÁTICAS E RELAÇÕES - Prof. Esp. em História Ridlav Augusto Ferreira de Abreu&lt;br /&gt;E-MAIL PARA INSCRIÇÕES: simposiodeipu@yahoo.com.br&lt;br /&gt;(88)99695184&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3208300621963204994?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3208300621963204994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/06/iii-simposio-de-ipu-programacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3208300621963204994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3208300621963204994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/06/iii-simposio-de-ipu-programacao.html' title='III Simpósio de Ipu: programação'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MvIlSBUTUQo/TfoLAgyUEzI/AAAAAAAAAXc/vdx_Zi2DNjw/s72-c/FOLDER_-_FRENTE2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2535289489031870631</id><published>2011-05-24T17:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T18:42:13.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos Históricos de Ipu'/><title type='text'>MONUMENTOS HISTÓRICOS: GABINETE DE LEITURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VkdbwS7JMNQ/TdxRi53ZpfI/AAAAAAAAAXI/VDAF5XesGKY/s1600/ScannedImage-38.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VkdbwS7JMNQ/TdxRi53ZpfI/AAAAAAAAAXI/VDAF5XesGKY/s400/ScannedImage-38.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610448895887386098" /&gt;&lt;/a&gt;Revista dos Municípios. Acervo pertencente ao Prof. Melo (Francisco de Assis Martins).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O &lt;em&gt;Gabinete de Leitura Ipuense &lt;/em&gt;era uma espécie de “Centro Literário”, com sede própria e estatutos, onde se reuniam os “intelectuais” de Ipu nas primieras décadas do século XX. Foi fundado em 1919. Mas, antes, uma outra associação chamada Gabinete Ipuense de Leitura havia sido erguida em 1886, mas teve vida curta. O Gabinete de Leitura, o segundo, possuía um grande acervo de livros, jornais e revistas e que circularam na época, vindos principalmente da capital do país de então, a cidade do Rio de Janeiro. Era também um espaço reservado às sociabilidades de seus sócios, isto é, era um local em que um grupo de pessoas, com afinidades diversas, se reuniam e estabeleciam  redes ou ligações, fazendo circular informações, ideias e valores e que expressavam seus interesses, gostos, paixões e opiniões.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Gabinete &lt;/em&gt;é fruto da existência em Ipu de um “grupo de jovens” “intelectuais” no dizer do Tipógrafo João Mozart da Silva, que viveu os primórdios do século XX. Segundo ele, Leonardo Mota (Leota) ao chegar à cidade e fundar uma escola, se juntou a um grupo de “ilustres ipuenses ávidos de saber e presos as delícias do mundo literário”: Já rapaz, ao deixar o Seminário, o saudoso “Leota” principia uma vida de intensa atividade intelectual, fundando um pequeno mas movimentado colégio na cidade de Ipu, e cujo nome de batismo foi José de Alencar. Ensinando francês o jovem Leonardo Mota de logo conquistou as simpatias de uma geração de ilustres ipuenses, ávidos de saber e presos às delícias do mundo literário. (SILVA, João Mozart. &lt;strong&gt;Ipu do Meu Xodó&lt;/strong&gt;: memórias. Fortaleza: Nacional, 2005, p. 29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo Mozart, formou-se em Ipu, ao lado de Leota, um grupo de jovens intelectuais. Fizeram assinaturas de jornais e revistas vindos do Rio de Janeiro, que eram lidos e comentados até a “alta madrugada”. Fazia parte dele, entre outros, Abílio Martins, Thomaz Corrêa e Eusébio de Sousa. Logo, fundaram, ao lado de Leota, um jornal, a Gazeta do Sertão, “e através das suas páginas fez a campanha de João Thomé, eleito Presidente do Estado, que trouxe o diretor da 'Gazeta' para as funções de secretário de seu governo”. (Idem, p. 29)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uRuHAxHwL7w/TdxTvnnM0VI/AAAAAAAAAXQ/V2Ee-WbIrEU/s1600/ScannedImage.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uRuHAxHwL7w/TdxTvnnM0VI/AAAAAAAAAXQ/V2Ee-WbIrEU/s400/ScannedImage.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610451313349153106" /&gt;&lt;/a&gt;Thomaz Corrêa. Um dos fundadores do &lt;em&gt;Gabinete&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte que marca essa “fase intelectual”, foi à fundação de grêmios e gabinetes de leitura. O &lt;em&gt;Gabinete de Leitura &lt;/em&gt;foi fundado pelos dirigentes do Grêmio, quando ainda se chamava Grêmio Recreativo 7 de Setembro. Na primeira reunião da diretoria, ficou decidido que cada associado deveria contribuir com certa quantia, todos os meses, a fim de fazer face às despesas com a aquisição de livros. Cada sócio tinha de pagar uma contribuição mensal de 3$000 (três mil reis), sendo-lhe facultada a retirada de livros para a leitura fora da sede social, mediante caução de 20$000.&lt;br /&gt;Mais tarde passou a receber subvenções anuais da Câmara Municipal de Ipu, por proposta de seu presidente, Cel. João Bessa Guimarães, e do Governo do Estado, por intermédio de Abílio Martins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ideia de sua fundação foi sugerida pelo médico e Delegado de Higiene do município, Francisco das Chagas Pinto “na sessão ordinaria de Assembléia Geral do 'Gremio Recreativo 7 de Setembro', realizada em 27 de Outubro de 1918”. Mas coube a Abílio Martins, de acordo com a Revista dos Municípios, realizar o feito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Gabinete foi instalado em 1º de janeiro de 1919, em um dos salões do prédio que era ocupado pela redação do Correio do Norte. Depois coube ao pároco local, Francisco Maximo Feitosa e Castro a doação “gratuitamente de um confortável e vasto salão á Praça S. Sebastião, onde por largo espaço de tempo teve ella installada a sua sede”. Para esse mesmo prédio foi transferida a redação do Correio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Gabinete funcionava todas as noites das 18 às 21h e nos domingos e feriados era aberto das 11h às 14h. Existia um funcionário responsável por abrir e fechá-lo, varrer, espanar e servir café aos associados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Esse novo “centro literário” tinha a função declarada de servir para a instrução de seus sócios e contribuir, para não dizer lutar, para elevar a moral dos filhos ipuenses, diga-se, lutar contra os “velhos costumes”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O &lt;em&gt;Gabinete&lt;/em&gt;, que congregava assim como o Grêmio, as famílias abastada de Ipu, devia contribuir para elevar a moral e o espírito da  população e como veículo para banir os “velhos costumes” e introduzir novos valores. Era ele, visto por aqueles que o fundaram, como uma instituição redentora, capaz de introduzir, por meio da instrução, novos costumes ligados aos valores da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seu presidente, Francisco das Chagas Pinto, em 1920 se mostra preocupado com a educação dos menos abastados. Diz ele em seu discurso, transcrito nas páginas do Correio: Ao lado do Gabinete de Leitura pretendemos abrir o ensino aos que não poderem freqüentar as aulas officiaes. Não só isso, nossas vistas são mais largas. A installação em prédio próprio, com salões hygiênicos independentes, para o funcionamento das aulas e do Gabinete propriamente dito, constitue o pivot de nosso programma.(Correio do Norte, Ipu, p. 1, 8 jan. 1920).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A preocupação em educar aos mais pobres e levar até eles a instrução, se traduz numa vontade em banir os “velhos costumes” e ditar a moral e os novos preceitos. Aqueles homens detentores do conhecimento e do poder queriam instruir não levados por uma preocupação “filantrópica”, mas visando controlar e moldar a moral e os costumes do “povo”, de acordo com os seus referenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Visto por outro ângulo, no início do século XX, virara moda à retórica francesa segundo a qual a educação e a instrução tinham um papel fundamental, seja dando ênfase a uma “dívida” da sociedade para com os grupos populares, seja defendendo a “necessidade” de se fundar uma outra sociedade na qual as hierarquias estamentais fossem banidas. Era comum entre a opinião pública a apologia à instrução, inclusive para as classes populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A agremiação recebia por meio de assinaturas e doações. Regularmente diversos jornais de inúmeras localidades do Brasil. Em 1920 recebia, a título de assinante, os seguintes periódicos: “Jornal do Commercio”, “Correio da Manhã”, “Estado de São Paulo”, “Eu sei tudo” e a revista “Fon Fon”, além de receber “com regularidade quase todos os jornaes de Fortaleza e alguns da zona gentilmente remettidos pelos respctivas redacções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para muitos letrados da época, como são os casos de Eusébio de Sousa e Thomaz Corrêa, muitas vezes, o progresso do espírito humano se confunde como o progresso das ciências e das letras. O cultivo das letras e das ciências poderia produzir mudanças psicológicas, aguçar as faculdades humanas e moldar o espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A crença era de que o Gabinete deveria ter essa função, qual seja moldar o espírito humano, aperfeiçoar o homem, servir como uma arma contra a “barbárie”. Ele é revestido de uma herança do século das luzes. Este acreditou na evolução da humanidade com base em um passado bárbaro em direção a um futuro de perfeição científica. O livro, as letras e a ciência, eram revestidos de uma aura, identificada com as luzes, em contraposição às trevas. &lt;br /&gt; Os salões do &lt;em&gt;Gabinete &lt;/em&gt;eram usados todas as noites para leituras, discussões e análise das notícias estampadas nos jornais da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ser sócio do Gabinete não significava absolutamente que se usava aquele espaço para a leitura. Ele estava carregado de um simbolismo. Ser sócio dele era pertencer à alta sociedade local, assim como no caso do Grêmio. Frequentá-lo, assim como aos salões deste, denotava distinção e “foros” de que era “civilizado”, “culto”, “honrado”, “educado”, de “bons modos”, de “costumes refinados”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2535289489031870631?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2535289489031870631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/05/monumentos-historicos-gabinete-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2535289489031870631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2535289489031870631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/05/monumentos-historicos-gabinete-de.html' title='MONUMENTOS HISTÓRICOS: GABINETE DE LEITURA'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VkdbwS7JMNQ/TdxRi53ZpfI/AAAAAAAAAXI/VDAF5XesGKY/s72-c/ScannedImage-38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-6849551913509209083</id><published>2011-04-24T12:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T12:57:36.111-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><title type='text'>Ipu: economia e sociedade: décadas de 60 e 70</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-n15gm85Gy_k/TbSAJmCiI-I/AAAAAAAAAXA/mqvwRi3dDjY/s1600/pra%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-n15gm85Gy_k/TbSAJmCiI-I/AAAAAAAAAXA/mqvwRi3dDjY/s400/pra%25C3%25A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599241139046720482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As décadas de 60 e 70 foram, no âmbito local, um período em que a economia praticamente não avançou. A cidade entrava em processo recessivo quase sem volta. Os governos municipais do período não realizaram obras de infra-estrutura substanciais e que pudessem mudar a face do município. Apenas o governo de Rocha Aguiar empreendeu obras significativas, porém, não suficiente para mudar a face do município. De um modo geral, no entanto, os governos se restringiam a fazer pequenas obras no município como construção de praças, pavimentação de ruas com paralelepípedos, e pequenos reparos em prédios, ruas e avenidas. Inicialmente, tais obras geravam emprego e renda. Porém, logo concluídas, tudo voltava ao que era antes. A prefeitura, com arrecadações ínfimas era totalmente dependente de recursos estaduais e federais. Nestas duas décadas, por exemplo, a cidade vivenciou uma crise no abastecimento de energia elétrica, ficando a cidade, em alguns momentos, às escuras. Isso dificultava a atração de indústria e a geração de emprego. Na educação, ampla parcela da população mais pobre, da sede do município e principalmente da serra e do sertão, era excluída. Somente as famílias mais abastadas do lugar tinham garantidas suas vagas nas escolas públicas e particulares, criando quadros profissionais que mais tarde ocupariam os cargos de mando no âmbito local, seja por meio de “concursos públicos” (empregos arranjados) ou pelo jogo político.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população ipuense, na sede do município, era formada por uma ampla parcela de miseráveis e pobres, que habitava os subúrbios, e uma pequena parcela dos abastados que residia nos bairros nobres da cidade, no Quadro da Igrejinha e na área central. &lt;br /&gt;Numa economia estagnada, os postos de emprego eram reduzidos, restando à população mais pobre, o trabalho na agricultura, setor mais importante da economia, na construção e no comércio, para aqueles trabalhadores mais especializados. &lt;br /&gt;Na década de 80 e mais ainda na década de 90, ocorreria uma melhora nas condições de vida da população mais carente, mesmo assim, ainda hoje, persiste uma realidade de grande desigualdade econômica e social. Os governos municipais, por sua vez, pouco têm se preocupado com a parcela mais carente da população, o que tem perpetuado uma situação de desigualdade, minorada, com os programas sociais do governo federal, muitas vezes usados como bandeiras de administrações públicas que, não obstante, se valem destes programas para beneficiar quem não precisa deles, a despeito do aumento da fiscalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande transformação, no entanto, operada nos últimos anos diz respeito à oferta e ao amplo acesso da população à educação pública básica, dando oportunidades a quem tradicionalmente foi excluída, ao acesso, por meio de concursos, ao funcionalismo público e à universidade, algo inédito há até pouco tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-6849551913509209083?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/6849551913509209083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/ipu-economia-e-sociedade-decadas-de-60.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6849551913509209083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6849551913509209083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/ipu-economia-e-sociedade-decadas-de-60.html' title='Ipu: economia e sociedade: décadas de 60 e 70'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n15gm85Gy_k/TbSAJmCiI-I/AAAAAAAAAXA/mqvwRi3dDjY/s72-c/pra%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2263665315629265475</id><published>2011-04-21T07:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T07:15:34.894-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu IV: Ditadura Militar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dkj7baaS5Ks/TbA7SHx3GPI/AAAAAAAAAW4/rgkcIfxORsc/s1600/Maria%2BAntonieta%2BRocha%2BAguiar%2B%2528D.%2BEtinha%2529%2B%25281%25C2%25AA%2BPrefeita%2529.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-dkj7baaS5Ks/TbA7SHx3GPI/AAAAAAAAAW4/rgkcIfxORsc/s320/Maria%2BAntonieta%2BRocha%2BAguiar%2B%2528D.%2BEtinha%2529%2B%25281%25C2%25AA%2BPrefeita%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598039519333390578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Antonieta Rocha Aguiar (1973-1976)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 1972, Maria Antonieta Rocha Aguiar, esposa de Rocha Aguiar, foi candidata única pela Arena, como vimos. Não houve divisão do partido da situação como nos anos anteriores e nos posteriores. Elegeu-se com 5.352 votos. Seu vice foi Francisco Pinto de Oliveira. Estavam aptos a votar 14.289 eleitores, mas só compareceram às urnas 7.274 pessoas. Foram 1.867 votos nulos e 55 em branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores eleitos foram José Carvalho Aragão (927), Antonio Pinto de Oliveira (764), Manoel Temóteo Passos (555), Francisco das Chagas Torres (447), Antônio Soares Aquino (376), João Sampaio Araújo (375), Maria da Conceição Viana Mourão (341), Antônio Rodrigues Irmão (331), Felix Martins Segundo (272), Antônio Carlos Reginaldo (186). Todos foram eleitos pela Arena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações (técnicas) sobre os governos de Antonio Milton Pereira(1977-1982) e de Francisco Eufrásio Mororó (1982-1988), estão sendo pesquisadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2263665315629265475?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2263665315629265475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-iv-ditadura-militar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2263665315629265475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2263665315629265475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-iv-ditadura-militar.html' title='Governos de Ipu IV: Ditadura Militar'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dkj7baaS5Ks/TbA7SHx3GPI/AAAAAAAAAW4/rgkcIfxORsc/s72-c/Maria%2BAntonieta%2BRocha%2BAguiar%2B%2528D.%2BEtinha%2529%2B%25281%25C2%25AA%2BPrefeita%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5342745310878179534</id><published>2011-04-14T07:18:00.001-07:00</published><updated>2011-04-14T18:23:35.874-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu III: Ditadura Militar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Antonio Ximenes Veras (1971-1972)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 1970 dois candidatos disputaram a prefeitura. De um lado, Antonio Ximenes Veras e seu vice, Antônio Pinto de Oliveira, que obtiveram nas eleições de 15 de novembro, 4.090 votos e, de outro lado, Monsenhor Francisco Ferreira de Moraes e seu vice Zeferino Capistrano de Castro, que obtiveram 3.413 votos. Portanto, Foi eleita a chapa de Antonio Ximenes Veras, pela Arena 1. Monsenhor Moraes disputou o governo pela Arena 2. Os vereadores eleitos pela Arena 1 foram, Francisco Pinto de Oliveira (721), José Carvalho Aragão (456), Manoel Temóteo Passos (431), Francisco Bruno de Aguiar (387), José Alves Araújo (353), Francisco Alves de Araújo (341), Antônio Carlos Reginaldo (325), Antonio Soares Aquino (313), Francisco das Chagas Torres (307), Francisco Erivaldo Martins (199). Pela Arena 2 só foi eleito Clóvis Costa Camilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições para prefeito estavam aptos a votar, em 1970, 13.995 eleitores, dos quais só compareceram 8.147. Foram anulados 325 votos e votaram em branco 319 eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiado por Rocha Aguiar que havia feito um governo revolucionário se comparado aos governos anteriores, ficou fácil a vitória de Ximenes Veras, embora a candidatura de Francisco Ferreira de Moraes, pároco de prestígio e influência na localidade, fosse forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Ximenes Veras deu continuidade a forma de governo de Rocha Aguiar, sempre vigilante, pois queria firmar-se como líder político e eleger, nas eleições seguintes, a sua esposa, Maria Antonieta Rocha Aguiar. Ao final do governo de Ximenes Veras que teve em seus últimos meses o seu vice na cadeira de prefeito (Antonio Pinto Veras), a liderança de Rocha Aguiar estava consolidada e forte, o que explica a candidatura de sua esposa, em 1972, como única.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5342745310878179534?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5342745310878179534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-iii-ditadura-militar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5342745310878179534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5342745310878179534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-iii-ditadura-militar.html' title='Governos de Ipu III: Ditadura Militar'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-710239278555919951</id><published>2011-04-03T05:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T05:18:49.698-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu II: Ditadura Militar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cinEsu1r9Ng/TZhlOw1ii2I/AAAAAAAAAWw/F1D3TjnKMno/s1600/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 147px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cinEsu1r9Ng/TZhlOw1ii2I/AAAAAAAAAWw/F1D3TjnKMno/s200/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591330241682508642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Dr. Rocha Aguiar (1967–1970): Aspectos da política local&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições locais a oposição à Arena era inexpressiva, quase inexistente. Todos os prefeitos empossados no cargo foram eleitos por esta legenda que, em algumas ocasiões, se dividia em Arena 1 e Arena 2. Isso ocorria pela própria impossibilidade de conciliação entre os tradicionais líderes políticos locais. Os Martins e os Aragão, duas lideranças tradicionais, em alguns momentos polarizaram a disputa eleitoral, com alianças construídas com outras famílias influentes. As novas lideranças que surgiam, no início, buscavam apoio nos líderes tradicionais. Desta forma, se costuravam alianças, às vezes, duradouras. Assim ocorreu com os Rocha Aguiar e os Mororós, novos atores políticos surgidos no período da ditadura.&lt;br /&gt;O MDB não lançou durante todo o período do governo militar, nenhum candidato a prefeito e só elegeu, nas eleições de 1966, dois vereadores. A inexistência da oposição aos partidos do regime se refletiu na candidatura única, em 1972, de Maria Antonieta Rocha Aguiar, esposa de Francisco Rocha Aguiar, sem dúvida, a maior liderança política ipuense daqueles “anos de chumbo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo de Rocha Aguiar&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Nas eleições de 1966 apresentaram-se dois candidatos. Pela Arena 2, o candidato foi Francisco Rocha Aguiar e seu vice, Francisco Pinto de Oliveira. O segundo candidato foi Francisco Torres Veras e seu vice, Abdias Martins de Sousa Torres, lançados pela Arena 1. Francisco Rocha Aguiar venceu com 3.166, contra 2.516 de seus adversários. Estavam aptos a votar, na ocasião, 6.200 eleitores. &lt;br /&gt;Os vereadores eleitos foram, pela Arena 1, Francisco Martins Pinho (543), Francisco das Chagas Torres (388), Francisco Erivaldo Martins (351), Francisco Bruno Aguiar (325) e Pedro Félix de Oliveira (213). Pela Arena 2 os eleitos foram, Gutenberg Genuense Frota (476), Antônio Pinto de Oliveira (473), Antônio Soares de Aquino (329) e Vicente Soares de Menezes (275). Finalmente, pelo MDB os eleitos foram, Antônio Olímpio (539) e Júlio Costa Moraes (260).&lt;br /&gt;Durante a ditadura, os líderes políticos locais que não queriam ser oposição ao regime, dividiram suas lideranças entre o partido da Arena, desmembrado em Arena 1 e Arena 2. Em Ipu, o MDB não teve quase nenhuma expressividade.&lt;br /&gt;Rocha Aguiar foi favorecido pelo enfraquecimento das forças tradicionais de Ipu e pela letargia das últimas administrações que apenas mantinham a máquina administrativa funcionando, sem grande investimentos na cidade.&lt;br /&gt;Rocha Aguiar também foi favorecido pela crise econômica vivida pela cidade de Ipu. As décadas de 40, 50 e 60, encontraram a cidade mergulhada em uma recessão sem precedentes, após um período de crescimento nas décadas anteriores aos anos 1940. Estagnada economicamente, sem governo que fizessem grandes obras ou colocassem em prática projetos sociais, ficou fácil para Rocha Aguiar se firmar como liderança. Para isso, ao vencer as eleições, tratou de fazer uma administração pautada na execução de “grandes obras”, para os parâmetros locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Rocha Aguiar, houve a restauração do esgoto da cidade, a reforma do mercado público e a construção de um novo matadouro público e do Prédio onde hoje funciona a Escola Murilo Rocha Aguiar, pertencente ao município. Construiu ainda em homenagem a Delmiro Gouveia, uma praça com o seu nome, e pavimentou a antiga rua do papoco, depois avenida da municipalidade, hoje, Rua Vereador Francisco das Chagas Farias. Empreendeu ainda pequenas obras no município e nos distritos, além de construir alguns prédios escolares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-710239278555919951?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/710239278555919951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-ii-ditadura-militar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/710239278555919951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/710239278555919951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/04/governos-de-ipu-ii-ditadura-militar.html' title='Governos de Ipu II: Ditadura Militar'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cinEsu1r9Ng/TZhlOw1ii2I/AAAAAAAAAWw/F1D3TjnKMno/s72-c/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3444748965986132860</id><published>2011-03-27T08:40:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T07:29:38.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu: Ditadura Militar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vca6nbQdpWM/TY9l2mi_imI/AAAAAAAAAWo/VumYR68D2r8/s1600/flori.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vca6nbQdpWM/TY9l2mi_imI/AAAAAAAAAWo/VumYR68D2r8/s320/flori.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588797651324734050" /&gt;&lt;/a&gt; Florival. Segundo a oralidade, por suas ideias "comunistas" teria sido perseguido em Ipu. Charge de Arcanjo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conjuntura Nacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 1964, os militares, por meio de um golpe, tomaram o poder e implantaram uma ditadura no Brasil. Muitos dos direitos constitucionais foram suspensos e passou a vigorar medidas de exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos militares buscaram a modernização do país pela via conservadora e autoritária. Neste período, a população vivenciou um regime que combatia as liberdades civis e os movimentos sociais organizados, com requinte, em alguns momentos mais radicais, de crueldade, como torturas, assassinatos, perseguições e prisões aos opositores do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os militares, logo no início, ignoraram o poder legislativo e a própria constituição e, por meio de decretos, os chamados Atos Institucionais (AI), passaram a governar. O objetivo era aumentar os poderes do presidente da República. Pelo AI-1 (9 de abril de 1964), por exemplo, o chefe do executivo podia cassar mandatos de parlamentares e suspender os direitos políticos dos cidadãos pelo prazo de 10 anos. A partir daí, muitas lideranças políticas foram perseguidas, bem como líderes sindicais, de movimentos estudantis e até juízes. O país entrava em uma era sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere às eleições, pelo Ato Institucional nº 2, o Regime estabeleceu eleições indiretas para presidente e para vice-presidente, a serem realizadas no Congresso Nacional, e extinguiu os partidos existentes ao instalar o bipartidarismo, com a criação de duas novas agremiações: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reunia aqueles que apoiavam o governo, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), formado pelos opositores do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo AI-3 (janeiro de 1966), se instituía eleições indiretas para governadores, a serem eleitos nas Assembleias Estaduais e determinava que os prefeitos das capitais fossem nomeados pelos governadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar um ar de legalidade ao regime, antes de deixar o governo, Castello Branco levou ao Congresso a proposta de uma nova constituição, aprovada em 24 de janeiro de 1967. Mantinha-se o Brasil como federação, embora os estados tivessem menos poderes. O poder executivo era fortalecido. As eleições presidenciais continuavam sendo indiretas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aspectos da política local&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições locais a oposição à Arena era inexpressiva, quase inexistente. Todos os prefeitos empossados no cargo foram eleitos por esta legenda que, em algumas ocasiões, se dividia em Arena 1 e Arena 2. Isso ocorria pela própria impossibilidade de conciliação entre os tradicionais líderes políticos locais. Os Martins e os Aragão, duas lideranças tradicionais, em alguns momentos polarizaram a disputa eleitoral, com alianças construídas com outras famílias influentes. As novas lideranças que surgiam, no início, buscavam apoio nos líderes tradicionais. Desta forma, se costuravam alianças, às vezes, duradouras. Assim ocorreu com os Rocha Aguiar e os Mororós, novos atores políticos surgidos no período da ditadura.&lt;br /&gt;O MDB não lançou durante todo o período do governo militar, nenhum candidato a prefeito e só elegeu, nas eleições de 1966, dois vereadores. A inexistência da oposição aos partidos do regime se refletiu na candidatura única, em 1972, de Maria Antonieta Rocha Aguiar, esposa de Francisco Rocha Aguiar, sem dúvida, a maior liderança política ipuense daqueles “anos de chumbo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3444748965986132860?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3444748965986132860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-ditadura-militar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3444748965986132860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3444748965986132860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-ditadura-militar.html' title='Governos de Ipu: Ditadura Militar'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vca6nbQdpWM/TY9l2mi_imI/AAAAAAAAAWo/VumYR68D2r8/s72-c/flori.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-612878962890310679</id><published>2011-03-24T11:39:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T11:47:45.357-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><title type='text'>O meretrício e a Cidade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artigo escrito por Iramar Miranda e publicado no Jornal Ipu Grande, edição de janeiro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HpM3FFjbzXU/TYuRsbB5p-I/AAAAAAAAAWY/bT3rc0uWPwA/s1600/imagesCAT6JEHX.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-HpM3FFjbzXU/TYuRsbB5p-I/AAAAAAAAAWY/bT3rc0uWPwA/s400/imagesCAT6JEHX.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587719955039234018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Ultimamente venho apresentando aos leitores o cotidiano do meretrício (cabaré) ipuense do início do século XX, de uma forma tranquila, sem muitas preocupações com as regras que a academia exige, contudo, com o interesse de que alguém um dia venha a analisar esta problemática a partir das fontes que dispomos, fazendo um cruzamento com as demais que possa vir a conseguir. Assim, acreditamos, contribuímos com a população acadêmica quando mostramos que na cidade de Ipu muito se escreveu e muito pode ser analisado sobre o assunto, pois no início do século XX, momento em que o crescimento econômico de Ipu é mais acentuado e consequentemente as relações sociais se tornam mais complexas e se percebe um avanço intelectual na sociedade. O Jornal Ipu Grande, acredito, é a continuidade deste momento, num percurso de mais ou menos um século.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, vamos ao meretrício!&lt;br /&gt;Enganam-se quem achava que ele estava segregado no local reservado ao prazer. Ele transpunha as barreiras sociais que a cidade impusera e mesmo nas áreas consideradas elitizadas, no seio da melhor sociedade ele estava presente. Os jornais eram a representação maior desta assertiva, pois quem escrevia não eram pessoas consideradas do povo, mas os bem aceitos economicamente e socialmente, ou seja, a elite do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens da sociedade que frequentavam o meretrício eram vistos como impuros e passivos de punição, com a possibilidade de verem seus nomes execrados ao domínio público, entretanto, o ato de adultério poderia ser percebido como uma fraqueza da carne se este homem demonstrasse interesse e arrependimento pelo seu ato e assim, depois desta demonstração pública, ele poderia voltar tranquilamente para o seio da sociedade. A mulher não. O ato do adultério por parte dela teria como consequência a punição social. Assim também observou Giddens em sua análise sobre a sexualidade e assim percebemos em Ipu no início do século XX, quando disse que: “... um único ato de adultério por parte de uma esposa era 'uma violação imperdoável da lei da propriedade e da idéia da descendência hereditária' (...). O adultério por parte dos maridos, ao contrário, era amplamente 'encarado como uma fraqueza lamentável, mas compreensível”. (GIDDENS: UNESP, 1993. p. 16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que dizer quando este homem ousava utilizar dos espaços de elite para manifestar poeticamente suas experiências no meretrício? Não raro aconteceu, e como seria de se esperar, as retaliações se seguiram também nos mesmos espaços. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMOR VENAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem valor o oferecido”! Intriga&lt;br /&gt;O velho adágio. E eu me sinto e vejo triste,&lt;br /&gt;Quanta verdade de verdade existe, &lt;br /&gt;Neste provérbio que ninguém abriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseste: A ti somente o amor me liga&lt;br /&gt;E eu fui um crente louco e cego. Viste,&lt;br /&gt;Vinte dias depois tu me traíste,&lt;br /&gt;Por dinheiro somente, falsa amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta vaidade tens, mulher barata...&lt;br /&gt;Tu não possues o predicado raro&lt;br /&gt;Que se chama pudor. E's insensata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro que foi! Que dinheirão perdido!&lt;br /&gt;Por 50$000! ... Compraram caro&lt;br /&gt;O teu discreto amor, tão bem fingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema mostra um homem que fora “traído” por uma meretriz. Demonstra ele claramente que depositara nela seu amor, e ela não recompensou. A meretriz queria dinheiro e o dele só dera para pagar o “uso do corpo” por apenas vinte dias. Depois destes passados, acabara o amor prometido. E chegou outro dono. Como o traído tivera a audácia de publicar este ressentimento no jornal, nada de estranhar que no mesmo espaço alguém brincasse com seu sentimento, sem, contudo, deixar de rechaçar sua atitude de desvio de conduta moral. “São fructos da carestia da vida... e depois 50$ já não é pouco, principalmente depois de supportar este poeta por 20 dias. Livra!!”&lt;br /&gt;A carestia do sexo e o poeta apaixonado. Duas apresentações existentes no mesmo jornal carregadas de sentimentos. Tendo a possibilidade de leitura, percebemos que as manifestações sociais se apresentam em demasiadas formas. Como o jornal era periódico, na mesma edição, vemos a obra e o efeito. Que venham as análises e truncado para leitura. Que viva a História.&lt;br /&gt;  (Extraído do Jornal CORREIO DO NORTE 06/05/1920. Ano III, nº 119. p. 03)&lt;br /&gt; Antonio Iramar Miranda Barros –&lt;br /&gt;                            Professor e Historiador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-612878962890310679?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/612878962890310679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/o-meretricio-e-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/612878962890310679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/612878962890310679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/o-meretricio-e-cidade.html' title='O meretrício e a Cidade'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HpM3FFjbzXU/TYuRsbB5p-I/AAAAAAAAAWY/bT3rc0uWPwA/s72-c/imagesCAT6JEHX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-388959537366144656</id><published>2011-03-20T05:33:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T07:44:15.138-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu: Zeferino Capistrano de Castro (1959-1960)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Zeferino de Castro (1959-1960)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dbKm6s95xKs/TYX2EviDCMI/AAAAAAAAAWQ/7JJ39Dpf8Po/s1600/Zeferino%2Bde%2BCastro.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dbKm6s95xKs/TYX2EviDCMI/AAAAAAAAAWQ/7JJ39Dpf8Po/s400/Zeferino%2Bde%2BCastro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586141474162149570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pouco ainda se sabe sobre o governo de Zeferino de Castro. Não dispomos, ainda, de documentos do período e não há, ou pelo menos não conhecemos, pesquisas historiográficas sobre o seu governo. Há ainda muitas lacunas na história da &lt;em&gt;Terra de Iracema&lt;/em&gt;. Há muito que se pesquisar, mas as dificuldades na coleta de fontes acabam sendo um grande empecilho. Não dispomos de arquivos públicos e temos que contar com a colaboração da sociedade ipuense, sobretudo, dos mais velhos que guardam em seus baús empoeirados muitos documentos de nosso passado.&lt;br /&gt;O que se segue são algumas informações pontuais, sem análise, do que se sabe sobre o governo de Zeferino de Castro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas eleiçoes de 3 de outubro de 1958, Zeferino de Castro foi o vencedor e obteve 3.182 votos. O seu vice, Antônio Pereira de Farias, obteve 3.366 votos. Nesta época havia votação tanto para prefeito quanto para vice-prefeito. Os dois disputaram pela mesma coligação, UDN/PSP. Estiveram aptos a votar naquela eleição 7.825 eleitores. Compareceram às urnas, no entanto, apenas 6.363 (81,32%). O adversário foi Francisco Rocha Aguiar, que estreava na política local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeferino de Castro renunciou ao cargo em 1960. Seu vice, Antonio Pereira de Farias, assumiu o governo até 1962.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores eleitos foram, pela coligação UDN/PSP, Abdias Martins de Sousa Torres (497), Francisco Pinto de Oliveira (470), Francisco Torres Veras (438), Bernardo Afonso de Farias (376) e Antônio Djair Torquarto (344). Pela coligação PSD/PTB, foram eleitos, Augusto José Aragão (605), Antônio Olímpio (563), José Carvalho Aragão (449) e José Gentil Paulino (262).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-388959537366144656?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/388959537366144656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-capistrano-de-castro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/388959537366144656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/388959537366144656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-capistrano-de-castro.html' title='Governos de Ipu: Zeferino Capistrano de Castro (1959-1960)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dbKm6s95xKs/TYX2EviDCMI/AAAAAAAAAWQ/7JJ39Dpf8Po/s72-c/Zeferino%2Bde%2BCastro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-587586731087239872</id><published>2011-03-13T05:59:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:27:02.422-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu: Abdias Martins (1955-1958)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nas eleições municipais de 1954 apresentaram-se como candidatos, de um lado, Abdias Martins de Sousa Torres, e, de outro, Vicente Belém Rocha. O vencedor nas urnas foi Abdias Martins, com uma maioria de 240 votos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores eleitos foram, Antônio Pereira Martins, Antônio Rodrigues Martins, Antônio Olímpio, Bernardo Afonso de Farias, Francisco Costa Martins, Francisco Pinto de Oliveira, Francisco Martins de Pinho, José Carvalho Aragão e Zeferino e Castro.&lt;br /&gt;Mais uma vez um membro da família Martins passa a ocupar o cargo de prefeito. O tradicional grupo dos Martins, embora não tão forte como outrora, ainda era influente no cenário local, embora novas lideranças e grupos políticos estivesses surgindo. No início da década de 1960, Abdias Martins seria novamente sucedido por um político ligado ao grupo de Joaquim Lima, o Sr. Antônio Pereira de Farias. Tal revesamento permanecia ainda por longos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais obras da administração de Abdias Martins, que já administrara a cidade entre 1948-1950,  foi o serviço de abastecimento de água da cidade, inaugurado em 7 de dezembro 1958. O projeto foi realizado por meio de um convênio entre o Governo Municipal e o Governo do Estado, na administração de Paulo Sarasate Ferreira Lopes, contando, ainda, com recursos federais (SESP – Serviço Especial de Saúde Pública e Engenharia Sanitária). Mais tarde, o serviço passou para a administração do município, com a criação do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Observação: caso saiba de algo inusitado ocorrido no período, algum fato, qualquer que seja, deixe sua mensagem aqui. Conte para nós todos a sua história. Caso tenha algum documento importante sobre o período e queria compartilhá-lo, entre em contato. Ajude-nos a escrever a nossa história. E-mail para contato vitorinofilhoipu@yahoo.com.br&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-587586731087239872?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/587586731087239872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-abdias-martins-1955.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/587586731087239872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/587586731087239872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-abdias-martins-1955.html' title='Governos de Ipu: Abdias Martins (1955-1958)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-867522820365010680</id><published>2011-03-06T11:43:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T12:00:26.139-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Governos de Ipu: 1946-1964 - José Lourenço de Araújo Corrêa (1951-1952) e José Oscar Sales Coelho (1952-1954)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j5giSF-O6Oc/TXPk1XVA-gI/AAAAAAAAAWA/Au5WA-ra6Io/s1600/Jos%25C3%25A9%2BOscar%2BS.%2BCoelho.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-j5giSF-O6Oc/TXPk1XVA-gI/AAAAAAAAAWA/Au5WA-ra6Io/s400/Jos%25C3%25A9%2BOscar%2BS.%2BCoelho.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581055968688536066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;José Oscar Sales Coelho. Acervo do professor Melo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Eleições de 1950&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Lourenço de Araújo Corrêa (1951-1952) e José Oscar Sales Coelho (1952-1954)&lt;br /&gt;Nas eleições de 1950, disputaram a prefeitura dois candidatos, José Lourenço de Araújo Corrêa, pela UDN, e Milton Pinto. O vencedor foi o primeiro, obtendo nas urnas, 3.857 votos. O eleitorado de Ipu, segundo dados do TRE/CE, era de 27.181. A abstenção foi muito grande. Não dispomos dos números. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores eleitos foram, pela UDN, Francisco Martins Pinho (584), Antônio Martins de Mesquita (569), Félix Lourenço de Sousa (511), Raimundo Pinto de Oliveira (463) e José Oscar Coelho (376). Pelo PSD, os vereadores eleitos foram Bernardo Afonso de Farias (627), Félix Alves de Freitas (533), José Gentil Paulino (466) e Pedro Félix de Oliveira (453).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função da renúncia de José Lourenço Corrêa, a Câmara Municipal de Ipu, em sessão realizada no dia 26 de janeiro de 1952, elegeu, pelo voto indireto, Oscar Coêlho, para assumir a prefeitura. Ele governou até 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição de José Lourenço Corrêa e o governo de Oscar Côelho marcam o retorno do antigo grupo político ligado ao ex-prefeito Joaquim Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O Governo de Oscar Coelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi durante o governo de Oscar Coelho que o “mercado de carnes e cereais” passou para o interior do mercado público, com a construção de dois galpões. O prédio construído na Praça Abílio Martins, local onde funcionava o mercado de carnes, foi doado para a instalação da agência do Banco do Brasil, instalado, de forma provisória, na rua Padre Mororó, em 19 de fevereiro de 1953.&lt;br /&gt;O hoje Pavilhão foi também construído durante a administração de Oscar Coelho, com o nome de Praça Dr. João Thomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias ruas centrais foram pavimentadas (com paralelepípedos), dentre elas a rua Padre Corrêa, desafogando o trafego na rua Coronel Félix, as travessa Padre Mororó, Antônio Martins e Emídio Barbosa. Ainda, a estrada que levava até a bica de Ipu foi melhorada e batizada de “Rodovia Iracema” facilitando o seu acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Oscar Coelho ocorreu algo inusitado. A firma que instalou a energia elétrica em 1931 e que se encarregou da manutenção da eletricidade em Ipu, cujo maior acionista era ele próprio, deveria, segundo o contrato firmado com o governo de Joaquim Lima, após explorar o serviço, passar suas instalações para o município em 1954. No entanto, o governo de Oscar Coelho, com recursos públicos, “comprou” a firma exploratória passando-a para o patrimônio e controle do município, onerado o erário. Por meio desse artifício, o então prefeito embolsou uma grande quantia dos cofres públicos, ao comprar dele mesmo a firma que de direito pertenceria ao município em 1954. Na prestação de contas de seu governo, em 1954, consta que sua administração pagou uma parcela da prestação referente à aquisição da Usina Hidrelétrica de Ipu no valor de 56 mil cruzeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao administrar os cofres públicos frequentemente os prefeitos e políticos não raro apropriavam-se dos bens públicos, como propriedades suas e de seus grupos de apoio. Algo corriqueiro em nossa política nacional. No caso de Oscar Coelho, a compra da usina, citada acima, era justificada pelo discurso modernizador: “Esta aquisição foi muitíssimo vantajosa para o município dado o autocusto atual dos maquinismos.” (COELHO, José Oscar. 1954. p.12). No mesmo documento o referido prefeito destaca as “benesses” de seu mandato, incluindo a compra da usina, tudo em prol da modernidade da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-867522820365010680?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/867522820365010680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-1946-1964-jose-lourenco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/867522820365010680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/867522820365010680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/03/governos-de-ipu-1946-1964-jose-lourenco.html' title='Governos de Ipu: 1946-1964 - José Lourenço de Araújo Corrêa (1951-1952) e José Oscar Sales Coelho (1952-1954)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-j5giSF-O6Oc/TXPk1XVA-gI/AAAAAAAAAWA/Au5WA-ra6Io/s72-c/Jos%25C3%25A9%2BOscar%2BS.%2BCoelho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3806445171888255202</id><published>2011-02-27T04:53:00.000-08:00</published><updated>2011-03-07T06:16:01.587-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>GOVERNOS DE IPU II: 1946-1964 - Aspectos políticos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cNDRbohQnQo/TWpLBoutpJI/AAAAAAAAAV4/Ocxdh3InF3Q/s1600/Abdias%2BMartins.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cNDRbohQnQo/TWpLBoutpJI/AAAAAAAAAV4/Ocxdh3InF3Q/s400/Abdias%2BMartins.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578353579937080466" /&gt;&lt;/a&gt;Abdias Martins de Sousa Torres. Imagem do acervo do prof. Francisco Melo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Conjuntura Nacional (1946-1964)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O período posterior ao Estado Novo foi caracterizado, no plano político, como democrático. Inúmeros partidos e lideranças passaram a disputar a cena. No âmbito nacional a União Democrática Nacional (UDN) reunia os opositores oligárquicos, liberais e dissidentes do Estado Novo. Do interior do Estado Novo apareceram dois partidos. O Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileira (PTB). O PSD reunia representantes oligárquicos próximos a Getúlio Vargas, e o PTB, com feição marcadamente urbana, agrupava dirigentes sindicais e representantes do Ministério do Trabalho. Não à toa que Vargas foi acolhido presidente dos dois partidos.&lt;/strong&gt;Estes três partidos, no âmbito local, seriam os mais influentes, com amplo destaque para a UDN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro partido que teve certa expressividade em Ipu, efêmera é verdade, foi o Partido Social Progressista (PSP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1946 entrou em vigor a nova constituição, que instaurou uma democracia liberal no Brasil que, no entanto, trouxe poucas modificações à situação da população brasileira. No que diz respeito ao voto, um de seus limites foi o fato de manter afastados do sufrágio os analfabetos. Excluía, desta forma, mais da metade da população brasileira ao exercício da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Política Local &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Abdias Martins de Sousa Torres (1948-1950) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período do Estado Novo (1937-1945), não houve eleições. Para os municípios os governantes eram nomeados como interventores. Somente em fins de 1947, ocorreram eleições municipais. Foi eleito para a prefeitura o Cel. Raimundo Rodrigues Martins, por meio de uma jogada política. Antes dele governou a cidade, por tempo reduzido, Francisco Martins de Pinho (1947)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, logo após a reabertura democrática, assumiu o poder Municipal, Humberto Carvalho de Aragão, temporariamente. Logo em seguida foi a vez de Raimundo Rodrigues Martins. Rivais no cenário político local tiveram que adotar uma política um pouco diferente dos tempos de outrora. Com uma presença mais marcante do Estado e findada a fase das milícias familiares e do bacamarte, ambos foram forçados a desenvolver uma política de tolerância mútua e adotaram práticas mais populistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1946, com a volta das eleições municipais, a candidatura de Abdias Martins fora indeferida por este ter ocupado a função de delegado pouco antes. Foi lançado, então, como candidato, Raimundo Rodrigues Martins. Abdias Martins, por sua vez, candidatou-se a uma cadeira ao legislativo. Eleito, Raimundo Martins lançara, então, mão de pedir sucessivas licenças de saúde, além de realizar viagens, ficando, assim, a administração do município nas mãos do presidente da Câmara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O então prefeito, muito idoso, morreu em seguida. Assumiu o governo, como planejado, Abdias Martins de Sousa Torres, eleito indiretamente pela Câmara Municipal para o posto vago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram eleitos para a Câmara Municipal, no mesmo pleito, Abdias Martins de Sousa Torres, Antônio Martins de Mesquita, Silvano Gomes Filho, Antonio Pereira Martins, Ismael Simplício de Farias, José Oscar Coelho, Antônio Pereira de Farias, Raimundo de Castro Brandão e Mauro Motas Dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3806445171888255202?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3806445171888255202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/02/governos-de-ipu-ii-1946-1964-aspectos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3806445171888255202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3806445171888255202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/02/governos-de-ipu-ii-1946-1964-aspectos.html' title='GOVERNOS DE IPU II: 1946-1964 - Aspectos políticos'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cNDRbohQnQo/TWpLBoutpJI/AAAAAAAAAV4/Ocxdh3InF3Q/s72-c/Abdias%2BMartins.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-8506832365428371239</id><published>2011-02-19T16:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T16:45:31.499-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governos de Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>GOVERNOS DE IPU I: Joaquim de Oliveira Lima (1930-1935)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZrMFdWCrm8g/TWBj1VCHl2I/AAAAAAAAAVw/4fUeH7L7ot8/s1600/Joaquim%2BLima04-11-1920.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZrMFdWCrm8g/TWBj1VCHl2I/AAAAAAAAAVw/4fUeH7L7ot8/s400/Joaquim%2BLima04-11-1920.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575566106514921314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Imagem de domínio público.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1929 houve eleições para prefeito. Apresentaram-se dois candidatos. O vencedor, porém, em função da chamada “Revolução de 1930” não assumiu o poder. Com o movimento de outubro de 1930, os Estados passaram a ser governados por interventores. Estes, por sua vez, indicavam, nos municípios, os governantes, também chamado de interventores. Joaquim Lima foi o indicado para governar o município de Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim de Oliveira Lima governou de outubro de 1930 a abril de 1935. Construiu-se, principalmente por aqueles que guardaram as lembranças do período, os mais velhos, uma memória de que o período de seu governo foi revolucionário. O próprio interventor municipal munido do poder de dizer e fazer crer sobre o momento ou a realidade em que governou se encarregou de produzir essa imagem, ao deixar para a posteridade documentos oficiais escritos, querendo convencer sobre a importância das obras realizadas durante o seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Joaquim Lima governou o município em um momento em que as verbas estaduais e federais enviadas para o município se avolumaram, permitindo levar a cabo um conjunto de obras não possíveis em outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As obras empreendidas no Governo de Joaquim Lima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A seca de 1932 colocou a disposição do município uma gama de recursos não possível em condições normais. Desde o período monárquico as elites provincianas se beneficiaram desses recursos, utilizando-os, na maioria das vezes, em proveito próprio. Ferrovias, estradas, portos, prédios públicos, açudes, construídos às vezes em propriedades particulares, e uma gama imensa de outras obras foi o destino preferencial desses recursos. Boa parte do remodelamento e aformoseamento de Fortaleza no final do século XIX e início do século seguinte, por exemplo, foi financiada com os recursos do governo imperial, depois republicano, destinados ao combate aos flagelos da seca. Ipu, Camocim, Granja e muitas outras cidades interioranas souberam utilizar a seu modo os recursos públicos destinados ao combate dos flagelos da seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da seca de 1932 as receitas dos municípios cearenses aumentaram significativamente, como denota o &lt;strong&gt;Almanaque do Estado do Ceará &lt;/strong&gt;de 1932 (p. 5). &lt;em&gt;Apesar da grande seca do ano de 1932, aliás precedida de dois anos calamitosos, as rendas das prefeituras do interior alcançaram uma soma bastante elevada, o que denota o esforço de seus dirigentes. &lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A receita da prefeitura de Ipu ficou acima de muitas outras cidades interioranas orçada em 37:806$520, em função, certamente, por ter sido erguido na cidade um Campo de Concentração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Campo de Concentração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitas das obras públicas de melhoramentos e de infra-estrutura que ganhou a cidade de Ipu naquele momento e, mesmo depois, só foram possíveis com os recursos federais destinados a combater os efeitos da seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas obras, em sua maioria, erigidas na região central da cidade onde residia a “melhor sociedade” e se concentrava o comércio, visava não apenas embelezar o espaço físico urbano, mais também e, principalmente, higienizar o perímetro urbano e facilitar as transações comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a administração do prefeito Joaquim Lima (1930-1935) foram retomadas, iniciadas e concluídas toda uma gama de obras públicas, cuja tônica principal era justificada pelo saber médico. Essa grande quantidade de obras foi possível com o aumento significativo das receitas do município em função da seca e, mais especificamente, com o advento do Campo de Concentração. Frequentemente a administração lançou mão da mão-de-obra disciplinada e quase gratuita dos flagelados.&lt;br /&gt;A ideia era melhorar o meio urbano, modernizar seus espaços, “civilizar” hábitos, promover o desenvolvimento econômico e social da cidade de Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhoramentos no abastecimento de água da cidade, apreensão de animais que transitavam soltos pelas ruas, construção de estradas e de uma nova cadeia afastada do centro, pavimentação de ruas, reformas de praças, construção do necrotério do cemitério e do matadouro público e outra obras, dentro do projeto das "classes dominantes", visavam, principalmente, higienizar os espaços, civilizar hábitos, modernizar a região central "feia e suja" e, ainda, expulsar de suas cercanias as classes pobres indesejadas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A preocupação com a higiene é uma constante. Por ocasião da construção da “aguada PAJEHU”, diz o interventor municipal: &lt;em&gt;Um dos mais complexos problemas a se resolver em Ipú, foi sempre o caso das aguas (...) A falta de asseio e higiene que acarretava serios perigos á saúde publica (...) Com satisfação afirmo que esse magno assunto ficou resolvido em minha gestão (...) Com a construção da aguada ‘PAJEHU’, localizada em ponto adequado e que consiste em uma caixa de cimento armado com capacidade de quatro mil litros, em poço higienicamente fechado, servido por duas bombas que atendem as necessidades dos ipuenses&lt;/em&gt;. (LIMA, Joaquim. &lt;strong&gt;A administração Municipal em Ipu no Regime Revolucionário. &lt;/strong&gt;Livro publicado pelo ex-prefeito Joaquim Lima quando da sua saída da prefeitura na década de trinta. Produção independente).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A preocupação em higienizar o espaço público é uma prioridade da administração municipal daquele momento: &lt;em&gt;Não discurou a prefeitura, na altura de suas forças, do importante problema da higiene (...) Quando alguma peste anunciava invadir a população, não faltava os cuidados da prefeitura, os apelos á Diretoria de Higiene em Fortaleza e ao posto em Sobral.&lt;/em&gt; (idem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saber médico do período produziu o arcabouço científico-teórico que justificava as intervenções no espaço urbano como forma de dissipar as epidemias, tão comuns em épocas de seca e nas grandes aglomerações. Subjacente à intervenção do espaço urbano surge o processo disciplinar das “classes pobres”, empurradas para as periferias da cidade. Esse processo de segregação dos espaços já vinha ocorrendo desde os primórdios do século XX. Com a seca de 1932 e o Campo de Concentração, a busca pela higienização dos espaços, o disciplinamento e o controle social das classes menos favorecidas, essa segregação se exacerbou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momentos de surtos epidêmicos suscitados pelas grandes aglomerações e comuns em períodos de seca, a busca pelo controle social dos pobres, em especial dos flagelados, pelo esquadrinhamento dos seus espaços levados a cabo pelas autoridades e elites beira a histeria. Não obstante os grandes esforços em higienizar o Campo de Concentração do Ipu e a promoção da vacinação dos flagelados as epidemias se alastraram naquela concentração fazendo incontáveis vítimas, principalmente entre as mulheres e crianças como mostra o médico encarregado da higiene no campo. &lt;br /&gt;Como mostra Kênia Rios, as práticas severas de controle dos pobres levados a cabo pelas “elites”, não era resultado apenas daqueles momentos de estiagem. A pobreza, desde a alvorada do século XX representava transtornos em qualquer período. “Em diversos momentos, a cidade dos ricos declarou a caça e o aprisionamento de mendigos. No entanto, não se pode negar que as secas trouxeram significativos ‘aprendizados’”. (RIOS, Kênia Sousa. &lt;strong&gt;Campos de concentração do Ceará&lt;/strong&gt;: isolamento e poder na seca de 1932. Fortaleza; Museu do Ceará / Secretária de Cultura e Desporto do Ceará, 2001, p. 38). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as classes abastadas se tornara necessário controlar e manter distante da &lt;em&gt;urbs &lt;/em&gt;as cenas de miséria, doenças, imoralidades, crimes, mortes e o perigo dos saques. A cidade “doente” precisava de um remédio. Os loucos, mendigos, criminosos deveriam residir fora dos “muros” da cidade dos ricos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dentro dessa perspectiva é concluída em 1933, fora dos muros da cidade dos ricos, a nova cadeia pública. Era preciso “retirar do centro da cidade o depósito anti-higiênico, mal impressionador” que “exalava ensuportável mau cheiro”. A cidade que se queria moderna e higiênica, pautada por uma nova estética, não mais aceitava estes rincões de sujeira e apelo à imoralidade: &lt;em&gt;A antiga penitenciaria de Ipu, construida no tempo do Imperio, està encravada no centro da cidade. Nela eram encarcerados os criminosos e tambem detidos os presos correcionaes, loucos, etc. Visinha ás principais ruas da praça Abílio Martins, sem higiene, anti-estetica, exalando ensuportavel mau cheiro, oferecendo um aspecto funesto, permanecia o velho padieiro municipal. &lt;/em&gt;(LIMA, Joaquim. Op. Cit).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seca foi amplamente utilizada pelas autoridades para angariar recursos necessários às obras de infra-estrutura e de melhoramentos urbanos. Foi assim na capital e no interior do Estado. Os retirantes, ao mesmo tempo em que suscitavam problemas de toda ordem, representavam também à esperança na obtenção de recursos e uma mão-de-obra quase gratuita. A mão-de-obra dos flagelados, não obstante, foi amplamente usada nas obras públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1932, um dos maiores jornais em circulação na capital e no interior afirmava que as crises climáticas periódicas têm sido para a nossa terra o factor de destruição das nossas riquezas, mas, também, ao mesmo tempo, o maior elemento de progresso do nosso meio econômico. (&lt;strong&gt;O NORDESTE&lt;/strong&gt;, 22/04/1932. Apud, RIOS, 2001, p. 24). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ipu a administração lançou mão amplamente da força de trabalho dos flageladas. A cadeia pública, a pavimentação das ruas, reformas de praças, abertura de novas estradas, enfim, um grande número de obras foi empreendido com o braço dos flagelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção da Cadeia Pública, o calçamento das ruas centrais de Ipu, dos chafarizes (aguadas) e um conjunto de outras obras contaram com o trabalho dos flagelados do Campo de Concentração, que não poupou os trabalhos de mulheres e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição do trabalho aos flagelados visava combater o ócio, o grande inimigo da “ordem” e da “disciplina”. A contrapartida da assistência era o trabalho disciplinador. Um dos princípios fundamentais de concentrar em um mesmo lugar a assistência aos flagelados era sua relação com o recrutamento do trabalho para as obras públicas. Ao mesmo tempo em que facilitada à organização de frentes de trabalho, permitia o seu disciplinamento e controle. O ócio dos flagelados era combatido frequentemente pelas "classes dominantes", pois causava desvios morais, mendicância e vadiagem. Desta forma, só o trabalho poderia corrigir aqueles vícios. Portanto a assistência deveria estar atrelada à obrigação ao trabalho dos flagelados válidos. A estes, dificilmente restava alternativa a não ser submeter-se a um regime de trabalho pesado e disciplinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos contra a inatividade dos flagelados justificavam a superexploração do seu trabalho nas mais diversas atividades. &lt;br /&gt;A criação dos Campos de Concentração, desde o início, foi pensada não simplesmente para facilitar a assistência, mas para, através dela, controlar os flagelados. O disciplinamento e a organização do trabalho deveriam ser os principais objetivos. Para manter o controle e a ordem havia 20 homens com relativa instrução militar e que se encarregava do policiamento local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Energia Elétrica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de 1931 apenas alguns prédios e praças eram iluminados, precariamente à luz a gás (acetileno), como o &lt;em&gt;Jardim Iracema&lt;/em&gt;, onde aos domingos havia retreta com a banda de música local para o divertimento da “fina flor da sociedade”, e o prédio da prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 20 de setembro de 1931 era inaugurada a iluminação elétrica da cidade. A única cidade às margens da Estrada de Ferro de Sobral que não contava com a iluminação elétrica, a cidade de Ipu, recebe-a com relativo atraso. Sua chegada foi motivo de orgulho para seus habitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1929 a firma &lt;em&gt;Coelho, Ferreira &amp; Cia &lt;/em&gt;de Fortaleza assinara contrato com a prefeitura comprometendo-se a instalar a iluminação elétrica pública e particular, com projeto de utilizar a queda d’água da “Bica do Ipu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito - Interventor municipal - em exercício na ocasião da chegada da iluminação elétrica, Joaquim Lima, com relação ao fato assim se refere: &lt;em&gt;(...) Não há dúvida [a iluminação elétrica] é o melhoramento que mais recomenda o progresso de um povo e mais de perto fala ao interesse público.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No dia da inauguração se deram, na cidade, vários festejos que chegaram a reunir, de acordo com Joaquim Lima, 15 mil pessoas, cifra que parece ser um pouco exagerada.&lt;br /&gt;Pelo contrato, as instalações elétricas passariam ao patrimônio do município em 1954. Para Joaquim Lima: &lt;em&gt;Ipu rejubila-se de possuir a melhor instalação eletrica desta zona. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-8506832365428371239?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/8506832365428371239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/02/governos-de-ipu-i-joaquim-de-oliveira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8506832365428371239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8506832365428371239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/02/governos-de-ipu-i-joaquim-de-oliveira.html' title='GOVERNOS DE IPU I: Joaquim de Oliveira Lima (1930-1935)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZrMFdWCrm8g/TWBj1VCHl2I/AAAAAAAAAVw/4fUeH7L7ot8/s72-c/Joaquim%2BLima04-11-1920.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-1195812964165485234</id><published>2011-01-28T05:11:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T05:21:20.647-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>EDUCAÇÃO: Ceará entre os 10 piores</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TULCxePDiNI/AAAAAAAAAVU/dy0odg36ZbE/s1600/meninos_na_aula.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TULCxePDiNI/AAAAAAAAAVU/dy0odg36ZbE/s400/meninos_na_aula.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567226244568942802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estudo divulgado pelo Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa), revela que a educação do Ceará está entre as dez piores do Brasil. Pelo levantamento, os alunos cearenses não alcançaram a média brasileira do Pisa e só ficaram em quarto lugar entre os nove Estados da região Nordeste. Segundo o sistema de avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os estudantes cearenses com 15 anos obtiveram 376 pontos de média geral, contra 401 da média nacional. O exame, aplicado em 2009, inclui provas de leitura, matemática e ciências. A cada três anos o Pisa é aplicada em 70 países, que são membros ou parceiros da OCDE. Os resultados de 2009 foram divulgados em dezembro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em leitura a média do Ceará foi de 387 pontos, enquanto a média nacional foi de 412. Em Matemática, o Estado caiu no ranking de pontuação do Nordeste em comparação com a avaliação anterior. Da quarta maior nota, passou para quinta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A secretária de educação do Estado do Ceará, Izolda Cela, destacou, no entanto, que o Ceará teve um crescimento na média equivalente ao Brasil, de 16 pontos entre 2006 e 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-1195812964165485234?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/1195812964165485234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/educacao-ceara-entre-os-10-piores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1195812964165485234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1195812964165485234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/educacao-ceara-entre-os-10-piores.html' title='EDUCAÇÃO: Ceará entre os 10 piores'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TULCxePDiNI/AAAAAAAAAVU/dy0odg36ZbE/s72-c/meninos_na_aula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5603317517943850588</id><published>2011-01-24T15:47:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T16:26:12.181-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patrimônio Histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos Históricos de Ipu'/><title type='text'>Monumentos Históricos: do Jardim Iracema à Praça</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TT4T40hVhhI/AAAAAAAAAVE/2qc9onLbLqI/s1600/Iracema%2Bde%2BIpu%2B%2528Est%25C3%25A1tua%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TT4T40hVhhI/AAAAAAAAAVE/2qc9onLbLqI/s400/Iracema%2Bde%2BIpu%2B%2528Est%25C3%25A1tua%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565908056368580114" /&gt;&lt;/a&gt;Estátua de Iracema. Foto do acervo de Francisco de Assis Martins (prof. Mello)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919 tomou corpo na cidade um movimento em defesa da construção de uma praça central, que fosse ampla e arborizada e na qual seria erigido em seu centro um coreto, para a realização de retretas dominicais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção da “avenida” ou do “passeio”, era defendida como importante para o embelezamento estético e para higiene da cidade, ainda como espaço público para uma sociabilidade restrita aos grupos abastados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela praça, que deveria tomar o nome do Engenheiro Sá Roriz, chefe das obras federais em andamento no Ipu, somente seria inaugurada em 1927, com o nome de Jardim de Iracema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de sua construção foi do farmacêutico Thomaz de Aquino Corrêa e serviria “para o embelezamento da cidade e que deveria ser o ponto preferido pelas famílias da terra, para seus entretenimentos domingueiros e dias de gala” (MELLO, 1985, p. 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ela projetada pelo arquiteto Francisco Quixadá e inaugurada em 1927 na gestão do prefeito Cel. Felix de Sousa Martins. Havia em torno do jardim, envolta do Coreto, “um gradil”, para “não dar acesso àquele recinto a certos elementos que poderiam estragar a relva e retirar as flores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso era vedado a quem não pertencesse a “sociedade” ou ao “escol social”. A memória dos mais velhos e dos familiares daqueles que viveram na década de 1920 enfatiza que a praça era um local de reunião da “alta sociedade” da época e que havia um funcionário que não permitia a entrada de “elementos estranhos à sociedade”. Só poderia subir no Coreto as senhoras e senhoritas da “sociedade”, “pessoas gradas” e “respeitadas”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TT4P2PU7ceI/AAAAAAAAAU8/G71u5lnmyZA/s1600/Coreto%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TT4P2PU7ceI/AAAAAAAAAU8/G71u5lnmyZA/s400/Coreto%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565903613978178018" /&gt;&lt;/a&gt;O "velho" Coreto do Jardim de Iracema. Imagem do  de Francisco de Assis Martins (Prof. Mello).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dias de retreta, sempre aos domingos, a “sociedade” ali se reunia para ouvir a banda de música e também para dançar. O espaço era franqueado àqueles que pertenciam à alta sociedade local. Todos aqueles que não fizessem parte desse círculo restrito eram “convidados” forçadamente a se retirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jardim de Iracema e o Coreto no seu centro já não mais podem ser visitados e vistos. Em 1961, na administração do prefeito Antônio Pereira, o Jardim de Iracema passou por uma ampla reforma, sendo o coreto destruído. Em seu lugar foi construído um lago e a escultura de um cisne, em seguida, o cisne deu lugar a uma escultura da índia Iracema (1965), que até bem pouco podia ser vista. A estátua foi presente do prefeito de Fortaleza Cel. Murilo Borges, uma réplica de outra erguida na Praia de Iracema, em homenagem ao centenário do romance Iracema, de José de Alencar. Esta também foi destruída quando a praça passou por uma nova reforma, no governo do Prefeito Francisco Eufrásio Mororó, no ano de 1985, descaracterizando mais uma vez aquele logradouro.  Em seguida houve nova reforma que destruiu totalmente a praça anterior. Finalmente, no governo municipal de Maria do Socorro Pereira Torres (2005-2008), a praça foi, novamente, totalmente destruída e em seu lugar foi erguida uma nova, a atual Praça de Iracema, com as estátuas de Iracema e do Guerreiro Branco, que não lembra em nada a imponente escultura da Avenida de Iracema. &lt;br /&gt;Imagens: pertencentes ao acervo de Francisco de Assis Martins (Prof. Mello).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5603317517943850588?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5603317517943850588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/monumentos-historio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5603317517943850588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5603317517943850588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/monumentos-historio.html' title='Monumentos Históricos: do Jardim Iracema à Praça'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TT4T40hVhhI/AAAAAAAAAVE/2qc9onLbLqI/s72-c/Iracema%2Bde%2BIpu%2B%2528Est%25C3%25A1tua%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3794845084558887678</id><published>2011-01-13T15:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T16:20:00.437-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><title type='text'>Festa de São Sebastião</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TS-UHjU0SLI/AAAAAAAAAU0/JBeBXXwxpJw/s1600/sao-sebastiao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TS-UHjU0SLI/AAAAAAAAAU0/JBeBXXwxpJw/s400/sao-sebastiao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561826922288400562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo se registra, a festa do padroeiro teve início no século XIX, quando o Padre Correia veio para a Vila Nova do Ipu Grande, hoje cidade de Ipu, trazendo da capela da Freguesia da Serra dos Cocos (1), uma imagem de madeira de São Sebastião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capela de Ipu não passava de uma casa de taipa coberta de palha. O padre teria criado os festejos em homenagem a São Sebastião para arrecadar fundos para construção de um novo templo de alvenaria. É provável que a escolha do padroeiro da Vila tenha sido feita em função de se saber, por meio da oralidade, da existência de um surto de lepra em tempos remotos, contribuindo para existência, ainda em 1915, de alguns casos da doença, assombrando a população. Eusébio, no entanto, tenta minimizar o fato dizendo:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querem alludir aos decantados casos de morphéa ou lepra que dizem existir, em larga escala, no Ipú, propagando-se assustadoramente, quando a verdade é uma só e ninguem a poderá contestar: não ser absolutamente endemica essa doença no municipio, muito menos na cidade&lt;br /&gt;Ha sem duvida alguns casos dessa cruel enfermidade atacando preferencialmente pessoas de determinada família saliente da localidade. Estes mesmos foram transmittidos por um membro estranho, que a ella se ligou por affinalidade, aportando ao Ipú com um vírus inoculando, dizem que trazido das regiões da Amazônia.  &lt;/em&gt; (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatos orais dos mais velhos, colhidos por Gorette Timbó, mostram que a população sempre se recorda das festas do padroeiro como algo glorioso e grandioso. Durante os dez dias de festejos, quase sempre entre os dias 10 e 20 de janeiro, a cidade atraia para o seu centro uma grande quantidade de pessoas vindas da serra e sertão do município e de outras cidades vizinhas. Muitos, como romeiros, buscavam a cidade, no período dos festejos de seu padroeiro, para pagar as promessas feitas ao santo mártir e outras para se divertirem nas noites alegres das festas profanas, que ocorriam após as novenas. Essa tradição ainda é forte nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o surgimento dos festejos de São Sebastião, instituiu-se um cronograma de festividades que se mantém até hoje. No primeiro dia, a imagem do santo, ex-soldado das legiões romanas, consolador dos cristãos levado às masmorras romanas, enfeitada de galhos de laranjeira, percorre a cidade em procissão pelas principais ruas acompanhada por grande cortejo (muitos montados em animais, nos tempos idos, hoje com suas motocicletas e automóveis), tendo logo atrás, hoje, a banda de música municipal (no início do século era acompanhado pelas bandas de música do &lt;em&gt;Centro Artístico Ipuense  &lt;/em&gt;(3) e da &lt;em&gt;Euterpe Ipuense &lt;/em&gt;)(4), cujo coro é entoado pelos mais devotos. Ao chegar à Igreja Matriz dá-se o hasteamento da bandeira (vermelha)(5)  do santo, que fica suspensa na torre da igreja até o encerramento das comemorações, e tem início a missa de abertura (alvorada), quando, oficialmente são abertas as devoções religiosas em homenagem ao padroeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, todas as noites, ocorrem as novenas, celebradas em ampla praça aberta na frente da Igreja, que não suporta a multidão de devotos, sempre após o cortejo em volta da imagem de São Sebastião, pelas ruas da cidade, como no dia da alvorada. Após as celebrações religiosas, ocorrem as seculares quermesses, no centro da cidade, onde se reúnem uma multidão de pessoas, vendedores ambulantes, camelôs e etc. É lá na praça da quermesse que fica o parque de diversões para a alegria da população.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No último dia é realizado o tradicional leilão da paróquia em que as pessoas mais abastadas e as autoridades da cidade (prefeito e vereadores), em uma “clara demonstração de religiosidade e amor a terra e ao santo”, aos olhos da população e no dizer de um padre, se reúnem para arrematar o que a Igreja recebeu de donativos, da população, “para o santo padroeiro”.  A falta de uma autoridade ao evento é (ERA) vista com maus olhos pela população (6).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia dos festejos, geralmente no dia 20, há uma tradicional festa dançante, autorizada pela paróquia. Em troca, a Igreja fica com parte da arrecadação.&lt;br /&gt;Mais recentemente, durante o mês de janeiro e mais ainda, nos 10 dias de festejos, o executivo municipal e entidades da sociedade civil instituem um cronograma de atividades culturais para a cidade para receber os filhos ipuenses que escolhem a data para gozar suas férias na Terra de Iracema. Exemplos disso é a reunião anual, aberta ao público, da Academia Ipuense de Letras e Artes (AILCA), cuja maior parte de seus membros reside em outras cidades, e da tradicional Festa do Reencontro, organizada pela Associação dos Filhos e Amigos de Ipu (AFAI). É que a cidade de Ipu, no mês de janeiro, fica apinhada de devotos e turísticas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda muito presente nos mais velhos uma memória dos “verdadeiros’ festejos de outrora e uma visão negativa dos festejos atuais. Essa memória espera pacientemente pelas análises dos historiadores da terra que apenas descrevem, na maioria das vezes, de forma saudosista, os festejos do padroeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Por provisão de 30 de agosto de 1757 o bispado de Pernambuco dividiu o extenso Curato da Ribeira do Acaraú em quatro freguesias: A de Nossa Senhora da Conceição de Amontada; Santo Antônio de Pádua do Coreaú; Nossa Senhora da Conceição da Caiçara (Sobral); e São Gonçalo da Serra dos Cocos. Esta última compreendia as vertentes do Acaraú, da barra do Macaco para cima, o sertão e Serra da Ibiapaba. Provisoriamente foi destinada para Matriz da Freguesia a capela de São Gonçalo do Amarante, onde se chama Serra dos Cocos. Ver: ARAÚJO. Francisco Sadoc. História Religiosa de Guaraciaba do Norte. Fortaleza-Ce: Imprensa Oficial do Ceará, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. SOUSA, Eusébio. Um pouco de historia. Op. Cit., p. 214.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O Centro Artístico Ipuense foi fundado em 29 de junho de 1918. Era uma sociedade anônima e, segundo seus estatutos, beneficente cujo objetivo era o “alevantamento physico, intellectual e moral de seos associados”. Congregava parte da “elite” local. Realizavam-se em seus salões os concorridos soirées e contava com uma banda de música, que tocava nos espaços de sociabilidade que reunião os abastados e letrados da cidade. Estatutos do Centro Artístico Ipuense. Ipu: Typographia do Campo, 1921, p. 1.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;4. Associação elitista fundada na segunda década do século XX para desenvolver em seus sócios o gosto pela “boa música” e para prestar “benefícios ao seu torrão natal”, segundo seus estatutos. Possuía uma banda de música sempre solicitada para tocar nos bailes das associações elitistas locais (Gabinete de Leitura Ipuense, Grêmio Recreativo Sociedade Teatral e Dançante e Centro Artístico Ipuense) e nas comemorações oficiais do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Em 1926, durantes o festejos em homenagem ao padroeiro da cidade, ocorreu um fato inusitado. Na madrugada do dia 13 daquele ano, por volta das 5 horas da manhã, 100 homens armados, do 2º destacamento da Coluna Prestes, vindos do Piauí, entravam na cidade de Ipu, descendo a ladeira da Mina (na subida da Serra da Ibiapaba).  O bando desceu rumo ao centro da cidade, por uma ladeira íngreme, atravessou uma ponte construída sobre o Riacho Ipuçaba, e penetrou no coração da Cidade, na Praça de São Sebastião. Logo, aqueles homens armados se sobressaltaram ao avistar no alto da Igreja, hasteada, uma bandeira vermelha. Todos se prepararam para o combate procurando ao redor, barricadas naturais, para se protegerem. Armados para o combate, esperavam o ataque inimigo, mas ele não vinha. Aquelas cem almas compunham o 2º destacamento da Coluna Prestes, comandado pelo tenente-coronel João Alberto. Vinham do Piauí e seu destino inicial era a cidade de Ipu. Nesta cidade, buscavam especificamente obter mapas geográficos detalhados dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. No Piauí, souberam da notícia de que eles existiam e se encontravam no acervo do Gabinete de Leitura Ipuense. Reinava um silêncio nas imediações da Igrejinha, na praça São Sebastião. Algumas portas do casario começavam a se abrir. Logo que o bando tomou contato com a população, percebeu que a cidade não estava preparada para atacá-los. O que os deixou apreensivos foi aquela bandeira vermelha hasteada no alto da Igrejinha. Pensaram tratar-se de um sinal de que a cidade resistiria à sua chegada, mas logo souberam que a localidade estava festejando o seu padroeiro, São Sebastião, e que aquela bandeira não passava de um símbolo tradicional dedicada ao santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Na cidade de Ipu, como em outras cidades do interior cearense, as disputas políticas são muito acirradas. Há sempre dois grupos políticos muito fortes que disputam o voto da população. Assim, nos festejos do padroeiro e, sobretudo no dia do leilão, os grupos políticos rivais compareciam. Na ocasião tentavam arrematar os donativos numa clara luta de queda de braço. Parte da população, na hora do leilão, fazia uma grande algazarra, torcendo pelo seu candidato arrematar uma simples galinha ou um porco, por exemplo, com o lance mais alto. Muitos ali, naquele momento, decidiam o seu voto. Os políticos, para além de manterem a tradição e “preocupação com a saúde financeira da Igreja”, sabiam disso. há ainda alguns resquícios dessa tradição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3794845084558887678?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3794845084558887678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/festa-de-sao-sebastiao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3794845084558887678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3794845084558887678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2011/01/festa-de-sao-sebastiao.html' title='Festa de São Sebastião'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TS-UHjU0SLI/AAAAAAAAAU0/JBeBXXwxpJw/s72-c/sao-sebastiao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2311604328606847546</id><published>2010-12-29T17:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T17:57:21.702-08:00</updated><title type='text'>MUNDO FASCINANTE: A felicidade fora da REALIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRvl1lJ3IoI/AAAAAAAAAUs/h69IvUs4ikQ/s1600/escrevendo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 372px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRvl1lJ3IoI/AAAAAAAAAUs/h69IvUs4ikQ/s400/escrevendo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556287273960940162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de partilhar com o leitor, se é que tenho algum, experiências vividas por mim nas últimas semanas. Escrevo como se eu fosse uma pessoa importante, um grande escritor e que sabe que tem uma porção de leitores sedentos por ler o que escrevo - na ilusão de saber sobre mim ou de aprender algo para a sua vida - mesmo sabendo que poucas pessoas ou ninguém se interessará pelo que escrevo, a não ser eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim escrevo, não porque acredite que outras pessoas se interessarão pelo que tenho a dizer ou que possa instruí-las, diverti-las ou ensinar-lhes algo importante, mas porque escrever me faz bem, me afasta do mundo e das pessoas ao mesmo tempo em que me aproxima delas. Está confuso? Será que esta forma de escrever não é uma estratégia retórica para prender a sua atenção a ponto de se sentir tentado a ler até o final? Mas eu não disse que talvez não tenha leitores e que só escrevo para me sentir bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho passado os dias preso em meus pensamentos e quase nada me entedia, a não ser o mundo real em que vivo. Quando dou demasiada atenção ao mundo em minha volta sinto que me torno uma pessoa infeliz e só reencontro esta felicidade quando me afasto dele; quando me retraio em meu quarto e busco a solidão, o silêncio; quando me sento à mesa, pego uma caneta e escrevo sobre alguma coisa, sobre qualquer coisa, como faço agora. Ali, no silêncio dos meus pensamentos eu entro em um mundo tão fascinante e tão maravilhoso que sinto que encontrei a felicidade que, antes pensava estar em algum ou outro lugar, em outras coisas e num mundo a qual hoje quero me afastar, embora saiba que jamais poderei ignorá-lo. Com os olhos fito no papel, e no deslizar da caneta sobre ele, entro em um mundo novo, em um outro mundo criado por mim mesmo, tão real quanto o mundo lá de fora. Neste momento eu sou um personagem como aqueles outros que crio e tenho o poder de dar o destino que quiser à história, embora na maioria das vezes, o desenrolar lento e final do enredo tome um caminho que salta do meu controle como se tivesse vida própria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma sensação sinto ao ler um livro, qualquer livro. Quando o abro sou tragado para dentro de suas páginas como em um sonho que está para além do nosso controle. O que me fascina não é apenas a leitura em si, mas a capacidade que este ato tem de nos arrebatar do mundo em que vivemos, de fazer-nos esquecer, por um longo tempo, que existe um mundo da qual de outra forma não conseguiríamos desligar-se dele. Quando me afasto desse mundo, demasiado real, sem fantasia, ainda que possamos fantasiá-lo, em que as alegrias sucedem as tristezas e vice-versa, em que os nossos medos nos impelem de ousar, nossas obrigações nos impedem de sonhar e uma cem mil coisas que nos amarram a ele, é que consigo viver plenamente como uma criança com os seus brinquedos, suas fantasias, seus mundos fantásticos rodeados de monstros e super-heróis que voam e que tem poderes sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligar-se do mundo e entrar em outro plano é algo, para mim, fascinante. Neste momento encontro a felicidade em outro lugar, fora da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, meu caro leitor, se é que você está aí, o que me fez pensar sobre isso e mais ainda escrever sobre o que estou sentido foi o fato de relatar a minha experiência nas últimas semanas. Não foi mesmo isso que disse no início? O problema é que o meu pensamento é mais rápido do que a caneta ao deslizar no papel, por mais que tente não consigo controlá-la. É como se tivesse vida própria, está além meu controle. Como não tenho leitores, portanto, não devo preocupar-me se o que escrevo deva ter início, meio ou fim. Afinal escrevo para me sentir bem. Não foi isso que disse no inicio? Afinal, não sou daqueles que gostam de enredos fáceis, que têm início, meio e fim. Gosto de enredos que me fazem divagar, esquecer do mundo e entrar num outro universo. Isso me faz bem. Já devo ter dito isso antes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2311604328606847546?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2311604328606847546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/mundo-fascinante-felicidade-fora-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2311604328606847546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2311604328606847546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/mundo-fascinante-felicidade-fora-da.html' title='MUNDO FASCINANTE: A felicidade fora da REALIDADE'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRvl1lJ3IoI/AAAAAAAAAUs/h69IvUs4ikQ/s72-c/escrevendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-746689119829877534</id><published>2010-12-22T16:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T16:32:22.403-08:00</updated><title type='text'>QUEBRA QUEIXO E PALMA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRKTnu6vGaI/AAAAAAAAAUg/iSnckrZohA4/s1600/REFLEX%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRKTnu6vGaI/AAAAAAAAAUg/iSnckrZohA4/s400/REFLEX%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553663601319811490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alguém deve se sentir tentado a ler esta crônica pelo seu título inusitado ou pela curiosidade em saber do que se trata. Não, não é uma crônica que tenha como ponto central falar de guloseimas nordestinas, mas de amor e nostalgia. Esta semana ao entrar no mercado e me deparar com uma barra de quebra-queixo na prateleira vieram em minha mente inúmeras lembranças. Não pensei duas vezes, comprei-a e levei-a para casa e, lógico, comi-a. Tal foi a minha decepção, não era tão gostosa como as outras barrinhas que há anos comia quando morava no Rio de Janeiro. Lá o mesmo quebra-queixo, que minha mãe mandava do Ceará sempre que viajava um conterrâneo de Ipu, tinha um outro saber, um sabor de lembrança de minha terra natal. Lembro que sempre que o saboreava vinham às lembranças de minha amada cidade Ipu. À distância e a saudade de minha terra, de meus familiares e meus amigos, faziam com que aquela barra de doce, que muito comera na infância, fosse deliciosa e tivesse um sabor que hoje não mais tem. Foi essa uma grande decepção. Quando abri aquela barrinha de doce e devorei-a, ela não tinha mais aquele gosto de saudade. Joguei o resto para as formigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me da palma, ah, aquela palma, chegada do Ceará, enviada por minha mãe e trazida por meu primo que veio ao Rio, de Itapemirim, e que derretia em minha boca enquanto pensava estar tomando banho debaixo da bica! Fui ao mercado e comprei um saquinho delas, devorei uma, duas, três e nada. Elas não tinham o mesmo sabor e cheiro de minha terra natal. Com raiva devorei todas as palmas, sem resultado, quer dizer, cheguei atrasado na escola onde trabalho em função de uma enorme dor de barriga que me deixou prostrado meia hora no trono do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morei doze anos no Rio de Janeiro, longe de minha terra natal, e adorava quando minha mãe mandava as guloseimas que comia em minha infância. Elas me faziam lembrar da cidade, de minha infância, da escola... Vivi doze anos de minha existência distante dessa “terra maldita”, chamada Ipu. Como um fantasma, diariamente ela me “infernizava”. Não vivia um só dia que não pensasse nela, que não sonhasse com um retorno triunfal. Eu, talvez mais do que ninguém a amava. O Ipu não era para mim um espaço, mas um lugar. O Espaço, na maioria das vezes, tem o sentido ligado a um local físico, geográfico, um “lugar” qualquer. O lugar não? Este está carregado de significados. Eu aponto com o dedo e digo: “foi naquele lugar onde eu nasci”. Foi ali onde eu cresci, onde eu namorei pela primeira vez, onde eu “Gozei” e gozei a minha infância. Lá estavam meus irmãos, meus pais, minha primeira namorada, foi lá que eu dei meu primeiro beijo, mas também tive as primeiras decepções. Foi lá (aqui) que eu aprendi as minhas primeiras lições de vida que hoje me são tão caras. Lá havia as novenas, o pavilhão, a Estação onde, à noite, após a missa e depois de muito rodar em torno do bar do “chiquim” íamos namorar, pois era mais escuro e romântico, eu e aquela baixinha feia, mas que em minhas lembranças tem um lugar de rainha, ou tinha até o momento que a revi (oh, Deus como “pudi”!....). Aquele passado é intocável, já virou sonho para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o Ipu era para mim um lugar imenso. Na fenomenologia de Bachelard o espaço é um sítio povoado por afetividades, habitados por intimidades, no qual moram desejos, medos e sonhos. Todos nós já devemos ter experimentado a sensação de estranhamento quando, adultos, retornamos ao lugar onde vivemos a infância. O espaço parece ter diminuído. Halbwachs defende que a memória deve se materializar para existir. Ela deve se enraizar no espaço, inscrevendo na materialidade das coisas a solidariedade dos membros que comunalmente a partilham. Existe um veiculo orgânico entre as pessoas e o meio ambiente que habitam, diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi muito tempo como os personagens daquele desenho animado (a caverna do dragão) que, aprisionados em uma outra dimensão pautam sua existência em encontrar um caminho de volta para casa. Esses conflitos são os nossos fantasmas que rondam nossos inconscientes ou subconscientes, como defende Freud. Só que ao contrário deles, eu retornei, e, por isso mesmo, o encanto acabou. Agora aqui, essa cidade ganha novos significados para mim. O quebra-queixo e a palma não têm mais o mesmo sabor, eles já não me fazem lembrar da minha cidade natal, simplesmente porque estou aqui. Se ainda estivesse longe, a cidade de Ipu, seria, sem dúvida, o melhor lugar para eu viver, mais já não acho isso, mas também não quero mais sair daqui. É contraditório, meus vínculos de afetividade com a cidade onde nasci se reforçaram quando estive distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa, quando mais eu me aproximo de minha terra natal, tanto mais ela perde o seu encanto. Quero vê-la “crescer”, quero que ela melhore, mais quanto mais quero, parece que ela mais se “afunda”. Talvez aquela cidade que deixei há 17 anos já não exista mais, talvez só exista mesmo em meus sonhos. Afinal, quando retornei a ela, meus amigos de infância já não estavam mais aqui, uns morreram, outros foram embora e os que sobraram, cresceram, e já não jogam aquela pelada no campo da RFFSA, ao lado da estação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-746689119829877534?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/746689119829877534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/qurbra-queixo-e-palma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/746689119829877534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/746689119829877534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/qurbra-queixo-e-palma.html' title='QUEBRA QUEIXO E PALMA'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TRKTnu6vGaI/AAAAAAAAAUg/iSnckrZohA4/s72-c/REFLEX%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-6777372531102757386</id><published>2010-12-18T05:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T09:40:24.569-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos Históricos de Ipu'/><title type='text'>Monumentos Históricos: Grêmio Recreativo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQ5Czq8C5VI/AAAAAAAAAUY/1QYC-lGcxDA/s1600/Palacete%2BIracema.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQ5Czq8C5VI/AAAAAAAAAUY/1QYC-lGcxDA/s400/Palacete%2BIracema.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552448846061299026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Palacete Iracema. Abrigou o Grêmio Recreativo e o Gabinete de Leitura. Contruído  e inaugurado na década de 1920. Foto: Álbum de 1940. Acervo do Professor Melo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matéria publicada no Jornal Ipu Grande, edição de dezembro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cidade de Ipu, se comparada às demais cidades do interior do Ceará, tem o privilégio de possuir monumentos históricos seculares, embora muitos estejam em situação deplorável, como é o caso da Igrejinha. Por outro lado, muitas edificações construídas entre fins do século XIX e as primeiras décadas do século XX, já foram destruídas pela voracidade da especulação urbana, pelo pouco valor dado por sua população e o poder público a tais edificações. Muitos casarões seculares já foram destruídos. O antigo Grêmio Recreativo, embora fosse um espaço privado e sob a guarda da “elite” de Ipu, foi vendido para a iniciativa particular, privando as novas gerações de conhecê-lo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do século XIX e início do século XX, em Ipu, marca a emergência de um período áureo em sua economia. O crescimento econômico, com o incremento do comércio, das feiras, da agricultura e da pecuária, significou uma maior circulação de capitais e o surgimento de homens abastados. Estes, querendo viver e respirar novos ares, espelhando-se nas experiências grandes cidades, buscaram fundar espaços sociais de reunião e diversão para seus associados, fechados ao ingresso de pessoas de baixa condição. A fundação do Grêmio Recreativo Sociedade Dançante e Teatral é, portanto, resultado deste processo.&lt;br /&gt;A falta de espaços de reunião e de diversão capazes de unir em um mesmo lugar as pessoas com desejos por distinção levou-as à realização de “bailes” em seus “elegantes” e espaçosos “palacetes” ou “casarões”. Seus salões eram franqueados somente àqueles que reconhecidamente faziam parte do “escol social” ou da “melhor &lt;br /&gt;sociedade”, como se dizia na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os bailes do “escol” (soirées) deixaram de ser realizados unicamente em residências particulares e se deslocaram para os salões da Associação Recreativa Sociedade 7 de Setembro, depois Grêmio Recreativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua primeira diretoria, quando mudou de nome, foi empossada em 12 de outubro de 1924 e reunia em seus salões, as pessoas abastadas de Ipu, aqueles que queria levar a cidade ao tão sonhado progresso, e que se arrogavam como as “famílias distinctas” de Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua função principal era servir para o lazer de seus sócios e para os soirées do “escol social”. É o que diz os seus estatutos no Art. 1º, § 1º: Congregar as famílias de seus sócios num meio de sociabilidade, promover bailes, 'soirées' dansantes, festas literárias, comemorações cívicas, reuniões e outros divertimentos congeneres. O Grêmio realizava seis partidas obrigatoriamente, por anno, além das que são promovidas extraordinariamente por ocasião do carnaval, festas nacionaes, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os bailes realizados nos salões do Grêmio são objetos de uma memória quase mítica, construída pelos parentes mais velhos daqueles que frequentaram e foram sócios da instituição. Essa memória teima em reafirmar que somente podiam ser seus sócios, as pessoas “rogadas”, “respeitosas” e “respeitadas” do lugar. Pessoas de “estima” e de uma “moral invejável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A elegância com que seus frequentadores se revestiam e o orgulho com que se portavam, os bons modos e uma moral “intocável”, “civilizada”, completam as imagens construídas sobre os frequentadores Grêmio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer parte da diretoria daquela agremiação e ser aceito como sócio era necessário pertencer a “alta sociedade” da época, “ter bons modos”, uma “moral civilizada” e comungar com os ideais modernos e progressistas de seus fundadores, ser indicado por um ou mais sócios efetivos e aceito em votação pela maioria da diretoria em um de suas sessões ordinárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como pertencer a quadro social do Grêmio denotava distinção, ele exerceu sobre grande parte da população local, certa atração. Todos desejosos de distinção queriam ser seus sócios. Mesmo aqueles que por ventura não gostasse de sê-lo e nem de ir a seus bailes, era aconselhável que o fizesse por ser o Grêmio uma  instituição prestigiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os soireés realizados em seus salões eram aguardados com entusiasmo por seus associados. Numa cidade pacata uma simples festa se revestia de um acontecimento monumental. Era motivo para as conversas, para a compra de uma nova roupa, para se usar a última moda. O baile do Grêmio era o momento para a exibição da elegância. O Trajar era o mais forte indício da exibição da riqueza e dos dotes “modernos”. Se para os chefes de família era o momento para uma reunião e conversa descontraída sobre política, para os jovens era a oportunidade para a “paquera” e, para ambos, sobretudo dançar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Existia uma busca pelo bem trajar. Havia uma preocupação no sentido de exteriorizar, conscientemente, um jeito   aristocrático de ser, um refinamento nos modos, cujo paradigma estaria associado ao modelo aristocrático franco-inglês, buscado pela elite carioca na belle époque, bem conhecido de grande parte dos membros do Grêmio seja in loco ou por meio de imagens impressas nos periódicos cariocas ou descrições feitas nas páginas dos jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio buscava “civilizar-se” por meio de mudanças concretas e tendo como modelo os padrões europeus, sobretudo “Paris a capital do século XIX”. A Europa era sinônimo de civilização. Os membros do Grêmio buscavam-na, dentro de seus limites, o que implicava negar sua própria cultura e atacar tudo que não estivesse ligado a ela. &lt;br /&gt; Ir aos seus saraus e soirées revestia-se de um simbolismo impar. Era sinal distintivo de poder, de uma aura superior. Seus bailes eram concorridos e, entre seus associados, só não compareciam aqueles que não se encontravam na cidade ou impossibilitados por enfermidades. Lá se ia para ouvir música, dançar, para uma “partida literária” e para o convívio de relações familiares. Os salões daquela agremiação funcionaram como importante para a vida social e para os relacionamentos afetivos de seus associados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-6777372531102757386?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/6777372531102757386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/monumentos-historicos-gremio-recrativo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6777372531102757386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/6777372531102757386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/monumentos-historicos-gremio-recrativo.html' title='Monumentos Históricos: Grêmio Recreativo'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQ5Czq8C5VI/AAAAAAAAAUY/1QYC-lGcxDA/s72-c/Palacete%2BIracema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2029926091952421826</id><published>2010-12-09T06:30:00.002-08:00</published><updated>2010-12-09T06:48:31.499-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Reinado e decadência de Rocha Aguiar: PARTE FINAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artigo escrito por Raimundo Arcanjo, publicado no Jornal Ipu Grande, edição de dezembro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Decadência do “Bode Louro”&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQDq5Tg70iI/AAAAAAAAAUQ/6uVNn9cVsU4/s1600/Dr.%2BFl%25C3%25A1vio%2BMoror%25C3%25B3.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQDq5Tg70iI/AAAAAAAAAUQ/6uVNn9cVsU4/s400/Dr.%2BFl%25C3%25A1vio%2BMoror%25C3%25B3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548693011132305954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Francisco Eufrásio Mororó, prefeito de Ipu entre 1982 e 1988&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decadência de Rocha, ficamos em cima do muro, e recebemos de Flávio propostas de trabalho (meu pai fez quase cinco mil dentaduras para seus eleitores, e recebeu como pagamento uma moto CG 125 semi-nova, uma das primeiras que o Ipu chegou a ver, e ela valeu a meu irmão “Dotô” a fama de playboy e maior “rabo-de-burro” da cidade). Meu irmão mais velho (“Tião Bacamarte”) havia recebido como prêmio por nossa “lealdade” um ponto no mercado público, e todos nós vivíamos com o rabo preso, sem poder “falar besteira”, por conta desta “dívida” com os políticos. Os pontos do mercado eram na realidade loteados pelos prefeitos (verdadeiros patifes) a troco de votos na véspera das eleições, e as famílias interessadas recebiam um meio “honesto” (e precário) de ganhar a vida e viam seus rivais, da outra facção, serem corridos de lá com o “rabo entre as pernas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dignidade, sem liberdade, sem voz altiva, sem independência, estes comerciantes saiam de dentro das muitas famílias influentes da localidade, e seus pontos comerciais eram “comprados” em troca do voto de todos os seus parentes. Ter ponto no mercado significava ascender socialmente, era não pagar aluguel, não pagar água, não pagar luz, não se preocupar com os fiscais da saúde etc., era só puxar o saco do “homem” e torcer fervorosamente nas eleições seguintes. Se perdesse, podiam se preparar para serem corridos como cães do mercado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo depois da vitória de Flávio (que era amigo de meu pai, apesar das diferenças “ideológicas”), este foi pressionado por seus sicários para expulsar do mercado o “impostor” e “traidor” Tião Bacamarte (“onde já se viu, deixar de dar ao gato, que é de casa, e dá ao rato!”). Foi-me doloroso ver o ar de deboche de nossos vizinhos gritando “olha o fumo, João Cidade!”, e ver meu irmão juntar as poucas mercadorias de seu comércio numa carroceria de Rural: “ele tem que sair mermo”. Para completar a “desforra”, uma turma de arruaceiros do outro lado (logicamente que com a conivência, mas sem a ordem expressa de seus patrões), montada num jipe verde-escuro e portando as bandeiras coloridas do partido dos Pereira-Mororó vitoriosos veio até a nossa residência e atirou uma dinamite na sala de entrada. Minha mãe, grávida de quatro meses, teve um susto tão grande que sofreu aborto imediato. Eu e mais três de meus irmão e alguns vizinhos (todas crianças de uns 5 anos) corríamos como baratas tontas, para nos esconder da ação daqueles vândalos covardes. Mas, os terroristas não levaram nada disso em consideração. De cima da tampa do carro, com olhos fanaticamente arregalados, o terrorista gritou a plenos pulmões: “Toma fie duma égua! Vai fazer dentadura no inferno!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minha mãe, esvaindo-se em sangue foi socorrida as pressas no hospital do Dr. Thomaz, meu irmão natimorto foi enterrado sem nome no cemitério. O delegado de polícia, quando fomos prestar queixa, disse-nos: “Vão cuidar da vida de vocês, seus bestas!”.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por ocasião das eleições, estas agressões ocorriam de ambas as partes e a violência praticada contra pessoas comuns era tolerada pelo regime militar como “coisa natural” e fazendo parte do “jogo democrático”. Lembro-me de umas musiquinhas cantaroladas nas feiras: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quebraram a banca do Florival! &lt;br /&gt;Arrebentaram a banca do Florical!”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda esta:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas como é que pode, me diga sujeito&lt;br /&gt; O Diabo do bode ser nosso prefeito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda esta estrofe, de Florival Vale: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chaga Pedo das Fulores&lt;br /&gt;Deus premita que tu rode&lt;br /&gt;(Pois só sabe fazer mesmo)&lt;br /&gt;É puxar o saco do Bode”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um outro crime nunca devidamente esclarecido deste período foi o assassinato do vereador Gerardo Camelo Madeira por pistoleiros, quando este trabalhava como professor no Colégio Ipuense, lá pelo ano de 1983 (Gerado foi alvejado por três tiros e seus assassinos nunca foram capturados, e a sua morte nunca devidamente esclarecida). Os atentados à bomba nas residências, as agressões físicas, as ameaças e as intimidações refletiam em menor escala o terror que o país inteiro vivia: estávamos na época da Ditadura Militar, e a polícia e o judiciário nada faziam para promover a dignidade e a cidadania de nossa gente. Simplesmente “não era crime” atirar bombas nas casas dos adversários derrotados, “pois vocês bem que mereceram, pra aprender a votar,”; ou “olha o fumo!”. Muitos valentões e briguentos se fossem do lado do prefeito não eram “importunados” pela policia ou pelo delegado, e se podia dar tiros e agredir as pessoas sem nada temerem, pois “esse é dos nossos”, dizia o delegado. Ganharam fama anos depois alguns “valentões” que agiam impunemente, como: P. P. e M. M.; verdadeiros flagelos do Ipu dos anos 1980. Homens temidos por sua truculência. Não iam presos. Se quisessem, podiam obrigar as pessoas a beber cachaça “a força” e se o sujeito reagisse, a família inteira do agressor caia em cima, como uma “caxota de abelhas”. “É gente de família”, diziam os policiais, “e com gente de família é melhor não se importar”. E se o policial ou o delegado se metesse a besta o prefeito, com ajuda do governador, transferi-lo-ia lá para onde “Judas perdeu as botas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo; do exílio em Uruoca. &lt;br /&gt;arcanjoberne@bol.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2029926091952421826?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2029926091952421826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2029926091952421826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2029926091952421826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/12/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar.html' title='Reinado e decadência de Rocha Aguiar: PARTE FINAL'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TQDq5Tg70iI/AAAAAAAAAUQ/6uVNn9cVsU4/s72-c/Dr.%2BFl%25C3%25A1vio%2BMoror%25C3%25B3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7807912861743512000</id><published>2010-11-30T16:20:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T06:40:49.213-08:00</updated><title type='text'>Escola Auton Aragão: Iramar Miranda, diretor do estabelecimento, esclarece sobre boatos</title><content type='html'>"Do Rio para o Mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iramar/Ipu&lt;br /&gt;Buscando uma maior qualificação tanto nos campos diretamente ligados a aprendizagem e a gestão, me acho neste período na cidade do Rio de Janeiro/São Paulo, para, na volta à Ipu, interagir com a comunidade escolar da Escola Auton Aragão, pois acredito que o conhecimento não compartilhado, é inválido e se a vida nos proporcionou a possibilidade de recebê-lo, nada mais justo que devolver a quem realmente nos deu condições para apreendê-lo, que é a própria sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, entre uma sala e outra, entre as discussões travadas com os colegas e as apresentações de nossas cidades, os quais os cariocas ficaram encantados, recebo ligações telefônicas informando uma matéria sobre a EEFM Auton Aragão, a qual sou professor, ora fazendo parte da gestão como Diretor, junto com meus dois colegas Coordenadores, com a CREDE 05, Superintendência, PCA’s, Coordenadores de Turmas, Professores, Funcionários, Alunos e Pais, enfim, acreditando na Gestão Participativa e nunca, em nenhum momento, tomando iniciativas sem o conhecimento de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria, postado no Blog do colega Kleber Teixeira, (http://ipuemdebate.blogspot.com/2010/11/escola-auton-aragao-podera-ser-fechada.html, sábado, 27 de novembro de 2010) sem fundamentação, me fez refletir por uns momentos, o qual acredito na necessidade de resposta, uma vez que não fui procurado para apresentar a real situação de nossa Escola e assim, gostaria da compreensão e paciência de todos para comentar a matéria, pari passu, concordando, esclarecendo e discordando em alguns pontos para que a sociedade ipuense, tão calejada pelas mazelas sociais que vivenciamos, não seja pega de surpresa com mais uma matéria caluniosa ou equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da matéria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Uma das tradicionais Escolas Públicas Estaduais de Ipu poderá ser fechada ao final desse ano”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta assertiva pode ser verdade, mas a possibilidade é remota. O colega blogueiro não atentou que dentro da política educacional do Estado, as Escolas funcionam nos três turnos, com programas direcionados à formação educacional da sede do município de comunidades vizinhas, gerando um acréscimo na estrutura das matrículas considerável. Direcionando a EEFM Auton Aragão, hoje, não dispomos de salas livres nos três horários, funcionando integralmente, com as salas e luzes prontas recebendo nossos alunos com excelência, transparência e equidade, ou seja, com a inauguração das duas Escolas, Profissional e da Várzea, nosso número de matrículas ainda fica nos patamares exigidos pela SEDUC. Esta situação não fora observada pelo blogueiro e os programas de governos funcionam de “vento em polpa”, tendo inclusive aumento no número de docentes de nossa Escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;“Apesar de não ser assumida oficialmente pela direção do CRED-5, essa medida está relacionada com o esvaziamento das escolas com sede na área urbana do município.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A política de Educação do Estado é de inclusão e hoje, diretamente ligado à gestão, acredito que estas duas Escolas que a cidade recebe e deveras agradece, ainda não atendem à nossa realidade e necessidade. A cada momento nos deparamos com o crescimento do número de matrículas, e isso não se dá somente na EEFM Auton Aragão, sendo a que me reporto por está intimamente ligado. Teremos sim, uma redução do número de matrículas, mas sem impedimento para o funcionamento das Escolas de nossa rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A construção de uma Escola na Várzea do Jiló, de um anexo à Escola Delmiro Gouveia no Distrito de Flores e da Escola Profissionalizante no Bairro Pereiros, fará com que muitos alunos sejam remanejados”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos alunos estão conscientes desta situação, inclusive com o já existente levantamento ípsis líteris. Junto a este levantamento, analisamos também como ficará a situação de nossa Escola. Posso tranquilizar a todos que: a EEFM Auton Aragão FUNCIONARÁ, não fechando suas portas dentro da Rede Estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A Escola Auton Aragão, dirigida pelo Professor Iramar Miranda, detém uma clientela de alunos dos quais a maioria vem da região serrana”. &lt;/strong&gt;Funcionamos com a clientela da Sede, Serra e Sertão, entretanto, com os cursos e programas existentes, nosso número de alunos da Sede ultrapassou o número de alunos da Serra e Sertão. Assim, não podemos concordar com esta informação ou (des) informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;“Acredita-se que devido a essa conjuntura seu fechamento será inevitável, ocorrendo assim o remanejamento da maioria do seu corpo docente para a nova escola do distrito de Várzea do Jiló”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Alguns professores serão lotados na Escola Profissional (escolha própria) a qual todos nós respeitamos e incentivamos, mas com relação à Várzea, nada de concreto neste sentido e repito: A EEFM Auton Aragão, FUNCIONARÁ, efetivamente na rede em 2011, podendo nossa comunidade ficar tranquila neste sentido, pois todos conhecem a competência de nossos alunos e profissionais e sabem que, caso esta situação fosse efetivada, a CREDE 5 e o Núcleo Gestor seriam os primeiros a repassarem a informação, dentro de um planejamento estratégico onde ninguém sairia prejudicado. Podemos tranquilizar nossa Comunidade: não dêem atenção a especulações e continuem acreditando na nossa Gestão, pois continuamos participativos e a transparência sempre fora marca de nossas pessoas. A confiança que conquistamos com nossa Comunidade, fora e é marcada por esta transparência em todas as ações. A sala do Múcleo Gestor da EEFM Auton Aragão sempre esteve e estará aberta para todos os tipos de informações e críticas, entretanto, não podemos aceitar informações caluniosas e injúrias. Continuem acreditando no seu Núcleo Gestor e na CREDE 5. Estes são os verdadeiros representantes da Comunidade Escolar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Especulou-se que a Escola a ser fechada poderia ser o Murilo Aguiar, pois a mesma funciona em um prédio do município. Porém o “Murilão”, que leva o nome do avô do Deputado Sergio Aguiar, tem um alunado oriundo da área urbana e o seu remanejamento poderia gerar um sério quadro de manifestações contra a CRED”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Neste quesito, não posso manifestar-me a respeito, pois direciona-se à nossa Coordenadoria, entretanto, acredito que este não seria o motivo, caso a matéria que respondo tivesse veracidade, pois todas as situações de gestão que a 5ª CREDE está à frente, vem carregada de planejamentos e assim, todos os pontos são analisadas por uma equipe de inconteste competência e que nunca fugira às responsabilidades das ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos políticos, acredito que a ação e a própria educação estão num patamar superior a interesses familiares. A conscientização do povo e de nossa Comunidade atendem a esta situação e percebem que, quando os fatores políticos interferem nas ações da própria educação, esta sente-se prejudicada e não somos tolos e sabemos dar respostas eficazes, dentro do processo democrático. Mas não acredito que isso esteja em foco. Acredito na máxima que diz que “a ação transforma o homem, e melhor... conscientiza”. Estes são observados com maior proximidade. Espero estar certo de que não é esta a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Alunos da área urbana têm, juntamente com seus pais, uma maior capacidade de articulação e de arregimentação na reivindicação dos seus direitos”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à proximidade, mas não pelo desconhecimento. Nossos alunos são politizados na mesma Matriz Curricular de todas as Escolas. A cada dia nos deparamos com reivindicações que nos surpreendem e nos alegram, pelo alto grau político e crítico de nossa comunidade. O nosso poder de articulação não se distancia em nenhum instante das demais. Somos a escola mais antiga da região e dentro da História da Educação da EEFM Auton Aragão, analisamos no passar dos tempos um poder de articulação muito forte de nossos alunos e de nossa comunidade. Sabemos a maneira de resolver as situações e o modo correto de reivindicar. Temos um relacionamento de Paz e Tranquilidade, entretanto, nunca nos curvamos diante dos momentos de crise. E repito: NÃO ESTAMOS VIVENDO UM MOMENTO DE CRISE. É boato e especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;“Nos anos anteriores duas escolas tradicionais do Estado, Monsenhor Gonçalo Lima e José Lourenço, foram fechadas”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso não nos compete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, diante do exposto, gostaria do direito de resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordo pari passu de quase todas as assertivas, entretanto concordo que a cidade de Ipu está crescendo no modelo Educacional, mas crescendo conjunto, unido ao crescimento da necessidade de novos prédios e corpo docente, pois os discentes estão  num crescente aumento e a política de educação é a equidade e qualidade e em Ipu não percebemos como positivo salas com abarrotamento de alunos. Ainda mais distante: acredito na necessidade de mais escolas pra um futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente me sinto traído como representante direto da EEFM Auton Aragão, por ver, num blog, seu futuro planejado e apresentado de forma negativa, gerando um desconforto pra toda a Comunidade Escolar, sem o mínimo de fundamentação, entretanto, sabendo que, com a confiança que nossa Comunidade depositou e deposita em nossa Gestão, o abalo foi minimizado, pois sabem todos que, caso acontecesse ou tivesse possibilidade de fechamento da Escola, seu Núcleo Gestor junto com a CREDE 5 seria o primeiro a repassar a informação. Posso considerar esta matéria infeliz, mesmo respeitando o blogueiro como colega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda acredito na mensagem que me foi repassada a tempos quando diz que “ainda que não concordes com nada que dizes, defenderei até a morte seu direito de dizê-lo” (Voltaire).  Mas não posso consentir com matérias infundadas e sem sustentação no presente momento. Que nossa Comunidade esteja em PAZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Ms. Antonio Iramar Miranda Barros - Diretor da EEFM Auton Aragão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7807912861743512000?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7807912861743512000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/escola-auton-aragao-iramar-miranda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7807912861743512000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7807912861743512000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/escola-auton-aragao-iramar-miranda.html' title='Escola Auton Aragão: Iramar Miranda, diretor do estabelecimento, esclarece sobre boatos'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-383641973626396161</id><published>2010-11-29T06:25:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T06:44:07.011-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Reinado e decadência de Rocha Aguiar. PARTE II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artigo escrito por Raimundo Arcanjo e publicado no Jornal Ipu Grande, edição de novembro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TPO7X75rmUI/AAAAAAAAAUI/AsnwqV-GeRk/s1600/Mon.%2BMoraes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 265px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TPO7X75rmUI/AAAAAAAAAUI/AsnwqV-GeRk/s400/Mon.%2BMoraes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544981586114222402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Monsenhor Francisco Ferreira de Morais. Imagem do acervo de Francisco Melo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Monsenhor Moraes: o maior inimigo de Rocha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem força para enfrentar a monstruosa manipulação de Rocha Aguiar, as elites corruptas “fizeram a cabeça” do velho Monsenhor Moraes para encabeçar a chapa contra o “intruso” “Bode Louro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto de sua tribuna, transformada em palanque, o velho Moraes com sua voz trovejante, apelidado agora de “Zorro” - por causa de sua batina preta, que parecia com a capa deste herói mexicano - bradava contra o “governo opressor” do oligarca estrangeiro, e apelava ao povo em nome da “decência” e da “dignidade” para elegerem novamente alguém “da cidade” para nos governar: “quem votar no Rocha vai 'pretim' pro inferno!”, dizia um eleitor do padre, entusiasmado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moraes não esperava ser atacado tão virulentamente por seus opositores, o velho servo da Igreja amargou estrondosa derrota e ainda viu sua vida privada ser rasgada aos “quatro-ventos” e ser transformada em “bandeira política” pela raposa de Camocim. Acusaram-no de mancebia nos palanques do Bode louro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Doravante, as campanhas políticas tomaram ares de batalhas campais. O folclorista Florival Vale, acusado de participar da depredação do “Comitê” de Rocha, por pouco escapou da morte, quando o Bode, com rifre na mão, procurou Florival para matá-lo em pleno mercado público num dia de feira. Avisado por amigos, pôde o folclorista escapar por pouco do tiro certeiro do Bode Louro. Meses depois (ou dias, não sei ao certo), uma banca de jornal que pertencia ao Florival foi destruída (a polícia concluiu que foi “coisa de desocupado, e de gente desconhecida, e que nada se podia fazer!”). A casa de Elias M. foi atacada com uma banana de dinamite (parte do teto desabou). Uma malta de “babões” capturou uma jumenta, vestiu-a com roupas de chita, chapéu de palha, brincos, batom e colocou nela um cartaz escrito “Dona Etinha” (apelido da esposa de Rocha), solta com um rabo de latas preso a sua calda, o animal correu em desespero pelas ruas movimentadas da feira do Ipu num sábado festivo (era a humilhação pública da prefeita e esposa do Bode louro). O mundo veio a baixo. Como estava no cio, a jumenta foi acompanhada pelo tropel de dois ou três machos excitados, com suas genitálias pretas e imensas à mostra (desde então, perder a política no Ipu é “levar fumo”, o “fumo” referido não é o “fumo de rolo”, que se masca, mas a genitália hedionda de um jegue). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rocha saiu pela cidade “cuspindo fogo pelas ventas” e com o seu “barabelum” nas mãos, caçava os responsáveis apontando a arma a qualquer opositor que ele encontrasse. Mas não adiantou, o Bode foi derrotado por Antonio Milton Pereira ao final dos anos 1970. Então. o poder voltou ás mãos gananciosas da velha e carcomida facção dos Pereira e seus pupilos, os Mororó.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A facção, aliada a Igreja, era o grande perdedor com a criação do Murilo Aguiar. juntas, uniram forças para “fechar logo aquela merda”: “Quem quiser estudar que nos procure no Patronato ou no Ginásio”, diziam. Mas a pressão sobre eles foi tão grande que nem Milton nem Flávio tiveram forças para desativar o Murilo Aguiar. Mas, as ameaças nunca pararam de existir. &lt;br /&gt;    Raimundo Arcanjo                              arcanjoberne@bol.com.br                                                                        Continu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-383641973626396161?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/383641973626396161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/383641973626396161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/383641973626396161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar_29.html' title='Reinado e decadência de Rocha Aguiar. PARTE II'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TPO7X75rmUI/AAAAAAAAAUI/AsnwqV-GeRk/s72-c/Mon.%2BMoraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2215979168446792961</id><published>2010-11-25T16:34:00.001-08:00</published><updated>2010-11-26T03:35:40.780-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História política de Ipu'/><title type='text'>Reinado e decadência de ROCHA AGUIAR: PARTE I</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artigo escrito por Raimundo Arcanjo e publicado no Jornal Ipu Grande, edição de outubto de 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO8HY9SFToI/AAAAAAAAAUA/sJ7HflNgZnE/s1600/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO8HY9SFToI/AAAAAAAAAUA/sJ7HflNgZnE/s400/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543657791665032834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Francisco Rocha Aguiar, prefeito de Ipu entre 1967–1970&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que vou contar aconteceu há cerca de 30 anos, na época da transição do mandado de Milton Pereira (1978-1982) para Flávio Mororó (1982-1986). Aquelas eleições foram particularmente violentas, com muita disputa e mesmo com atentados à bomba nas residências de alguns eleitores “inimigos do regime”. A velha facção liderada por Rocha Aguiar, que havia monopolizado o poder na cidade por três mandatos (de 1967 a 1976, mais ou menos), e havia perdido desde 1976-78 para a facção dos Pereira, veio com tudo para tentar retomar a máquina púbica municipal, mas, os Pereira agarraram-se as “tetas do poder” e conseguiram manter Rocha longe da prefeitura. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Meu pai, embora trabalhasse fazendo dentadura a troco de votos para as duas facções nutria sinceras simpatias por Rocha e seus aliados; desde que nós havíamos migrado das brenhas da Ramada, em Guaraciaba, para o Ipu, Rocha Aguiar, velho médico oriundo da oligarquia camocinense e que “caiu de para-quedas” no Ipu nos anos 1960, havia dado a mão a minha mãe, com remédios, consultas gratuitas e muito assistencialismo barato (foi desta forma que o esperto “Dotô Rocha” fez seu nome em nossa cidade). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Rocha Aguiar: a ascensão de um “estrangeiro”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a falência da Estrada de Ferro, as elites do Ipu entraram em colapso nos anos sessenta; a ferrovia foi sucatada, e a classe dos comerciantes, que haviam feito fortuna explorando algodão e a mão-de-obra dos pobres moradores de suas terras veio a conhecer “o fundo do poço”. Foi nesta brecha de “falência das famílias tradicionais” que o Ipu veio a ser conquistado por Rocha Aguiar, um “estrangeiro” vindo de tão longe. Sua vitória, nas eleições 1966, quando ele tomou o poder das mãos dos Pereira, velho ramo das vetustas oligarquias que secularmente sugaram o “sangue” de nossa prefeitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro prefeito eleito do Ipu foi Félix de Sousa Martins (avô de Simão Martins), eleito em 1926 (antes deste, os prefeitos – também chamados de intendentes – não eram eleitos, eram nomeados pelo governador, ou escolhidos pelos vereadores entre eles mesmos, sem levar em conta a opinião pública). Depois de Félix Martins tivemos os seguintes prefeitos: Manoel Victor de Mesquita, Joaquim de Oliveira Lima, Abdoral Timbó, “Chico Pinto”, Humberto Carvalho Aragão, Raimundo Rodrigues Martins, Abdias Martins (pai de Simão Martins), José Lourenço de Araújo Corrêa, José Oscar Coelho, Zeferino de Castro e Antonio (pai de Milton Pereira). Com estas figuras o poder era hereditário, passava de pai para filho e poucas famílias, podemos dizer, eram “donas do Ipu”, mas, com Rocha aconteceu algo diferente: Rocha era um “estrangeiro”, um “aventureiro” vindo de terra estranha, não tinha parentes no Ipu, e por aqui se instalou e fez seu nome atendendo gente de graça, distribuindo leite em pó da LBA “de graça” e promovendo assistencialismo e caridade a troco de voto. “Esse Doutor é um Santo homem!”, dizia uma velha senhora, que havia recebido 5 pacotes de leite das mãos do “Dotô Rocha” em plena campanha eleitoral dos anos sessenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falidas, nossas elites parasitárias não puderam fazer frente à magnífica máquina de assistencialismo montado pelo “Bode Loiro” (apelido que mais tarde seria dado ao Dr. Rocha). Portanto, Rocha Aguiar dominou o Ipu de 1967 a 1976, prolongando-se por meio de seus aliados e familiares, com os prefeitos-fantoches Antonieta Aguiar (sua esposa) e Antonio Ximenes Veras (seu “testa-de-ferro”). A máquina da prefeitura virou um feudo privado da família Aguiar. Truculento, assistencialista e prepotente, querendo “ir à forras” com as elites, Rocha era um candidato “do povão”, e sempre desprezou as “famílias tradicionais” do Ipu. Num ato de provocação a estas elites, o Bode Louro, assim que assumiu o poder em 1967, mandou queimar toda a documentação da velha Câmara do Ipu (com papéis do tempo em que a sede era da Vila era Campo Grande, em 1791, até aquele ano). Atônitas, as elites “sanguessugas” assistiram a este crime sem nada poderem fazer (este foi o maior crime já praticado contra a nossa memória! Denunciá-lo é garantir que ele nunca mais se repita!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma outra obra digna de registro de Rocha foi a criação, no final dos anos 1970, do prédio da Escola Murilo Aguiar, graças a verba conseguida por seu primo, o deputado Murilo Aguiar, de Camocim. O prédio destinou-se a abrigar uma escola primária, mas nos anos 1980, tornou-se um anexo de uma escola de ensino médio localizada nas proximidades de Fortaleza (não sei exatamente onde). Desde o início, a escola Murilo Aguiar foi pensada para “concorrer” com o Ginásio e com o Patronato (lugares dominados pelos adversários de Rocha). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao construir o Murilo, a facção pretendia roubar das mãos das elites locais a primazia de fornecer educação aos ipuenses. A escola funcionava tão precariamente que diariamente seus parcos alunos eram “corridos” do Auton Aragão: “Vocês tão aqui de favor, seus bestas!”, dizia a diretora da época. Muitos jovens só conseguiram ter o diploma de “segundo grau” graças ao Murilo. Vinha gente até mesmo de Ipueiras e de Guaraciaba para estudar ali (quem não podia pagar as mensalidades exorbitantes do Patronato, ou do Ginásio, e não tinha “padrinho” que lhe desse “bolsa”, tinha no Murilo a única opção para ter acesso ao ensino secundário).&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo; do exílio em Uruoca &lt;br /&gt;arcanjoberne@bol.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2215979168446792961?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2215979168446792961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2215979168446792961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2215979168446792961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/reinado-e-decadencia-de-rocha-aguiar.html' title='Reinado e decadência de ROCHA AGUIAR: PARTE I'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO8HY9SFToI/AAAAAAAAAUA/sJ7HflNgZnE/s72-c/Dr.%2BRocha%2BAguiar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3502673171872796534</id><published>2010-11-24T10:48:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T11:01:55.389-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>CABARÉ II: enquanto isso no Ipu...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artigo de Iramar Miranda. Publicado no Jornal Ipu Grande, edição de novembro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO1gkZJJsgI/AAAAAAAAATo/PX4nZd1lNUY/s1600/1286428443_2139d08790.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 233px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO1gkZJJsgI/AAAAAAAAATo/PX4nZd1lNUY/s320/1286428443_2139d08790.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543192894703776258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era início da manhã de um domingo e a cidade de Ipu acordava preparando-se para a santa missa a ser celebrada pelo Padre Gonçalo Lima. O sacristão abria a Igreja Matriz, hoje “igrejinha”. Para chegar até lá passou pela ponte do riacho Ipuçaba e lançou ao rosto as mãos cheias da límpida água do córrego que cortava a cidade ao meio. O espetáculo do amanhecer se apresentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Devagar, o servo da Igreja e de Deus subia as escadas, no campanário, para tilintar o sino e avisar aos ipuenses do horário da primeira missa. O padre a esta hora já deveria estar tomando seu farto café, renovando as forças depois de uma descansada noite de sono, para depois, no altar, direcionar os fiéis para o caminho do bem, com uma homilia firme e contundente, falando das benesses divinas e também dos castigos para aqueles que fugissem às regras da religião. Na porta principal, aquela conhecida pobre viúva acompanhada de dois de seus pequenos filhos, já esperava os bondosos cristãos, solicitando-os a esmola que serviria para compra da, talvez, única refeição de toda a família naquele dia. Para uns, ela não passava de mais uma na multidão. Para outros, era ela a possibilidade da diminuição dos pesados pecados que assolavam os abastados ipuenses. A esmola serviria como adiantamento do pagamento dos pecados cometidos, sendo pago na presença divina, na porta do seu representante na terra, no escritório central, na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enquanto isso, na parte proibida da cidade, considerada suja, sem vigilância e do sexo às vistas, as meretrizes ainda dormiam depois de uma noite de trabalho suado. Entretanto, algumas acordadas pelo barulho do sino, acompanhavam sob o olhar desconfiado a passagem de alguns fiéis a caminho da missa. Estes religiosos, forçados a passar nas margens do cabaré, entendiam o tipo de vida das meretrizes como uma afronta aos preceitos da moralidade e dos bons costumes, porém, não podiam confrontar às vistas com o sistema, aguardando o momento e os meios corretos para tomarem atitudes. Na surdina, tudo se desenrolava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às margens do antigo açude do Breguedoff, estes fiéis seguiam comentando sobre a possibilidade de conversão das meretrizes à fé católica, abandonando o seu ofício. Via-nas como possuídas pelo demônio, vendendo a carne, o corpo, a alma e ainda contribuindo para a contaminação e o pecado de muitos homens considerados bons. Eram o símbolo da perversão, do escárnio social, do desumanizado. Alguém disse ainda que elas eram a representação do mal e outro, contrariando a situação, que poderiam ser a possibilidade da manifestação do poder de Deus, com a conversão e arrependimento de seus atos e a aceitação, participação e envolvimento nos atos e ritos que a fé católica exigia. O caminho a ser seguido seria árduo, entretanto, necessário para purificação dos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Súbito, entre as discussões, um barulho estranho é ouvido e os homens se alvoroçam. “O que poderia ser? Alguém terminando o que não concluíra na noite passada? Algum larápio a espreita de uma vítima? Um animal alimentando-se de uma presa indefesa?  O que passara pela cabeça desses homens?”  Entre choros e grunhidos, a cena que se revela é estarrecedora. Embaixo de uma catingueira, sobre o capim e a lama existente um recém-nascido é achado. Ainda com o corpo e o umbigo a sangue, misturado com o lamaçal e soltando o berro com as forças que tinha, pedia socorro a alguma alma benigna enviada por Deus, clamando pela vida. E esta alma veio manifestada pelos fiéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanto misturado com comoção foi geral. Quem cometera o ato de tamanha crueldade com um ser sem defesa, com certeza não poderia ser um cristão. Nos segundos que se seguiram, a criança fora amparada nos braços do mais velho do grupo. Com as mãos calejadas do trabalho, o senhor passou a tirar sujeira que cobria o corpo do bebê. Em ato de sentimento e solidariedade, a senhora da casa mais próxima trouxe um pano semi-limpo, agasalhou a criança e ofereceu água para sua assepsia. &lt;br /&gt;E a notícia se espalhou. O choro da criança agora mais sereno não era tão somente pelo nascimento, frio e abandono, mas pelo amparo e cuidado recebido pela parteira recém chegada e os vários auxiliares. Entre a limpeza e os assédios, as pergunta e afirmações: “quem é a desnaturada mãe?” “Mãe verdadeira não faria isso. Abandonar um ser tão indefeso à própria sorte, que malvadeza”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares sociais se misturaram. Muitos foram os que saíram de outro bairro para a considerada periferia. Neste momento, o espaço meretrício passou a pertencer a todos por uma situação problema. E os questionamentos persistiram, sendo o principal deles a descoberta de quem seria a culpada pela tentativa de infanticídio. Alguém levantou a questão de que descobrir a mãe seria fácil, “mas o pai... aquele ambiente era pra muitos homens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na Igreja, o pobre padre sem ter culpa do que estava acontecendo passou a perceber o burburinho das conversas e sentiu que algo estava errado. Sabendo da história, utilizou sua homilia para o valor da vida humana, para o fim dos tempos, para a perda de valores que a sociedade ipuense estava sendo direcionada. Seria fruto do progresso? Estavam corrompendo a própria vida? Muito do ato religioso foi perdido pelos fiéis com os comentários que se seguiram, entre o “creio em Deus Pai” e o “vamos em paz e que o senhor vos acompanhe”. E o domingo não foi mais o mesmo.&lt;br /&gt;Durante a semana os comentários se seguiram e na edição do jornal de circulação da cidade, o ato foi destaque, pela selvageria do acontecimento. Nem um bicho bruto abandona seus filhos para a morte, dizia-se. Mas o recém-nascido agora, em sua quase morte poderia ter ganhado a chance de uma nova vida. Sair do espaço do cabaré, para ser cuidado por uma família regrada, seria a sua sorte. E foi destaque em poema: Ao sahir ca neste mundo/Foi logo escapando a morte/Sô mesmo filho... sem pai/Pode ter tão grande sorte./Qualquer cria de casal/Não terá vida tão forte./Qual Moysés salvo das águas/Salvou-se sobre o capim/Se Moysés fez tanta coisa/Que não fará o Negrim? &lt;br /&gt;Saber quem era o pai seria a questão mais difícil de ser respondida. Existiram especulações de várias maneiras, de prováveis pais para a criança, mas a história tomou o rumo do silêncio e alguém levou a criança, sem podermos dizer quem tivera tal ato de coragem. Uma família fora buscada para o Moisés Ipuense. E Moisés não veio salvar os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Iramar Miranda Barros. Professor e Historiador. Escrito a partir do CORREIO DO NORTE de 07/08/1921. Ano IV, nº 187. p. 01. (com uma pitada de narrativa).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3502673171872796534?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3502673171872796534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/cabare-ii-enquanto-isso-no-ipu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3502673171872796534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3502673171872796534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/cabare-ii-enquanto-isso-no-ipu.html' title='CABARÉ II: enquanto isso no Ipu...'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TO1gkZJJsgI/AAAAAAAAATo/PX4nZd1lNUY/s72-c/1286428443_2139d08790.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2167427658727701577</id><published>2010-11-15T04:02:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T06:20:48.806-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>CABARÉ: Enquanto isso, na cidade de IPU...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ARTIGO escrito por Iramar Miranda e publicado no Jornal Ipu Grande, edição de outubro, 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TOEjsK1akvI/AAAAAAAAATg/kPeSlIOMhyU/s1600/1194554961_cabare.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 257px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TOEjsK1akvI/AAAAAAAAATg/kPeSlIOMhyU/s400/1194554961_cabare.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539748258372031218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já passava da meia noite. Era uma segunda-feira, depois de um fim de semana agitado pelos festejos de 03 de outubro. A cidade de Ipu ainda sentia a ressaca econômica de uma festa de santo. A Igreja comemorava as ofertas recebidas. Depois do leilão, da abertura dos cofres e do balanço geral do movimento, os representantes da Igreja tinham os seus merecidos descansos. A grande maioria da população se recolhia, para mais adiante usufruir de outros festejos, outros trabalhos. A comunidade tomou conhecimento do movimento religioso na cidade. Era explícito, era de costumeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto, em outro lugar, concomitante ao festejo religioso, outras festas se desenrolavam. A festa profana de poucos, onde o “Deus” reconhecido era Baco: entre as orgias e olhares, ele se apresentava. O meretrício (cabaré) ipuense disputara em demasiadas vezes grande porcentagem da população local. Alguns não esperavam nem o padre se despedir e rumavam para o cabaré. Outros colocavam a roupa de missa e iam para a festa. O meretrício de Ipu assim se apresentava: uma disputa entre o sagrado e o profano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas a festa já passara e agora para uns, restara a ressaca física, para outros a ressaca moral. Na segunda-feira, sem mais a interrelação de intencionalidades, o meretrício fechara mais cedo. Os últimos “papudins” já haviam saído e na casa de madame Carmina (nome fictício), alguns homens bons bebiam e se aproveitavam das pobres moças entregues à prostituição, sob a proteção das portas fechadas. Bebiam e namoravam. Contavam histórias e se vangloriavam de serem os “donos” daquelas mulheres, ao menos naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Súbito, alguém à porta chama e com uma voz forte, exige a abertura do cabaré para também beber uma aguardente. A pobre madame indefesa vai até a porta e autoriza a entrada de um forasteiro, de nome Cleilson (fictício), que de quebra deixa a vista sua arma branca. Os homens que ali estavam, antes tão valentões com as mulheres, pagam a conta e saem, deixando no ambiente apenas a senhora, duas moças e o homem, que logo é acompanhado por um colega, que esperara o ambiente abrir para aparecer no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Coincidência ou não, por volta de 02h00 da manhã chegam dois soldados, Z e M, que à paisana, pedem uma cachaça e também começam a conversar com as moças, provocando ciúmes na superioridade machista do forasteiro. O soldado Z, sai até o comércio vizinho, alegando ir atrás de um cigarro e assim, seu colega fica deveras desprotegido, sozinho diante do eminente perigo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cleilson, percebendo que poderia sair-se bem na possibilidade de uma luta, espera o momento propício e sem a observância do soldado, grito: “vais morrer macaco” e desfere um golpe de faca em suas costas. Não fosse o grito de alerta da madame, o forasteiro teria lhe tirado a vida em um único ato. O soldado mesmo ferido entra em luta corporal com o agressor. Juntos, confundem-se em meio ao vermelho do sangue que jorra do ferimento do praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres gritam. A madame pede socorro em meio aos homens que se digladiam. Até o momento, ninguém entendia o porquê de tamanha brutalidade, entretanto, o que se esperava, era que um dos dois caísse ao solo, pois a morte naquela situação era eminente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do agarra-agarra, do empurra-empurra, o estampido de uma arma é ouvido e o corpo do valentão cai ao solo. Com a faca na mão, ainda tem a possibilidade de ver e ouvir mais um disparo, sendo este fatal, acertando-lhe o peito esquerdo que neste momento já se mostrara nú, pela força que o combate exigira. O soldado, quase sem forças, ver seu companheiro chegar, depois da luta feroz travada ali, calmamente, com um cigarro na boca e a carteira na mão. Pergunta ainda ao amigo que sofria com o cansaço da disputa: o que aconteceu? Porque não me chamaste? Precisava atirar no homem? Tú enrolou a gente. Eu vou ficar de fora desta confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pobre soldado, depois de ouvir, ainda cambaleando, as palavras do amigo disse: deixa que eu respondo! Por tua ausência eu poderia ter morrido e em vez dele poderia ter sido eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo do forasteiro, na primeira investida, sumiu pelas ruas do meretrício. As moças consolavam o soldado, ao mesmo tempo em que o felicitavam por sua atitude rápida e a destreza nos movimentos, desviando-se da lâmina afiada do valentão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, chega a volante militar. Levam o soldado para a delegacia e o corpo do falecido para o hospital. Este fora identificado como o morador de um sítio da vizinha cidade de Guaraciaba do Norte. Soube-se que lá já era acostumado a arranjar confusões e brigas, principalmente com a força policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito os procedimentos policiais, o inquérito fora instaurado tendo como acusado o soldado M., como vítima, Cleilson, e como testemunhas o soldado Z, a madame Carmina e as prostitutas que ali estavam presentes. Todos foram unânimes na inocência do soldado, alegando legitima defesa, mesmo assim, M fora indiciado como homicida culposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não tinha nada a ver com a confusão, teve que sair de seu descanso para velar o defunto ou rezar mais uma missa. Só que desta vez, de corpo presente, onde a história do “acontecido” passara de boca em boca e passara a configurar como mais um dos “causos” acontecidos no meretrício ipuense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação ao desfecho final da história, o soldado fugiu, abandonando as fileiras da corporação a qual pertencia e o seu julgamento nunca acontecera, sendo que o crime prescrevera no final da década de 80, pois nunca fora achado pela justiça. No único depoimento existente, o soldado M. dissera que fora ao meretrício alegando estar fazendo diligência policial a mando do delegado, embora sem farda, pois precisavam manter a ordem na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fora apenas um dos muitos casos acontecidos no meretrício ipuense e que tomamos conhecimento a partir do arquivo morto de inquéritos da cidade de Ipu. &lt;br /&gt;Hoje, vendo as últimas paredes de onde um dia fora um espaço reservado ao sexo, serem demolidas, vêm-me a cabeça quantas memórias junto a elas também vão se perder, soterradas pelo entulho do tempo, pela negligência de uma sociedade que vê no novo a destruição de velho.&lt;br /&gt;(Extraído do Inquérito Policial Nº 18, ano 1972, Homicídio Doloso, com uma pitada de narrativa) &lt;br /&gt;             Antonio Iramar Miranda Barros&lt;br /&gt;.                         Professor e Historiador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2167427658727701577?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2167427658727701577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/cabare-enquanto-isso-na-cidade-de-ipu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2167427658727701577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2167427658727701577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/cabare-enquanto-isso-na-cidade-de-ipu.html' title='CABARÉ: Enquanto isso, na cidade de IPU...'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TOEjsK1akvI/AAAAAAAAATg/kPeSlIOMhyU/s72-c/1194554961_cabare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-699875533548997657</id><published>2010-11-06T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T18:39:37.890-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>O FILHO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;POESIA DE RAIMUNDO ARCANJO. PUBLICADA NO JORNAL IPU GRANDE EDIÇÃO DE NOVEMBRO, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNYCoU31GGI/AAAAAAAAATQ/FKcgkW4iCYo/s1600/arcanjo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 368px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNYCoU31GGI/AAAAAAAAATQ/FKcgkW4iCYo/s400/arcanjo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536615683719501922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eu sou o filho do filho do filho&lt;br /&gt;Do corsário que venceu o mar &lt;br /&gt;E saqueou o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o filho do filho do fruto&lt;br /&gt;Da negra cativa e da índia mucama&lt;br /&gt;Possuída na cama pelo tataravô de meu tataravô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui feito no fogo que queima &lt;br /&gt;As cabanas perdidas&lt;br /&gt;Pelas batalhas esquecidas&lt;br /&gt;Sem eco no espaço e no tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma é negra&lt;br /&gt;Meu sangue é índio &lt;br /&gt;Minha pele é branca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me rebelei mil vezes&lt;br /&gt;E mil vezes eu fui esmagado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui enforcado numa praça pública&lt;br /&gt;Eu fui vendido como escravo&lt;br /&gt;Eu fui traído na revolta&lt;br /&gt;Eu fui fuzilado&lt;br /&gt;  Esquartejado&lt;br /&gt;E não me submeti! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as pestes e guerras &lt;br /&gt;Eu me embrenhei!&lt;br /&gt;Em todas as naus navegantes&lt;br /&gt;Eu embarquei!&lt;br /&gt;Eu fui pirata&lt;br /&gt;Padre&lt;br /&gt;Saqueador&lt;br /&gt;Herói&lt;br /&gt;Traidor&lt;br /&gt;E homicida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descendo de Zumbi &lt;br /&gt;De Poty&lt;br /&gt;E Lampião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome de sucessivas gerações&lt;br /&gt;Grita em meu nome&lt;br /&gt;E eu trago as cicatrizes&lt;br /&gt;De todos esses infelizes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Jorge Velho!&lt;br /&gt;Eu sou Silvério dos Reis!&lt;br /&gt;Eu sou o “Corta-Cabeças!” &lt;br /&gt;Eu sou Coronel da Guarda Nacional&lt;br /&gt;Eu sou o filho do filho do filho da PUTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo.&lt;br /&gt;Algum dia de 2002&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-699875533548997657?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/699875533548997657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/o-filho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/699875533548997657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/699875533548997657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/o-filho.html' title='O FILHO'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNYCoU31GGI/AAAAAAAAATQ/FKcgkW4iCYo/s72-c/arcanjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5025085238500565147</id><published>2010-11-03T16:15:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T05:18:13.205-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos Históricos de Ipu'/><title type='text'>IGREJINHA DEVERÁ SER RESTAURADA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SÉRIE SOBRE OS MONUMENTOS HISTÓRICOS PUBLICADA NO JORNAL IPU GRANDE, EDIÇÃO DE NOVEMBRO, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNKa9YiYkEI/AAAAAAAAATI/NGZqeT0gZPI/s1600/DSC09204.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNKa9YiYkEI/AAAAAAAAATI/NGZqeT0gZPI/s400/DSC09204.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535657271341125698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Igrejinha de Nossa Senhora do Desterro deverá ser restaurada. Segundo informações da Associação dos Filhos e Amigos de Ipu (Afai), o deputado Manoel Castro destinou a sua Verba Parlamentar, de R$ 560 mil, para as obras de restauração da Igrejinha do Quadro. Com o projeto desenvolvido pelo IPHAN e com verba em caixa, falta apenas o início dos trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal Ipu Grande, publica a segunda matéria da série Monumentos Históricos de Ipu, dedicada à história da nossa igrejinha, verdadeiro patrimônio histórico de nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos autores, seguindo o caminho aberto por Eusébio de Sousa, que escrevem sobre os primórdios da ocupação da região que mais tarde viria a ser a cidade de Ipu, alude que o povoado, embora tenha nascido antes da edificação da capela de São Sebastião, foi a partir desta que ele cresceu e se organizou. Desta forma, o povoado “nascia” do chamado Quadrado ou Quadro da Igrejinha. &lt;br /&gt;A nossa primeira Igreja teria sido edificada no ano de 1765 por missionários vindos da Vila Real de Viçosa com o intuito de dar continuidade à catequese. Era uma humilde capela de palha e não a nossa Igrejinha de alvenaria, construção apenas na segunda metade do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esse fato escreve Valdemira Coelho, a partir de informações de Eusébio de Sousa, no livro Ipu em Três Épocas: C&lt;span style="font-style:italic;"&gt;hegaram uns missionários da Vila Real de Viçosa e continuaram o trabalho de catequese iniciado por D. Joana Paula Vieira Mimosa, seguidos de outros padres, vindos depois, os quais construíram a pequena CAPELA, edificada em 1765 e em torno da qual surgiu o POVOADO chamado PAPO. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua passagem pelo Ipu em 1884/1885 Antonio Bezerra deixou registrado em seu livro Notas de Viagem o seguinte: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com relação à origem do Ipu, fui informado de que o local onde hoje se acha assentada a cidade pertencia ao sitio de Manuel Alves Fontes, que em 1792 fizera doação de uma légua de terras em quadro ao arago S. Sebastião, edificando-se uma capela no lugar denominado Papo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa doação foi feita para a fundação de um arraial em competência com outro que começava a formar-se em Ipueiras. A capela conservou-se até o ano de 1871, tinha a frente para o poente, ao contrário da Igreja atual, e servia para nela celebrar-se a missa de natal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doação de terras para a edificação e patrimônio da capela foi feita em 1780 pelos adquirentes do território antes pertencente aos antigos sesmeiros de Ipu. Esse território veio a pertencer ao tenente João Alves Ferreira e sua esposa. Foram eles, segundo Eusébio de Sousa, munido de documentação cartorial, os doadores de uma légua de terras para a edificação da capela e formação do patrimônio religioso. As terras pertencentes antes a Luis Vieira de Sousa (primeiro sesmeiro de Ipu) foram passadas para o sargento João Alves (ou Álvares) Fontes, que as deixou para seus herdeiros. &lt;br /&gt;Sobre a doação das terras ao arago S. Sebastião, Eusébio afirma a partir de notas lavradas em cartório em 22 de janeiro de 1880.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o historiador e advogado Augusto Passos faz referência a este fato: V&lt;span style="font-style:italic;"&gt;indo de Pernambuco, e aqui, no sitio Ipu, localizaram-se antigamente os portugueses Tenente João Álvares Madeira e sua mulher dona Angélica Pinto de Mesquita e o Alferes Manoel Alves Pereira e sua mulher dona Maria Álvares Madeira filhos e genros do antigo possuidor do referido sítio Ipú, João Álvares Fontes, de quem herdaram o mesmo sítio (...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em janeiro de 1780, como se evidencia do livro de notas nº 6, a fls. 50 a 51, do 1º tabelião publico do Ipu, cidadão Aldalberto Aragão, os mensionados tenente João Álvares Madeira, Alferes Manoel Alves Pereira e suas respectivas mulheres, fizeram doação de alludida légua de terra de Ipu, por escritura pública, passada então pelo tabelião publico de Villa Nova d´El-Rei (Campo Grande), Antonio Carlos da Cunha, - ao  hospicio ou convento de Nossa Senhora do Carmo, do Recife, de Pernambuco (...). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Augusto Passos, a doação das terras foi feita em nome do convento de Nossa Senhora da Piedade do Monte e não ao patrimônio do padroeiro São Sebastião. As terras passaram a fazer parte, mais tarde, ao patrimônio do padroeiro local, não existindo, segundo o mesmo autor, documento algum que ateste a transferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a doação das terras, mesmo antes, foi construída a antiga capela no “quadro da igrejinha”, denominação posterior. Antes fora construída uma capela subordinada a Freguesia da Serra dos Cocos, com a frente para o poente em local diferente da primeira matriz de Ipu, a data não se sabe ao certo, provavelmente teria sido construída logo após a construção da capela da Serra dos Cocos em 1733, mais tarde elevada a Freguesia em 1757.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre como as terras pertencentes ao capitão-mor Luis Vieira de Sousa e de sua esposa Joana Paula passaram para João Alves Fontes, nem Eusébio de Sousa, nem Augusto Passos, solucionam a questão por falta de fontes ou relatos orais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNKaMIgTFKI/AAAAAAAAATA/vm5Qf8y6Im8/s1600/Padre+Corr%C3%AAa.+Nertan+Mac%C3%AAdo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNKaMIgTFKI/AAAAAAAAATA/vm5Qf8y6Im8/s320/Padre+Corr%C3%AAa.+Nertan+Mac%C3%AAdo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535656425223820450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PADRE CORREIA. Foto de Nertan Macedo.&lt;/span&gt; De fato, os indícios apontam que a Nossa Igrejinha só teria sido construída na segunda metade do século XIX (tendo como início provável o ano de 1871) e não em 1765 (data provável da construção da primeira capela, de palha) e por iniciativa do Padre Correia que, fugindo da Sede da Freguesia, na serra dos cocos em função das rixas com o bando dos Mourões, transferiu, de fato, a sede da freguesia para a nova Vila de Ipu Grande, trazendo consigo as imagens e alfaias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SAIBA MAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É num cenário de disputa entre Ipu e Campo Grande (Hoje Guaraciaba do Norte), pelo direito de sediar a Câmara Municipal (transferida para a Vila Nova do Ipu Grande em 1840) que em meados do século XIX o Padre Correia veio morar na nova vila.&lt;br /&gt;Padre Correia, antes um líder do Partidor Conservador, na época do Império, junto com os Mourões, aderiu às fileiras do Partido Liberal, então no poder e veio para a Vila Nova do Ipu Grande. Aqui, criou o terreno e se consolidou, na cena local, como grande líder. Assumiu, juntamente com seus aliados, os postos de mando. &lt;br /&gt;Atraiu, assim, a ira dos Mourões que se mantiveram conservadores, sendo perseguido. O Ipu passou, então, a ser palco de intensas lutas políticas e cenário de assassinados chocantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O padre Francisco Correia de Carvalho e Silva, mais conhecido como Pe Correia, foi nomeado vigário colado da freguesia da Serra dos Cocos em 10 de julho de 1842, tomando posse em janeiro do ano seguinte. Como em 1844, de acordo com Pe Sadoc, a Matriz de São Gonçalo ameaçou ruir, o padre conseguiu licença para transferir as imagens e alfaias para a capela de Vila Nova do Ipu Grande, onde passou a morar.  Este foi, no entanto, apenas um pretexto. O real motivo da sua vinda para a Vila Nova do Grande está ligado a uma rixa com Alexandre Mourão (filho), líder do bando dos Mourões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em artigo inédito o historiador Jorge Luiz analisando a origem Eclesiástica de Ipu levanta os seguintes questionamentos: por que o Pe. Correia escolheu para ministrar seus sacramentos a Vila de Ipu e não o Campo Grande, já que a Igreja desta, funcionando como matriz, era maior e com melhores instalações? Por que o Padre escolheu a igreja de Ipu pequenina, de taipa coberta de palha? Jorge Luiz aponta como principal motivo o fato de que em Ipu o padre estaria mais bem protegido contra a sanha vingativa dos Mourões, agora seus desafetos políticos e pessoais. Em Ipu residiam os Melos, aliados do vigário, e era delegado daquela localidade Manoel Ribeiro de Melo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Certamente a vinda para o Ipu do Pe. Correia está ligada a questões políticas. No entanto, mais do que proteção, a nova Vila representava, para o vigário, a possibilidade de assumir postos de mando e galgar novos degraus no cenário político, já que era o Ipu, agora, a sede da Vila (desde 1840) e centro do poder local. Questão de ordem religiosa parece não ter, naquele momento, pesado na decisão do vigário.&lt;br /&gt;Com a vinda do padre, embora juridicamente a matriz da freguesia fosse a de São Gonçalo, de fato, o Ipu ganhava foros de sede religiosa da freguesia. A capela de São Sebastião funcionava, portanto, ainda que provisoriamente, como matriz, embora não fosse assim reconhecida. A um só tempo, o Pe. Atraia para o Ipu a matriz da freguesia e a ira dos Mourões que vinham aterrorizando os sertões da Ceará e do Piauí, sobretudo a região da Ibiapaba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção da nova Igreja se fazia necessária. A pequena capela de taipa já não servia para os serviços do padre e estava em desacordo com o grau de desenvolvimento da nova Vila. Esta tinha agora como líder religioso e político o “ambicioso” padre Correia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5025085238500565147?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5025085238500565147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/igrejinha-devera-ser-restaurada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5025085238500565147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5025085238500565147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/11/igrejinha-devera-ser-restaurada.html' title='IGREJINHA DEVERÁ SER RESTAURADA'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TNKa9YiYkEI/AAAAAAAAATI/NGZqeT0gZPI/s72-c/DSC09204.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5628525161728665735</id><published>2010-10-30T05:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T05:16:45.809-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>PATRIMÔNIO HISTÓRICO OPINIÃO E PERSPECTIVA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entrevista, com o Historiador Jorge Lima, publicado no Jornal Ipu Grande, Out/Nov de 2008, sobre o descaso com o patrimônio histórico ipuense&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMwMGpS8T9I/AAAAAAAAAS4/ScWd0qU4gDc/s1600/Grupo+Outra+Hist%C3%B3ria.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 103px; height: 112px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMwMGpS8T9I/AAAAAAAAAS4/ScWd0qU4gDc/s320/Grupo+Outra+Hist%C3%B3ria.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533811350435549138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste número, entrevistamos o professor Jorge Lima a respeito do patrimônio histórico e cultural do Ipu. Confira abaixo os principais trechos deste depoimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JIG:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Que exemplos você poderia citar com relação ao patrimônio histórico e cultural do Ipu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Lima&lt;/span&gt;: Os exemplos são muitos, mas não vou apresentar uma lista muito longa até porque creio não ser necessário. Primeiro, temos a estação ferroviária. Não há mais dúvidas – digo em termos de pesquisa histórica – a respeito da importância da presença da estação ferroviária do Ipu para a economia da região entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX. A estação tornou-se o centro da vida social, o point da época, para usarmos um termo atual. Para a estação acorriam as pessoas por ocasião da chegado do trem, por volta das seis da tarde. Uns iam esperar o desembarque de seus parentes e amigos que chegavam de Fortaleza, Sobral ou Camocim; outros iam vender quinquilharias sem conta; meninos de rua e mendigos iam pedir esmolas aos passageiros; prostitutas iam em busca de clientela entre os viajantes que forçosamente pernoitariam na cidade, uma vez que o Ipu era o ponto de pernoite do trem. Partindo de Camocim às seis da manhã e chegando a Sobral do por volta do meio-dia, o trem chegava ao Ipu à tardinha e aqui pernoitava, partindo na manhã seguinte com destino a Crateús. O fato de o Ipu ser o ponto de pernoite do trem foi um motivo a mais de crescimento da economia, referindo-nos agora especificamente ao setor de serviços. Hotéis, restaurantes, o Café Central, o Rendez vous, o bilhar, o meretrício e outros estabelecimentos que seria difícil enumerar com exatidão, desenvolveram-se graças ao pernoite do trem. A cidade de Sobral invejava grandemente este pernoite tanto que, por meio da imprensa, fazia campanha para que o pernoite fosse transferido para lá. A circulação do algodão aqui produzido também foi facilitada pelo trem, embora pesquisas recentes e ainda não publicadas indiquem a existência de muitas tensões no que diz respeito ao transporte do algodão. É que quando falamos do trem a vapor, não podemos imaginar um comboio imenso como os que temos hoje. Na realidade, os comboios e vagões eram pequenos para a demanda criada pelo grande volume da produção de algodão. Daí proprietários de casa comerciais tentavam (e conseguiam) subornar funcionários da Estrada de Ferro para embarcar seu algodão com antecedência, o que causava revolta da parte de outros negociantes preteridos no embarque de suas remessas. Enfim, a estação é um espaço de tensões, maravilhoso e atraente em extremo para nós, historiadores. Outros exemplos que eu citaria sem comentar (risos) seriam a Igrejinha, a Praça 26 de agosto, o casarão de Oswaldo Araújo, algumas casas da antiga Rua Verde, o chafariz Pajeú, algumas casas do Quadro da Igrejinha, mas não incluiria aí o prédio da Caixa, pois acho que está completamente descaracterizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JIG&lt;/span&gt;: C&lt;span style="font-style:italic;"&gt;omo você explicaria o descaso para com o nosso patrimônio histórico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Lima&lt;/span&gt;: Com uma palavra: ignorância. As pessoas que poderiam empreender ações cujos resultados positivos poderíamos sentir em curto prazo simplesmente parecem ignorar esta questão. E não estou falando de gestores públicos apenas. Nossos homens de finanças, empresários, investidores no setor imobiliário, têm todos uma visão tão tacanha em termos de patrimônio histórico que chega a fazer vergonha. Veja um exemplo: quando um imóvel antigo é adquirido por um dos nossos empresários, qual é a conseqüência imediata? Mandar o prédio ao chão! Para quê? Simplesmente para construir um prédio “moderno” sem nenhum atributo estilístico, sem plano, apenas fruto do saber prático de algum pedreiro experiente, mas sem muito conhecimento de arquitetura e paisagismo. Isto é triste. O resultado é uma cidade feia, desagradável, pouco atraente. Nossos investidores não entendem que o caráter histórico agrega valor ao imóvel. Imagine você a diferença entre um restaurante, por exemplo, com instalações “modernas”, quadradas, cantudas, com aquelas mesinhas de plástico bregas e com portões de enrolar na frente. Agora imagine o mesmo restaurante instalado num prédio antigo, com a fachada minuciosamente restaurada, com o interior adaptado através de intervenções discretas (um forro leve, iluminação através de lustres, ar condicionado, portas de vidro, etc), com mobília de época, som agradável, enfim, um ambiente diferenciado onde o próprio aspecto externo e interno funciona como um atrativo a mais. Ora, isso é valor agregado, sem dúvida. Mas nossos homens de capital, repito, demonstram total ignorância com relação a isso. O resultado, como já disse, é uma cidade completamente sem charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JIG&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que você sugere que façamos para mudar esta realidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Lima&lt;/span&gt;: Rezar e parar de votar e dar lucro a gente brega que não sabe nem investir o que tem em alguma coisa que venha a melhorar a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JIG&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quais as suas perspectivas em relação ao nosso patrimônio histórico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Lima&lt;/span&gt;: Sinceramente, alimento esperanças pacientes com relação à Estação, mas bem menos com relação à Igrejinha, pois esta está em piores condições estruturais em relação à primeira e parece estar em segundo plano nos projetos de restauração. Quanto aos outros imóveis, acho que muitos ainda irão ao chão, por isso é bom quem quiser fotografar ou filmar ir correndo e fazer isso logo, pois o Ipu é a terra das demolições. Aqui nada se perde nada se cria, tudo se destrói. Meus colegas têm falado muito sobre o assunto, mas a questão é que não temos espaço, nosso público é muito restrito e ninguém tem poder de executar, apenas de falar, argumentar, etc. Para que este trabalho dê frutos concretos acho que ainda vai demorar. Não gosto muito de me iludir acreditando que conseguiremos mudar as coisas rapidamente. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;JIG&lt;/span&gt;: U&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ma pergunta que não quer calar: você falou dos investidores do setor imobiliário, mas, e os gestores públicos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Lima&lt;/span&gt;: Nós só veremos políticos do Ipu darem importância à questão do patrimônio histórico quando isso der voto. Sinceramente, com a educação que temos, não creio muito que o nosso povo esteja preocupado com a preservação do patrimônio histórico. Aos olhos da população, a preservação do patrimônio não passa de uma esquisitice de intelectuais metidos a besta. Portanto, políticas de preservação do patrimônio histórico provavelmente não atrairão olhares simpáticos dos eleitores pobres e sem instrução, o que significa que este assunto não interessa aos nossos políticos. Observando esta última campanha eleitoral, sofri de uma crise de pessimismo agudo no que tange a políticas voltadas para o desenvolvimento cultural do Ipu dado o baixo nível observado nas atitudes de ambas as facções em luta pelo poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5628525161728665735?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5628525161728665735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/patrimonio-historico-opiniao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5628525161728665735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5628525161728665735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/patrimonio-historico-opiniao-e.html' title='PATRIMÔNIO HISTÓRICO OPINIÃO E PERSPECTIVA'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMwMGpS8T9I/AAAAAAAAAS4/ScWd0qU4gDc/s72-c/Grupo+Outra+Hist%C3%B3ria.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-3747227418894810833</id><published>2010-10-28T15:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T10:07:56.044-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>PATRIMÔNIO HISTÓRICO DILAPIDADO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria publicada no Jornal Ipu Grande, edição de out/nov. de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoRvuq9hCI/AAAAAAAAASI/oJZmGbSHzwk/s1600/jn09_006.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoRvuq9hCI/AAAAAAAAASI/oJZmGbSHzwk/s400/jn09_006.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533254603857822754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANTIGO CASARÃO DO CEL. JOSÉ RAIMUNDO DE ARAGÃO FILHO. INTENDENTE(PREFEITO) DE IPU (1914-1925)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Ipu completou, em 26 de agosto último [2008], 168 anos de emancipação política, porém a sua história é bem mais antiga. Os registros históricos da fundação do povoado, que daria origem a nossa cidade, remontam ao século XVIII. Pouca coisa da memória mais longínqua, no entanto, restou intacta em nosso meio urbano. Por outro lado, a cidade ainda guarda em suas edificações de “pedra e cal” uma memória pujante de seu período áureo de crescimento. Porém, a essa memória não é dado nenhum ou muito pouco valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais e mais antigas edificações que ainda se mantém em pé são aquelas que guardam uma memória de um período de crescimento para a cidade, que alguns cronistas mais exaltados chamaram de “os anos dourados do Ipu”. Os anos finais do século XIX e as primeiras décadas do século XX foram marcados por um crescimento econômico e espacial da cidade como nunca teria ocorrido antes. É o que mostra a pesquisa de mestrado do historiador Antonio Vitorino Farias Filho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, de 1722, com a ocupação por meio da pecuária bovina da região que mais tarde viria a ser a cidade de Ipu, até o início do século XIX, não há nenhum indício de que ela tivesse qualquer importância econômica ou política ou que nela tenha havido qualquer crescimento econômico significativo. O povoado que daria origem a nossa cidade esteve subordinado, religiosamente, à Freguesia da Serra dos Cocos desde sua criação em 1757 da qual fazia parte e, politicamente, à Vila Nova d'El-Rey, com sede em Campo Grande (hoje Guaraciaba do Norte) desde 1791.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em meados do século XIX o povoado ganha em importância política e religiosa em toda a região da Serra dos Cocos. Primeiro, em 1840, é elevada à condição de Vila recebendo a Casa de Câmara, passando, portanto, a ser sede do poder político de toda a região da Serra dos Cocos e a se chamar Vila Nova do Ipu Grande. Em 1844 passou a ser sede, de fato, da Freguesia, e de direito em 1883. Em 1848 foi elevada à cabeça de Comarca desmembrada de Sobral e, por fim, em 1885 à condição de cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova realidade só foi possível porque a região passou por um crescimento econômico em função, principalmente, da produção algodoeira, o que explica a sua nova situação jurídico-política e religiosa. O algodão passou a figurar como o principal produto da economia local já em fins daquele século e mais ainda no início do seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários documentos dão conta de que a cidade de Ipu era grande produtora de algodão no Início do século XX, se destacando na região Norte do Estado como uma das maiores exportadoras daquele produto. Era o Cel. José Lourenço de Araújo o maior algodoeiro local, dono de duas fabricas de descaroçar o algodão (uma em Ipu e outra em Ipueiras, onde tinha filial) e pelo menos de outras duas de beneficiamento desse produto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada da ferrovia à cidade em 1894 contribuiu para acelerar as mudanças e para o incremento da produção algodoeira no município, uma vez que permitia o seu escoamento até o porto de Camocim e daí para os centros consumidores. Da mesma forma, contribuiu para o surgimento de estabelecimentos comerciais em atacado nas primeiras décadas do século XX, como os vários armazéns ou firmas, na terminologia da época, que compravam em atacado o algodão dos produtores locais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoQFwLZN1I/AAAAAAAAAR4/HcyrjwP3L4c/s1600/Palacete+Iracema.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoQFwLZN1I/AAAAAAAAAR4/HcyrjwP3L4c/s320/Palacete+Iracema.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533252783196157778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PALACETE IRACEMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fruto do crescimento comercial da cidade foi criado em 1922 a Associação Commercial de Ipu (1922), órgão representativo dos interesses dos comerciantes associados e porta-voz da classe dos mercadores e produtores agrícolas junto aos poderes públicos. Essa congregação reuniu grandes comerciantes e produtores de algodão do município, grupo de homens abastados, como o Cel. José Lourenço de Araújo, Joaquim de Oliveira Lima, da firma Lima &amp; Cia, Dr. Ubaldino Maciel Souto Maior, Juiz de direito da Comarca na ocasião, Abdoral Timbó, da firma Barbosa Aragão &amp; Cia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda como consequência do crescimento econômico da cidade, surgiu nessa época instituições bancárias essenciais ao crédito e fomentadoras do desenvolvimento econômico. Em 1921 é fundada a Casa Bancária S/A . Mais tarde é a vez do Banco Rural de Ipu, em 15 de janeiro de 1929, bastante significativo e necessário ao crédito agrícola e comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a pesquisa do historiador Vitorino aponta ainda como mudanças significativas ocorridas no início do século passado, com o advento da ferrovia, o crescimento demográfico da cidade (que passou de 11.216 habitantes em 1890 para 20.000 em 1915), o surgimento de novos bairros e o incremento das feiras. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OS CASARÕES E AS EDIFICAÇÕES CENTENÁRIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento econômico e maior circulação de capitais, foram erguidos inúmeros casarões de famílias abastadas nas regiões nobres da cidade, símbolos de poder, riqueza e prestígio. O mesmo se deu no quadro da Igrejinha e na área mais central da cidade, entre a Estação Ferroviária, o Mercado Público e a Nova Igreja.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoMkFmia_I/AAAAAAAAARw/33fmIVRgPPQ/s1600/Constru%C3%A7%C3%A3o+da+Igreja+Matriz+(2).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 204px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoMkFmia_I/AAAAAAAAARw/33fmIVRgPPQ/s320/Constru%C3%A7%C3%A3o+da+Igreja+Matriz+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533248906296716274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IGREJA MATRIZ. CONSTRUÇÃO&lt;/span&gt;A Igreja Matriz foi construída nas primeiras décadas do século XX e foi inaugurada em 1940. O Mercado Público e a antiga prefeitura foram edificados ainda no final do século XIX, assim como a Estação Ferroviária (1894). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMn1JWcNYTI/AAAAAAAAARo/6y_-TdV6Jwk/s1600/Coreto+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMn1JWcNYTI/AAAAAAAAARo/6y_-TdV6Jwk/s320/Coreto+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533223158192890162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ANTIGO CORETO.&lt;/span&gt; Foi construído, para abrigar as associações fundadas pelo “escol social”, a “elite” ipuense desejosa de distinção e querendo viver os ares civilizatórios que sopravam da velha Europa, o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Palacete Iracema &lt;/span&gt;(inaugurado em 1927) para reunir o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Grêmio Recreativo Ipuens&lt;/span&gt;e, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Gabinete de Leitura Ipuense&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Associação Comercial de Ipu&lt;/span&gt;. Na área mais central foi defendida a construção de uma “Avenida”, necessária a uma “cidade progressista”, construída e inaugurada em 1926 com o nome de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jardim de Iracema&lt;/span&gt; e erigido em seu centro um Coreto para as retretas dominicais. Toda a região mais central da cidade foi arborizada, pavimentada e teve suas ruas alargadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CONJUNTO ARQUITETÔNICO AMEAÇADO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoQ1r7xUII/AAAAAAAAASA/hWQ2DstSRGA/s1600/Prefeitura+e+Matriz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoQ1r7xUII/AAAAAAAAASA/hWQ2DstSRGA/s320/Prefeitura+e+Matriz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533253606690607234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CASA DE CÂMARA ANTIGA PREFEITURA, COM A IGREJA MATRIZ AO FUNDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todo esse conjunto arquitetônico que marca parte da memória da cidade, embora dominante, está ameaçado. O Jardim de Iracema e o Coreto já foram destruídos, inúmeros casarões centenários já foram ao chão. A Igrejinha e a Estação relutam em cair, destruídos pela ação do tempo, pelo descaso e a apatia do poder público, omisso e indiferente à nossa história e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, o grande inimigo de nossas centenárias edificações não são apenas o descompromisso e a ignorância de nossos gestores. Como ainda não possuímos, de fato, nenhuma edificação tombada como patrimônio histórico e cultural e muito menos restaurada, a especulação imobiliária tem se encarregado de destruir nossa memória. Quase não há mais casarões centenários na região mais central da cidade. O alto preço do terreno urbano, sua valorização e o assédio da iniciativa privada têm levado famílias a venderem suas casas centenárias. O barulho e o trânsito desordenado na área central têm contribuído, também, para expulsar as poucas famílias que ainda resistem em manter seus edifícios e viver ali.  O centro tende a se tornar apenas uma área comercial, viva durante o dia e morta durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OPORTUNIDADES PERDIDAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Ipu sempre teve um potencial turístico enorme, por sua posição central entre a serra da Ibiapaba e o sertão, por sua história lendária, por sua natureza e suas trilhas ecológicas inexploradas de forma sustentável. O quadro da igrejinha bem que já poderia ter sido tombado como patrimônio e tido seu espaço restaurado, dando ao Ipu o epíteto de cidade histórica, mais um atrativo para os turistas e opções culturais para seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o poder público é caolho, quase cego, quando falamos em investimento em cultura e turismo? A maioria dos gestores que administraram nossa terra responde que não há recursos suficientes para se investir nestas áreas. Mas, o que explica o fato de a cidade de Viçosa do Ceará ter investido pesadamente na cultura, na defesa de seu patrimônio histórico e no turismo e esteja colhendo hoje os frutos de uma acertada política pública, se lá, também, não existem ou existiam tantos recursos como aqui? Recursos existem, mas é preciso que haja políticas públicas consistentes para buscá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta, sem dúvida, uma política de preservação e valorização de nossa cultura, vontade política e competência dos órgãos públicos quando se trata de investir e valorizar nossas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que esperar quando as secretarias são negociadas em épocas de eleições e algumas delas se tornam meros cabides de empregos em que os secretários, como por exemplo, da cultura, pisam lá uma vez por mês, mas no dia de receber, jamais se esquecem? E por que nossos gestores quase nunca se preocupam em trazer para suas equipes pessoas competentes em suas áreas de atuação, compromissadas e preocupadas com o crescimento de sua terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, cidadãos é que pagamos a conta no final, a cidade fica estagnada e o próprio gestor será vítima de seus erros. Os outros cometerão os mesmo erros. A cidade dá um passo à frente, e, mais adiante, dois passos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PARA SABER MAIS: O QUE É PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoT3WcKPqI/AAAAAAAAASQ/ul2Us5qDeLA/s1600/Igrejinha+II.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoT3WcKPqI/AAAAAAAAASQ/ul2Us5qDeLA/s320/Igrejinha+II.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533256933815500450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOSSA IGREJINHA.&lt;/span&gt; A expressão patrimônio histórico, para o senso comum, está associada a prédios, monumentos e outras edificações de notável valor histórico-arquitetônico que, pelo seu caráter de excepcionalidade, devem ser preservados. Essa idéia norteou a prática preservacionista no Brasil e em diversos estados e cidades. Priorizava-se a chamada “pedra e cal” em detrimento de outros bens culturais significativos, mas, que, por não serem representativos de uma determinada época ou ligados a algum fato histórico notável, deixaram de ser preservados e foram relegados ao esquecimento. O mais sério é que essa política de patrimônio histórico deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grande e os sobrados coloniais. Esqueceram-se as senzalas, os quilombos, as vilas operárias e os cortiços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de patrimônio histórico, hoje, não está mais restrita à “pedra e cal”. O patrimônio cultural de uma cidade é formado por um tripé indissociável em que se contemplam várias dimensões: a dimensão natural, a dimensão histórico-artística e a dimensão monumental. Neste sentido, o meio ambiente, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico, as obras, objetos, documentos, edificações, as criações científicas, artísticas, tecnológicas, as formas de expressão e até os modos de criar, fazer e viver são bens culturais de uma sociedade e por isso devem ser preservados. Hoje se deve preservar não só pelo fato de um bem ter valor estético, arquitetônico e/ou histórico. Deve-se preservar um bem cultural se ele tem uma significação para a comunidade em que está inserido e se essa preservação possibilita a melhoria da qualidade de vida de seus moradores e contribui para a construção de sua identidade cultural e exercício da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a cidade de Ipu ainda conta com um conjunto arquitetônico significativo que, embora expressão de uma cultura dominante, pertence a todas as classes sociais e, portanto, merece ser preservado. No inicio do século XX, as classes populares resistiram à imposição de outro mundo e usaram os mesmos espaços da classe dominante, como a Igreja, à Estação e as salas e alcovas dos casarões, limpando o chão, lavando roupas etc. O Grêmio Recreativo, O Jardim de Iracema, o Gabinete de Leitura e os espaços centrais da cidade construídos como forma de impor a definição de outra cidade ideal à cidade real, objeto de desejos de um grupo dominante, e objeto de imposição para seus habitantes, revelam espaços de resistência e negociação empreendidas pelos populares. É o que aponta a pesquisa do citado historiador Antonio Vitorino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardar essa memória para a posteridade é fundamental para a constituição de nossa identidade, cultura e valorização de nossa cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-3747227418894810833?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/3747227418894810833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/patrimonio-historico-dilapidado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3747227418894810833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/3747227418894810833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/patrimonio-historico-dilapidado.html' title='PATRIMÔNIO HISTÓRICO DILAPIDADO'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TMoRvuq9hCI/AAAAAAAAASI/oJZmGbSHzwk/s72-c/jn09_006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-4979783876481906785</id><published>2010-10-19T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T05:41:41.549-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><title type='text'>A NOVA HISTÓRIA DO IPU: Encarte do Jornal Ipu Grande II</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PARTE DO ENCARTE MENSAL PUBLICADO PELO GRUPO OUTRA HISTÓRIA E PELO JORNAL IPU GRANDE, nº 1. Unidade 1. Capítulo 2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CAPÍTULO 2 - A OCUPAÇÃO DO IPU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2Mc9P2XNI/AAAAAAAAARI/eLcbcJyFEJo/s1600/Ocupa%C3%A7%C3%A3o+do+Ipu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2Mc9P2XNI/AAAAAAAAARI/eLcbcJyFEJo/s400/Ocupa%C3%A7%C3%A3o+do+Ipu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529730346586102994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Desenho de Raimundo Arcanjo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Depois de consolidada a ocupação da Ibiapaba, principalmente acima do rio Inhuçu, divisão natural entre a serra acima e a serra abaixo, é que lentamente se deu a ocupação de toda a região que viria a ser os atuais municípios de Ipu, Guaraciaba do Norte, Ipueiras, Tamboril, dentre outros.&lt;br /&gt;Nestas regiões a ação dos padres e a concessão de sesmarias pela coroa portuguesa, foram essenciais para a ocupação de toda aquela vasta região.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. As Sesmarias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Visando à ocupação das imensas terras do Ceará a coroa portuguesa incentivou a doação de terras a todos aqueles merecedores dessa mercê e que dispunham de bens e que fossem capazes de ocupá-las e explorá-las economicamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XVIII (1728), a diocese de Pernambuco, a qual o Ceará esteve subordinado até 1799, criou o Curato da Ribeira do Acaraú cujo objetivo era catequizar os índios da região. O Curato compreendia três missões: a dos tremendés do Aracatimirim, sediada na Capela de Nossa Senhora da Conceição da Almofala, entregue ao Pe. José Borges Novais, a dos Reriús, sediada na Capela de Nossa Senhora da Conceição da Meruoca, entregue ao Pe. José Teixeira de Morais e a dos Aconguaçús, sediada na Capela de Santo Antonio de Ibuaçú, entregue ao Pe. Antonio de Sousa Leal.&lt;br /&gt;Abaixo do rio Inhuçú, ficava a região conhecida na época como Serra dos Cocos e era de jurisdição do Curato do Acaraú. Nessa região, de acordo com Padre Sadoc, não houve aldeamentos e os indígenas rareavam. Os índios tabajaras, que habitavam a Serra da Ibiapaba, estavam aldeados ao norte do planalto, do rio inhuçú para cima. Desse para baixo, não houve aldeamento e os índios rareavam. (ARAÚJO, Pe. Francisco Sadoc. História Religiosa de Guaraciaba do Norte. Fortaleza-CE. Imprensa Oficial do Ceará, 1988, p. 23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marco fundamental da colonização da Serra dos Cocos e de todo o Alto e Médio Acaraú, se deu a partir da concessão de uma das maiores sesmarias do período colonial. Tal concessão data de 17/07/1722, tinha uma extensão de 24 léguas e fora entregue a oito pessoas, dentre elas, o capitão Luiz Vieira de Sousa, casado com Joana Paula Vieira Mimosa, que teriam vindo tomar posse de suas três léguas logo depois, fundando a Fazenda Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas o capitão-mor José de Araújo Chaves e o capitão Luís Vieira de Sousa, fixaram residências em suas terras. Aquele em Ipueiras e este em Ipu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A formação da Freguesia de São Gonçalo da Serra dos Cocos&lt;br /&gt;Da vasta sesmaria concedida em 1722 formaria, 35 anos depois, a Freguesia de São Gonçalo do Amarante ou da Serra dos Cocos. Esta freguesia está na raiz da história das inúmeras cidades atuais, cujas terras estavam sob sua jurisdição eclesiástica. &lt;br /&gt;Com a divisão do Curato do Acaraú, em quatro freguesias em 1757, pelo bispo de Pernambuco, é criada a freguesa da Serra dos Cocos, ficando a região do Campo Grande subordinada à nova freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no século XVII é que se têm notícias seguras da ocupação da região que veio a ser a cidade de Ipu. Durante todo o século XVIII, o povoado ali erigido não apresentava, em relação à região na qual estava inserida, qualquer importância religiosa, política e econômica. Somente começou a ganhar importância no início do século XIX, em função do seu crescimento econômico, principalmente, pela produção algodoeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mudança se refletiu quando da elevação do povoado a Vila em 1840. Isso por si só, atesta ao relativo crescimento e importância do povoado. No entanto, durante todo o século XVIII o povoado não exerceu qualquer influência na região da Serra dos Cocos. O centro econômico era o Campo Grande e o centro religioso era a freguesia de São Gonçalo. Com a elevação do Campo Grande à vila com o nome de Vila Nova d'Del-Rey e a instalação da Câmara Municipal naquela localidade, ficou o povoado ipuense dependo politicamente daquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2Qh2TCaPI/AAAAAAAAARg/YqpGDbzCvI8/s1600/Sesmaria.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2Qh2TCaPI/AAAAAAAAARg/YqpGDbzCvI8/s200/Sesmaria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529734828666284274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Carta de Sesmaria - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SESMARIAS &lt;/span&gt;- As sesmarias eram lotes de terras que poderiam ser doados pelos donatários, dentro dos limites de suas capitanias, a qualquer pessoa interessada em explorá-los. No Brasil, foram instituídas com o sistema de capitanias hereditárias, em 1534. A concessão desses lotes tinha por base a Lei das Sesmarias, de 1375. Tratava-se de uma prática antiga em Portugal, empregada pela monarquia lusitana com o objetivo de promover a ocupação de terras pouco habitadas e aumentar a oferta de alimentos. No Brasil, visava promover a ocupação, conquista e exploração econômica de regiões “devolutas”. As sesmarias deram origem aos latifúndios que até hoje caracterizam o regime de propriedade no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2QKbNbEKI/AAAAAAAAARY/ZEef6J7Y2Qc/s1600/sao_luismap.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 184px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2QKbNbEKI/AAAAAAAAARY/ZEef6J7Y2Qc/s200/sao_luismap.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529734426257985698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;São Luis em mapa de 1629 - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FRANCESES NO MARANHÃO&lt;/span&gt; - Os franceses desde o século XVI vinham comerciando com os nativos no Maranhão. O capitão francês de nome Jacques Rifault, de acordo com P. Théberge, desde há muito tempo vinha visitando o Maranhão e o Ceará, fazendo comércio com os nativos dessas regiões. Em maio de 1594 voltou aquele capitão com três navios bem equipados aportando no Maranhão, sendo, na ocasião, bem recebido. Mais tarde, de volta de nova viagem, trouxe mais franceses com o objetivo de fazer comércio na região. Veio com um chefe de nome Victor Des Vaux, fundador, segundo Théberge, de uma colônia na Região: a França Equinocial. (THÉBERGE, Pedro. Esboço Histórico Sobre a Província do Ceará. IN: Revista do Instituto do Ceará. T. LXXXIV, ano LXXXIV, 1970, pp. 104-118).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FRANÇA EQUINOCIA&lt;/span&gt;L - Os franceses se estabeleceram no Maranhão fundando em 1612 a França Equinocial. Tinham o apoio dos nobres e burgueses, além do financiamento da casa real francesa. Em 1612, portanto, uma expedição francesa fundou no litoral do Maranhão o Forte de São Luís, cujo nome era uma homenagem ao rei Luís XIII (nome dado a cidade em homenagem, na verdade, a São Luis IX, ancestral de Luiz XIII, rei da França). Os portugueses reagiram: em 1613 atacaram o forte, porém, diante da resistência francesa e da falta de recursos, foram obrigados a assinar uma trégua. Em 1615, no entanto, uma nova expedição luso-espanhola atacou o estabelecimento francês no Maranhão e expulsou os “invasores”. Em 1616, os portugueses fundaram o forte do presépio, na atual cidade de Belém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-4979783876481906785?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/4979783876481906785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/nova-historia-do-ipu-encarte-do-jornal_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4979783876481906785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4979783876481906785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/nova-historia-do-ipu-encarte-do-jornal_19.html' title='A NOVA HISTÓRIA DO IPU: Encarte do Jornal Ipu Grande II'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TL2Mc9P2XNI/AAAAAAAAARI/eLcbcJyFEJo/s72-c/Ocupa%C3%A7%C3%A3o+do+Ipu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5562892197419608389</id><published>2010-10-16T19:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T19:39:20.571-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova História do Ipu'/><title type='text'>A NOVA HISTÓRIA DO IPU: Encarte do Jornal Ipu Grande</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PARTE DO ENCARTE MENSAL PUBLICADO PELO GRUPO OUTRA HISTÓRIA E PELO JORNAL IPU GRANDE, nº 1. Unidade 1. Capítulo 1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TLpfHanzr2I/AAAAAAAAAQw/37KG3bYFNAs/s1600/Locomotiva.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TLpfHanzr2I/AAAAAAAAAQw/37KG3bYFNAs/s320/Locomotiva.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528836073560715106" /&gt;&lt;/a&gt;A partir desta edição o historiador ipuense, Antonio Vitorino, publica uma série de escritos dedicados à história do Ipu, frutos de suas pesquisas históricas. O autor, que conclui um livro didático sobre a História da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Terra de Iracema&lt;/span&gt;, traz uma nova visão da "história da local" e compartilha com a sua população. Denominada de uma Nova História, Antonio Vitorino ressalta que sua visão da história local não pretende trazer a verdade absoluta sobre o nosso processo histórico, pois, para ele, isso é impossível, mas apresentar uma nova versão do nosso passado, construída com o rigor teórico e metodológico próprios da ciência histórica. Toda a renda arrecada com a venda dos encartes será doada ao Grupo Outra História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esperamos que os ipuenses, novos historiadores e amantes das coisas do Ipu, apreciem esse rico material, fruto de muitos esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;APRESENTAÇÂO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes reclamações dos professores de história da rede municipal de Ipu diz respeito ao fato de se ensinar, em nossas escolas, as chamadas “História Geral” e História do Brasil e não a História do Ipu. Constatam que só se fala de nossa história, nas escolas, nas semanas que antecedem às comemorações do 26 de agosto, nos festejos do aniversário de emancipação política da cidade. E mesmo assim, de forma muito superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma das grandes dificuldades encontradas pelos professores de história, quando se preocupam em trazer para a sala de aula a história local, diz respeito à falta de material didático. São poucos os livros publicados que falam de nossa história. Mesmo a maioria destes difunde uma concepção de história baseada na memorização de datas e “pessoas importantes” que pouco contribui para valorizar e difundir o conhecimento sobre o nosso passado. Ainda, muitos professores de história, preocupados em inserir no conteúdo tradicional de história, a história local, partem, no entanto, de uma perspectiva enciclopedista, de acúmulo de informações.&lt;br /&gt;Quando pensamos em escrever um material didático sobre a História do Ipu partimos de objetivos muito claros. Primeiro, oferecer aos professores e a população um primeiro trabalho que trataria, didaticamente, da História local. Segundo, que com ele tornava-se imperativo incluir na grade curricular de nossas escolas a História do Ipu, mediante a criação de uma disciplina com o mesmo nome. Terceiro, a partir daí se criar uma cultura de valorização de nosso passado, de respeito ao nosso patrimônio histórico e cultural e de criar vínculos afetivos e de pertencimento da população com a sua terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, as dificuldades eram e foram tantas que este «livro» saiu incompleto. Por que? Ora, só se escreve um livro didático de história quando se tem um conjunto significativo de pesquisas que tratam dessa história. É ele um resumo crítico e historiográfico de uma grande massa de conteúdo interpretativo. O desenvolvimento de pesquisas significativas e sérias levadas a cabo sobre o nosso passado é algo muito recente. Os autores deste livro (Grupo Outra História) tiveram grande papel nesta empreitada, ao desenvolverem estudos e monografias de pós-graduação, tendo como objeto de análise aspectos da história de nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Embora organizado numa linha cronológico, tradicional, portanto, o conteúdo do livro busca fugir do enciclopedismo e apresentar um discurso crítico e interpretativo de nossa história. Muito do que está escrito aqui é resultado de pesquisas inéditas e objeto de construção baseado em um método de trabalho. Desta forma, o conteúdo deste livro não deve ser encarado como algo dado, como uma verdade absoluta, mas como resultado de uma interpretação histórica, baseada em extensas pesquisas empíricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conhecer e considerar a nossa história são extremamente importantes. Porém, mais importante é o uso que se faz dessa história. O conteúdo não deve ser encarado e ensinado por si mesmo. Ele é a apenas um instrumento para permitir ao aluno se ver como agente histórico, ter uma visão crítica de sua história e propor sua própria interpretação dos fatos e eventos. Por isso, é importante que os professores busquem iniciar nos alunos os passos e caminhos da pesquisa histórica. Para isso, deve-se fazer uso, no trabalho docente, de fontes históricas sobre a história local, construindo em sala de aula, em pesquisas de campo e em arquivos, os passos do método histórico. Não se trata, no entanto, de ensinar aos alunos o ofício do historiador, mas fazê-los entender que o conhecimento é produzido pelo pesquisador, sendo, portanto, interpretativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deve-se mostrar como os diversos agentes e atores históricos construíram suas próprias histórias e como e por que tais versões foram as vencedoras e constaram nas falas dos indivíduos e grupos, nas comemorações cívicas, nos programas escolares e nos livros, por exemplo. Igualmente, deve-se atentar para o fato de se buscar entender e discutir por que algumas vozes foram silenciadas, bem como quê fatos e personagens foram negligenciados ou excluídos de nossa história. Ao longo do livro, buscamos fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dentro de uma proposta renovadora, que busca fazer da história um discurso que fala das “grandes massas”, dos “atores anônimos da história”, da “cultura subalternas” sem, no entanto, esquecer “dos de cima”, “da cultura dos de cima” e das circularidades culturais, esperamos contribuir com a valorização de nosso passado e com o trabalho docente dos profissionais da história das redes de ensino municipal e estadual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Parabéns professores de história. Bom Trabalho e mãos a obra!&lt;br /&gt;Setembro  de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Unidade 1: A Formação do Povoado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A ocupação das terras onde hoje se ergue a cidade de Ipu ocorreu ainda no início do século XVIII. Ocupação empreendida pelo homem “branco” europeu, pois os nativos da terra, os indígenas, já ocupavam estas paragens, sobretudo, a tribo dos Tabajaras, que deu asas a imaginação de José de Alencar, ao romance Iracema e a construção do maior mito cearense. Embora os indícios apontem para o fato de que a ocupação das terras ipuenses tenha sido levada a cabo já nas primeiras décadas do século XVIII, nada indica, no entanto, que ela foi exitosa, pelo contrário. Não obstante, à medida que se avança no tempo, os indícios e vestígios históricos sobre a história ipuense se avolumam e nos permitem traçar um quadro mais preciso de sua evolução.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Capítulo 1: A Ocupação do Ceará&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. A Ocupação do Território Cearense&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A ocupação e conquista da capitania do Ceará pelos europeus, só se deu de forma tardia quando comparada ao processo de ocupação do litoral açucareiro. Neste, a conquista teve início já no século XVI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fator preponderante na conquista e ocupação do “Siará Grande” no século XVII e sua posterior consolidação foram os aldeamentos, essenciais para a consolidação portuguesa e redefinição do espaço cearense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de penetração no território da capitania do Ceará, no início do século XVII teve uma função eminentemente estratégica. Sua ocupação servira como ponto de apoio para as tropas que vinham de Pernambuco em direção ao Maranhão, cujo objetivo era combater os franceses que ali estavam entre 1594 e1614. É o que se pode comprovar a partir da Relação do Maranhão, documento escrito em 1607 pelo padre missionário Luis Figueira: (...) p. ordem de Fernão cardim pr.al nos partimos para a missão do Maranhão o pe. Fr.co Pinto e eu cõ obra de sessenta Indios, cõ intenção de pregar o evangelho aaquela desesperada gentilidade e fazermos co q' se lançassem da parte dos portugueses, deitando de si os frãcezes corsairos q' lá residem (...). (SOBRINHO, Thomaz Pompeu. Três Documentos do Ceará Colonial. Fortaleza: Imprensa Oficial, 1967, p. 76).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o século XVI existiam indícios de que os franceses comerciavam com os indígenas no rio Camocim. Isso fazia da Serra da Ibiapaba um ponto estratégico para o ataque aos franceses. A expedição de Pero Coelho de Sousa (primeira tentativa de conquista da capitania do Ceará pela coroa portuguesa), tinha como objetivo ocupar e estabelecer o domínio luso sobre a região. Chegando lá travou luta com os “invasores” encontrando grande resistência dos franceses e de suas tribos indígenas aliadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do fracasso de Pero Coelho, o Estado português, percebendo a grande importância estratégica da região da Ibiapaba e a ferrenha oposição dos nativos à violência dos conquistadores, utilizou-se do prestígio da Companhia de Jesus para ocupar a região, mudando, assim, sua tática de dominação, para “amansar” os nativos e abrir caminho à conquista e ocupação da região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa segunda tentativa chegou ao fim em 1608 quando da morte do padre Francisco Pinto e da fuga de Luis Figueira.Com as “invasões holandesas” e seu domínio das principais regiões produtoras de açúcar, não houve, até 1654, ano da “expulsão” dos holandeses, qualquer tentativa de aldeamento dos indígenas na Serra da Ibiapaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da Restauração portuguesa em 1640 e da expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro, os portugueses se voltaram para a conquista do território cearense, onde a serra da Ibiapaba se apresentava como o “centro das preocupações”.&lt;br /&gt;Em 1656, dá-se a segunda tentativa de aldeamentos na Ibiapaba com os jesuítas Antônio Ribeiro e Pedro Pedrosa, retirando-se da região em 1662.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessas tentativas, somente em fins do século XVII é que há uma maior intensificação dos aldeamentos dos indígenas. O século XVII marcaria a consolidação da conquista e ocupação da região pelo “homem civilizado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aldeamentos ou missões, portanto, foram essenciais para a conquista da região da ibiapaba. Elas tiveram início a partir das intensas lutas entre os primeiros conquistadores e os nativos da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TLphkshKQbI/AAAAAAAAARA/WOlTYCCyu1c/s1600/mapa-ceara.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TLphkshKQbI/AAAAAAAAARA/WOlTYCCyu1c/s320/mapa-ceara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528838775604134322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mapa Antigo do Ceará&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MURAL:A Tentativa de conquista do Ceará e a expedição de Pero Coelho&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Durante todo o século XVI, ficou a capitania do Ceará esquecida pela coroa portuguesa. Prova desse abandono atesta o desinteresse de seu donatário, Antonio Cardoso de Barros, que nunca pôs os pés em sua capitania, criada em 1534. Somente no século XVII é que o governo se interessa pela conquista das terras ao norte do Brasil e, em especial, das terras do Ceará atual.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desta forma, o açoriano, Pero Coelho de Sousa partiu para o Ceará, em 1603, com o objetivo de conquistar suas terras. Obteve a patente de capitão-mor e o direito de organizar uma expedição, cuja finalidade era de explorar a região do Rio Jaguaribe, combater os “invasores franceses”, além de explorar riquezas e “oferecer a paz aos índios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu da atual Paraíba com 65 soldados, entre os quais Martim Soares Moreno - tido pela historiografia tradicional como o fundador do Ceará -, e 200 nativos. Atingiu a Serra da Ibiapaba. Travou combate com algumas tribos locais, sobretudo os Tabajaras e com franceses, aliados dos índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero Coelho partiu então para o Maranhão, com o objetivo de expulsar os Franceses que haviam fundado ali a França Equinocial, mas seus soldados exaustos e famintos recusaram-se a prosseguir. A expedição retornou, portanto, ao litoral. Pero Coelho fundou, às margens do rio Ceará, o Forte de São Tiago e o povoado de Nova Lisboa. Em luta com os índios dali, retirou-se para o rio Jaguaribe, construindo em suas margens, o forte de São Lourenço. A seca de 1605 e 1607 e a resistência nativa empurraram o capitão-mor para o Rio Grande do Norte. Dali rumou para a Paraíba e depois para a Europa, onde faleceu.&lt;br /&gt;Fracassara, portanto, a primeira tentativa oficial de conquista do “Siará Grande”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5562892197419608389?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5562892197419608389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/nova-historia-do-ipu-encarte-do-jornal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5562892197419608389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5562892197419608389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/nova-historia-do-ipu-encarte-do-jornal.html' title='A NOVA HISTÓRIA DO IPU: Encarte do Jornal Ipu Grande'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TLpfHanzr2I/AAAAAAAAAQw/37KG3bYFNAs/s72-c/Locomotiva.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-1809870442601538795</id><published>2010-10-08T06:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T12:26:09.117-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Desabafo!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Artigo escrito por Raimundo ARCANJO e publicado no JORNAL IPU GRANDE. Edição de julho de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK8XNduMilI/AAAAAAAAAQo/3mbzHV9i5bw/s1600/arcanjo-lamento.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 285px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK8XNduMilI/AAAAAAAAAQo/3mbzHV9i5bw/s320/arcanjo-lamento.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525660787891014226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este é nosso maior desafio: como organizar e dar vida longa a um jornal no Ipu sem que ele seja financiado pelos nossos “zelosos homens públicos”, sedentos sempre por manipular-nos, intimidar-nos, corromper-nos ou subornar-nos etc? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Somos o único veículo de comunicação da cidade que pode gabar-se da prerrogativa de mandar “às favas” os mandões de plantão sempre predispostos ao monopólio e a manipulação doentia de uma mídia local parasitária e caninamente ligada aos líderes dos grupos políticos de nossa cidade. Não devemos nada ao empresário José Carlos e sua esposa, e muito menos ainda à prefeita Corrinha e seu marido! Quanto à Câmara de Vereadores (salvo raríssimas exceções), tenho nojo de assistir as audiências. Parecem-me uma malta de malandros predispostos à subserviência e vocacionados umbilicalmente para a corrupção e para a lealdade doentia a líderes políticos sabidamente condenados pelos tribunais como corruptos e como desonestos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que pensar de uma liderança que se sustenta sobre a sabotagem da administração dos adversários e que sabidamente manipula a Câmara para ver suas contas já condenadas pelos tribunais serem aprovadas? Ao sabotar o rival está ele sabotando também o Ipu, barrando nosso progresso e nosso desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Muitos dirão que este “- é um jornal feito por uma malta de professorezinhos medíocres e sonhadores, “desmamados” do poder; vindos das mais baixas “linhagens familiares” do Ipu; uma corja de caboclos broncos e mestiços “sem berço” e que, por isso mesmo, anda por aí revoltada por não ter acesso às tetas da prefeitura!”. Outros nos chamarão de excêntricos e de revoltados (como se a situação escandalosa de nossa política não fosse merecedora de revolta). Muitos temerão anunciar em nossas páginas, pois “somos um bando de doidos que se atreve a dizer a verdade”! Haverá os que, querendo posar de “santos” e de “inocentes”(como se não tivessem nada a ver com isso!), atirar-nos-ão “a primeira pedra” e haverá aqueles que temendo a nossa liberdade e a nossa independência, procurarão erros de digitação e de impressão nas páginas espremidas de nosso periódico para taxar-nos de inconseqüentes, incapazes ou descompromissados! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E eu lhes direi que eles estão certos! Não temos mesmo nenhum compromisso com o poder! Somos incapazes de mancomunarmo-nos com os políticos e as autoridades para engolir calado a “fatia suja” do bolo da corrupção! Não queremos o patrocínio (leia-se suborno) de nenhuma de nossas lideranças! Somos incapazes de aceitar a ajuda (suborno) que nos quiserem dar! Que o nosso jornal morra de inanição antes que qualquer centavo rapinado dos cofres públicos venha fazer parte de nosso fundo de financiamento! Preferimos a indiferença e a falência que as sujas “trinta moedas de prata” com que se compra o silêncio e a passividade dos justos nesta terra de muitos Judas acostumados ao suborno!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas haverá os que se sentirão representados, aqueles que lerão as páginas amareladas e magras do Ipu Grande hoje, amanhã e sempre e se sentirão motivados a continuar acreditando em nossa gente e em nosso futuro. Mesmo que tombemos inertes ante a investida dos brutos, a indiferença dos cegos e o silêncio dos mudos, terá valido a pena a nossa luta! Sempre haverá outros homens e mulheres como nós, nascidos em meio aos campos desertos da ignorância e da cegueira covarde e cúmplice e se erguerão de dentro da inércia para lutarem nossa batalha eterna;  dispostos como nós a lutarem pelas causas nobres desta vida, porque acreditam que “a alma não é pequena”; sonhando com um destino melhor para nossa cidade pela política e pela cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É para eles que escrevo estas linhas imperiosas. Escrevo para aqueles que acreditam que chegará o dia em que os homens e mulheres de bem tomarão o poder político no Ipu! Ocuparão a prefeitura! Presidirão as sessões da Câmara! Farão valer as leis e a justiça! Escrevo para as crianças que ainda não sabem o que é a política, a cultura e o poder! Escrevo para os filhos de nossos filhos que ainda não nasceram! Escrevo porque nada mais me resta a fazer nesta vida breve se não escrever e escrever e acreditar que a luta vale a pena! Escrevo para poder me olhar no espelho a noite quando for dormir! Escrevo para manter uma tocha de “esperança” acesa! Escrevo para poder legar ao futuro a infâmia e a revolta dos dias de hoje!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo&lt;br /&gt;Arcanjoberne@bol.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-1809870442601538795?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/1809870442601538795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/desabafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1809870442601538795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1809870442601538795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/desabafo.html' title='Desabafo!!!'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK8XNduMilI/AAAAAAAAAQo/3mbzHV9i5bw/s72-c/arcanjo-lamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7600391685270114968</id><published>2010-10-07T05:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T05:49:58.114-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>VALORIZAR O PROFESSOR?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EDITORIAL. Jornal IPU GRANDE. Edição de outubro, 2010&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK2-w8F6CjI/AAAAAAAAAQg/w8iijoJRFsc/s1600/professor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK2-w8F6CjI/AAAAAAAAAQg/w8iijoJRFsc/s320/professor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525282065827367474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Foram empossados, em setembro, 3.088 professores que passaram no último concurso público realizado pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará. Este número ainda não é suficiente para preencher a carência de profissionais na rede estadual de ensino. Cerca de 30% das vagas ainda serão ocupadas por professores em regime de contrato.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os novos concursados começam a trabalhar no dia 1º de outubro e se juntam a uma grande (extensa) equipe que luta para melhorar a qualidade do ensino secundário no Estado do Ceará.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Embora o número de professores venha aumentando no Ceará, há carência em todo o Estado. Mais do que isso, segundo dados do censo Escolar 2009, 36,1% dos professores que atuam no Ceará não possuem diploma de curso superior. Este dois índices apontam para o descrédito da profissão e para a falta de políticas consistentes de valorização dos profissionais da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais se quer menos, no Brasil, ser professor do ensino básico, pela falta de perspectivas na área e falta de valorização do profissional. Isso se traduz em baixos salários, altas jornadas de trabalho e cobranças que beiram, muitas vezes, a histeria. Há matérias de jornais que enfatizam que algumas profissões trazem maiores riscos para saúde, devido ao grau de estresse a qual os profissionais estão sujeitos, e entre as mais concorridas está a profissão de professor. Uma das manchetes dizia: “os professores estão doentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em épocas de eleições nossos candidatos ao governo do Estado, como sempre, apontam a educação como prioridade de seus governos, porém, a abordagem sobre o tema tem se resumido aos investimentos nas escolas profissionalizantes. Tem-se ignorado assuntos essenciais para o desenvolvimento da área em longo prazo. Uma vez construídas as cem escolas profissionalizantes no estado do Ceará, elas atenderão apenas de 15 a 20% do número de alunos cearenses, um percentual muito pequeno se comparado a toda a rede estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a questão não é essa, é ainda mais complexa. O debate sobre a universalização e da qualidade do ensino, bem como da formação humanística e democratizante, ficam em segundo plano. Valoriza-se, muito mais, a formação profissional para atender ao mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, se gasta muito, hoje, com instalações e equipamentos para as escolas e se esquece de valorizar o profissional da educação na mesma proporção. Basta apenas dizer que, passados mais de dois anos de aprovação do piso salarial do professor, ainda irrisório diante do trabalho hercúleo que o espera, ainda é uma utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se gastar com uma escolar mais bem equipada: muitas estão caindo aos pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso gastar ainda mais com a valorização do profissional. Este é, de fato, quem faz a diferença, para uma educação melhor ou pior.&lt;br /&gt;Os discursos são muito bonitos, e os nossos políticos sabem fazê-los. Às vezes tenho a sensação de ser comparado a um verdadeiro idiota, quando vejo um candidato se dirigir a mim, com a “sua lábia”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco adianta construir escolas de “outro mundo”, se aqueles que irão trabalhar lá, serão encarados como panos de chão!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7600391685270114968?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7600391685270114968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/valorizar-o-professor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7600391685270114968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7600391685270114968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/valorizar-o-professor.html' title='VALORIZAR O PROFESSOR?'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TK2-w8F6CjI/AAAAAAAAAQg/w8iijoJRFsc/s72-c/professor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2633605334679634709</id><published>2010-10-05T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T06:00:10.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Ceará: 36,1% dos professores não têm diploma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKsdzSdd8MI/AAAAAAAAAQY/yilyU--zd_c/s1600/sala5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKsdzSdd8MI/AAAAAAAAAQY/yilyU--zd_c/s320/sala5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524542134866014402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria publicada no Jornal IPU GRANDE. Edição de outubro, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais de um terço dos professores cearenses não possuem diploma de curso superior, ou 36,1%, aponta dados do Censo Escolar de 2009. O percentual aumentou em relação a 2007, quando foi de 32,8%. Em números absolutos temos 31.378 professores sem diploma, dos 87.067 que lecionam no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se verifica os dados da educação infantil, o percentual é ainda maior. Dos 18.519 professores, 57,4% não têm graduação no Estado. Na educação infantil o percentual de docentes sem diploma de curso superior é de 57,4%; no ensino Fundamental é de 31,9%; no Ensino Médio, 11,8%; na Educação Profissional, 10,1%; no EJA, 40,3% e na Educação Especial, 19,4%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a situação é ainda mais grave, segundo o presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares. Tendo por base dados preliminares enviados ao órgão pelas 9.458 escolas credenciadas no Estado, mais de 70% dos professores não possuem formação adequada para o conteúdo que ministram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é nossa realidade, 14 anos após a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1996), que previa a gradativa universalização da diplomação superior para os professores no Brasil. Os dados mostraram que no Brasil, ao contrário, aumentou o número de docentes sem diploma superior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2633605334679634709?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2633605334679634709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/ceara-361-dos-professores-nao-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2633605334679634709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2633605334679634709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/ceara-361-dos-professores-nao-tem.html' title='Ceará: 36,1% dos professores não têm diploma'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKsdzSdd8MI/AAAAAAAAAQY/yilyU--zd_c/s72-c/sala5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7945273504637829205</id><published>2010-10-04T06:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T06:28:56.146-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal Ipu Grande'/><title type='text'>Ceará é o 5º estado mais pobre, diz Ipea</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria publicada no Jornal Ipu Grande. Edição de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKnWDP_SnII/AAAAAAAAAQQ/lDLjhx7dDjc/s1600/DSC08634.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKnWDP_SnII/AAAAAAAAAQQ/lDLjhx7dDjc/s400/DSC08634.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524181769266568322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que o estado do Ceará, dentre as 27 unidades administrativas da federação, é o quinto com o maior número de pobres. Dos 8,5 milhões de habitantes o Estado do Ceará tem 4,19 milhões na linha de pobreza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados apresentados levaram Heitor Férrer a atacar o atual governo dizendo ser imoral o fato de num Estado que figura como o 5º mais pobre do Brasil, gastar milhões em obras como o aquário, planejado para a Praia de Iracema e disparou: “Ao longo da existência do Estado, cada governante que chega impõem a sua maneira de administrar, sem levar em conta esses dados&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A Pobreza no Brasil segundo o Ipea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o percentual da pobreza caiu de 35% para 24% nas seis maiores regiões metropolitanas entre 2003 e 2008. Isso representa uma redução de quase um terço no percentual de pobres (cerca de 4 milhões de pessoas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IBGE considera como pobres as pessoas em famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 207,50). Já os miseráveis (indigentes), que caiu, no mesmo período, de 13,7% para 6,6%, são formados por pessoas em famílias com renda de até R$ 103,75. A redução foi de quase 3 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;Segundo analistas, a diminuição nos números de pobres e indigentes no Brasil é resultado do crescimento econômico e das políticas sociais do governo federal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Mais ricos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O estudo também mostrou que os ricos também foram beneficiados, com renda mensal igual ou superior a 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil). Os ricos passaram dos 0,8% da população em 2003 para 1% em 2008. Cresceu, em números absolutos, de 362 mil para 476,5 mil. Verificou-se, ainda, um aumento da classe média, desde os extratos mais baixos até o mais alto. O percentual da classe média passou de 64% para 75% da população entre 2003 e 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, segundo o Ipea o crescimento da economia beneficiou menos os ricos e as pessoas de classe média alta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7945273504637829205?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7945273504637829205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/ceara-e-o-5-estado-mais-pobre-diz-ipea.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7945273504637829205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7945273504637829205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/ceara-e-o-5-estado-mais-pobre-diz-ipea.html' title='Ceará é o 5º estado mais pobre, diz Ipea'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKnWDP_SnII/AAAAAAAAAQQ/lDLjhx7dDjc/s72-c/DSC08634.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7006553393146599046</id><published>2010-10-01T17:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T05:23:38.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monumentos Históricos de Ipu'/><title type='text'>MONUMENTOS HISTÓRICOS DE IPU: ESTAÇÃO FERROVIÁRIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria publicada no Jornal Ipu Grande, edição de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKaBpbBTenI/AAAAAAAAAQA/OEsKzvQztjw/s1600/DSC08763.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKaBpbBTenI/AAAAAAAAAQA/OEsKzvQztjw/s400/DSC08763.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523244541644339826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reinauguração da Estação. 24 de agosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta edição o Jornal Ipu Grande (JIG) publica uma série de matérias dedicadas aos Monumentos Históricos de Ipu. Começamos pela Estação Ferroviária, reinaugurada no mês de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 24 de agosto último a Estação Ferroviária de Ipu foi Reinaugurada em solenidade marcada pelas comemorações dos 170 anos de emancipação política de Ipu (1840-2010). Estiveram presentes, no evento, o prefeito municipal, Henrique Sávio Pereira Pontes, o Secretário de Cultura do Estado do Ceará, Auto Filho, o Secretário de Cultura do Município, Fábio Costa e o atual presidente da Associação dos Filhos e Amigos do Ipu (Afai), Augusto Pereira Pontes. Todos discursaram e destacaram a importância daquele dia para o resgate de nosso passado histórico. De fato, a chegada do trem em Ipu, em 1894, marca um momento importante para a história da Terra de Iracema, como têm mostrado as pesquisas dos historiadores do Grupo Outra História. A Estação é o monumento que representa a materialidade de uma fase importante na história da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resgate da Estação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Estação Ferrovia havia sido vendida à iniciativa privada. Coube a Associação dos Filhos e Amigos de Ipu, que tinha como presidente, Francisco de Assis Martins e vice-presidente, Abílio Lourenço Martins, organizar movimentos de conscientização e defesa daquele patrimônio e a sua desapropriação e entrega ao setor público e, assim, sua devolução ao povo ipuense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2006, pressionado pela sociedade civil, o Executivo Municipal deu início, junto à 4ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ao processo de tombamento do prédio da Estação. O prédio foi cedido ao governo do Estado por um período de, no mínimo, dois anos, necessário para o início das obras de tombamento, restauração e instalação, em suas dependências, de uma de uma Biblioteca Pública Municipal. Em sua Sessão Ordinária de 9 de outubro de 2007, a Câmara Municipal de Ipu aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que previa o tombamento e restauração da Estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2008, estiveram em Ipu para dar continuidade ao processo de restauração da Estação os técnicos do IPHAN e do Departamento de Edificações e Rodovias – DER. O projeto arquitetônico já havia sido elaborado pelo ex-superintendente do IPHAN no Estado do Ceará, Romeu Duarte, e apresentado aos ipuenses na Sessão Itinerante da Assembléia Legislativa, realizada em Ipu, em agosto de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a partir da vistoria do prédio da Estação, outros projetos complementares passaram a ser elaborados: projetos hidráulico-sanitário, elétrico e de estrutura metálica. O início da restauração só poderia ocorrer quando todos os projetos tivessem sido concluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Histórico da Estação Ferroviária de Ipu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Estação Ferroviária de Ipu fazia parte do conjunto arquitetônico da Estrada de Ferro de Sobral. Construída pelo Governo Imperial, a Estrada de Ferro de Sobral e todos os seus equipamentos, deveriam minorar, segundo os discursos da época, os efeitos nocivos da seca de 1877-1879 que assolou o Estado do Ceará. A construção da ferrovia deveria proporcionar trabalho a milhares de flagelados e facilitar a distribuição de alimentos para a população necessitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estação Ferroviária de Ipu foi inaugurada em 10 de outubro de 1894, quando a ferrovia passou a circular por estas paragens. Já nas primeiras décadas do século XX, em relativo pouco espaço de tempo, o trem provocou algumas mudanças econômicas significativas para a localidade: incrementou a produção agrícola, engendrou as famosas feiras e dinamizou o comércio local. A cidade ficou ligada ao comércio regional, local e internacional a partir do porto de Camocim. Era por meio deste porto que mercadorias, capitais, livros e, principalmente, ideias circulavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem contribuiu para a transformação do espaço urbano local, incrementou a população (de cerca de 11 mil hab. em 1890  primeiro censo republicano - passou para cerca de 20 mil hab. em 1915  números de Eusébio de Sousa).  Fez surgir novos bairros como Corte, Pereiros e Pedrinhas. (Este último só passou a ter esse nome após 1932).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ferrovia não apenas fez surgir novos núcleos de povoamento, fez surgir também novas ruas e traçados. Deslocou o eixo central do “velho povoamento”, onde teria surgido a cidade (Quadro da Igrejinha) para o novo eixo em torno da Estação Ferroviária. Logo em volta do imponente prédio da Estação surgiram várias vendas e pensões. A cidade passou a ter um novo polo de desenvolvimento a partir da ferrovia. Passou a crescer em torno da Estação Ferroviária, não só em espaço físico, mas também, fundamentalmente, em desenvolvimento econômico e social, como mostramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estação Ferroviária passou a ser o nervo e vida da cidade. Todos os dias inúmeras pessoas, nos horários de trens transitavam em torno dela. Muitos transeuntes para ali iam apenas para observar o “enxame” de pessoas que embarcavam e desembarcavam diariamente. Antes dos embarques e desembarques muitos vendedores ambulantes acorriam para a Estação a fim de venderem suas mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na década de 1930 a ferrovia dava sinais de decadência, negligenciada pela política desenvolvimentista adotada por Getúlio Vargas. O modelo modernista das décadas de 1940 a 1960 no Brasil foi marcado pela influência norte-americana e o posicionamento econômico do governo federal passou a privilegiar um desenvolvimento que favorecia os interesses da indústria automobilística internacional. Nesse contexto, a ferrovia, como meio de transporte de mercadorias e pessoas, é substituída pela rodovia. Era uma forma de atração econômica para a indústria automobilística multinacional, ao se criar, portanto, um mercado para ela. Em consequência, as cidades que tinham como um dos pilares de sua economia o comércio a partir da ferrovia, como era o caso de Ipu, entraram em uma crise econômica sem precedentes.&lt;br /&gt;Percebendo o abandono da ferrovia e a importância que exerceu no desenvolvimento a cidade, as autoridades locais comemoraram em 1944 o cinquentenário da chegada, aqui, do “trem de ferro”, e da construção da Estação (1894-1944).  Na ocasião foram depositados em um baú, documentos importantes sobre a história da ferrovia e sua importância para o “progresso” da cidade. Depositada em uma das paredes do prédio só deveria ser resgatada cinquenta anos depois (1994), nas comemorações do centenário do prédio. Mas, negligenciadas e esquecidas pela população, a Ferrovia e a Estação Ferroviária não tiveram sua festa de honra. A “velha” Estação, desprezada, fora oferecida para a venda à iniciativa privada em 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SAIBA MAIS&lt;br /&gt;Histórico da Estrada de Ferro de Sobral &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Governo Imperial, na época, autorizou a construção de uma ferrovia que ligaria o porto de Camocim à cidade de Sobral. O objetivo seria, segundo os discursos, salvar “o povo faminto” do Ceará, isto é, minorar os efeitos da seca (1877-1879) que assolava o Estado no final do século XIX. A construção da ferrovia deveria proporcionar trabalho a milhares de flagelados e facilitar a distribuição de alimentos para a população necessitada.&lt;br /&gt;A construção da Estrada de Ferro de Sobral, como foi denominada, teve início em 1878, autorizada por um decreto imperial de 1º de junho. Já em março do ano seguinte foi iniciado em Camocim o assentamento dos trilhos. As primeiras estações foram inauguradas após o fim da seca de 1877-1879. Em 1881 foram inauguradas as estações de Camocim e de Granja, ambas a 15 de janeiro – Angica, 14 de março; Pintobeiras – atual Senador Sá, 2 de junho; Massapé, 31 de dezembro. Em 1882 foi inaugurada a estação de Sobral (31 de dezembro), e em 1894, a estação do Riachão – atual Uruoca (10 de janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1883, tiveram início em Sobral os trabalhos para o prosseguimento da ferrovia até a cidade de Ipu, cujo objetivo era atender a “rica serra da ibiapaba”.&lt;br /&gt;Rumando em direção a Ibiapaba, a primeira estação a ser inaugurada foi a de Cariré (1º de novembro de 1893), depois Santa Cruz – atual Reriutaba (1º de dezembro de 1893), e finalmente a via férrea chegou ao Ipu, em 1894. Sua Estação foi inaugurada em 10 de outubro do mesmo ano.&lt;br /&gt;Mais tarde os trilhos chegaram, ainda, em Ipueiras, Charito, Nova Russas, Sucesso, Crateús. Em seguida, seria a vez do Piauí.&lt;br /&gt;Os defensores da construção das estradas de ferro no Ceará, no final do século XIX, sobretudo a EFS, lançaram ampla mão do discurso da seca com o objetivo de sensibilizar o governo federal. O discurso da seca para angariar recursos para as áreas atingidas pela estiagem se torna uma prática tão utilizada que na maioria das vezes sua veiculação passa a ser natural. Desde a seca de 1877-1879 as elites da região “nordeste” descobrem a grande arma ao alcance de suas mãos e dela passa a se utilizar constantemente. Foi utilizando esse discurso que as autoridades e as elites locais conseguiram trazer um volume considerável de recursos para a região. Era uma forma de contrabalançar uma posição cada vez mais subalterna no contexto nacional. O discurso da seca e os recursos dele advindos permitem à grande parte das elites da área atingida pelo flagelo, manter e mesmo reafirmar sua posição de dominação, contrabalançado a perda de espaços ao nível nacional.&lt;br /&gt;Autoridades influentes na cena política imperial tiveram papel destacado, lutando e defendendo a construção de uma ferrovia que ligasse o porto de Camocim à cidade de Sobral. São os casos dos sobralenses, Dr. José Júlio de Albuquerque, Presidente da província na época da liberação da construção da EFS (1878-1880) e influente junto aos ministros imperiais, e do Dr. João Ernesto Viriato de Medeiros, também sobralense e Deputado Geral pela segunda vez no Império (1867-1868/1878-1881). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ferrovia contribuiu para o desenvolvimento de toda a região norte, promovendo o crescimento do comércio, da produção agrícola e permitindo a ligação direta da região com as demais províncias do Brasil e com a Europa. Muitas famílias fizeram fortuna.&lt;br /&gt;As cidades de Camocim, que logo desmembrou-se de Granja, Granja, Sobral e Ipu, cresceram muito com a chegada da ferrovia. A estrada de ferro era o sonho de muitos homens abastados e influentes da região norte da província, sobretudo de Sobral, a cidade mais importante da região. A seca e seu flagelo acabaram ajudando. Permitira a construção do discurso do flagelo para legitimar sua construção. A seca foi usada como justificativa para as grandes obras na região que, não obstante, contribuíram para aumentar fortunas, não resolvendo, mas apenas minorado, a miséria da população pobre, momentaneamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7006553393146599046?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7006553393146599046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/monumentos-historicos-de-ipu-estacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7006553393146599046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7006553393146599046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/10/monumentos-historicos-de-ipu-estacao.html' title='MONUMENTOS HISTÓRICOS DE IPU: ESTAÇÃO FERROVIÁRIA'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TKaBpbBTenI/AAAAAAAAAQA/OEsKzvQztjw/s72-c/DSC08763.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-1114215039887013786</id><published>2010-09-23T16:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T17:17:17.466-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><title type='text'>A morte do Escravo Estevão</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Artigo escrito por Raimundo Arcanjo e publicado no Jornal Ipu Grande. Edição de Outubro de 2007&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJvj0npwU2I/AAAAAAAAAPw/txFOtvOVrY0/s1600/ScannedImage.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJvj0npwU2I/AAAAAAAAAPw/txFOtvOVrY0/s400/ScannedImage.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520256261409493858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escravo Estevão. Desenho de Arcanjo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Desde o crime, praticado em 10 de maio de 1845, até o dia da condenação e morte do escravo em praça pública passaram-se apenas quatro meses, e a justiça interiorana do Brasil da época, tradicionalmente corrupta e movida a paixões de famílias influentes, agiu com destreza tal que, em 23 de setembro do mesmo ano, o escravo assassino já havia sido enviado à forca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ninguém interferiu pelo réu. Ele é culpado, disso ninguém duvida. Assassino confesso de seu amo (pois após algumas horas de interrogatório e de alguns sopapos confessou tudo que o delegado queria ouvir), como poderia o corpo de jurados tê-lo absolvido? De jeito nenhum! “Negro desgraçado, tu vai é pro inferno!”, disse o juiz ao proferir o veredicto. A notícia de sua execução correu os sertões da região. A Vila Nova do Ipu Grande estava movimentada naquela manhã de sol. Muitas pessoas desceram as ladeiras da serra, pelas velhas trilhas construídas pelos índios para vir assistir ao espetáculo. A Ladeira da Velha e a Escada de Pedra ficaram abarrotadas de transeuntes naquele dia. Carroças e cavaleiros chegavam dos sertões de Ipueiras e das fazendas do Estivado, das bandas dos Canudos, da Jaçanã, do São João e do São José. Todos queriam ver o “escravo assassino ser enforcado em frente ao cruzeiro da matriz”. Muitas famílias inteiras deixaram seus afazeres e suas residências para ir até o centro do povoado assistir aquela cena incomum e inusitada - não era todo dia que alguém era enforcado no Ipu! Muitos coronéis dispensaram do trabalho a maioria de seus escravos de eito, pois, segundo eles, “era muito educativo que tais negros assistissem ao enforcamento, pois servir-lhes-ia de lição e de alerta!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dentro da cela, quatro milicianos (a polícia da época) surraram e amordaçaram o escravo pela última vez, para que ele consentisse que lhe vestissem a mortalha negra com uma cruz ao peito. Era assim que os condenados à morte enfrentavam o fim. Já devidamente amortalhados e “perdoados de seus pecados” por um capelão qualquer numa confissão de extrema-unção feita às pressas, iam encontrar a Deus ou ao Diabo já devidamente “confessados”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Empurrado para fora, frente à multidão, o escravo não levanta os olhos do chão. Várias pessoas o xingam: “nego filho de uma égua! Nego Assassino! Tu vai pretim pro mei dos infernos, desgraçado!”; “Cão danado, tu vai ter o que merece!”; ”mata esse nego do Inferno!”O Cão ta te esperando com um espeto quente para te espetá, desgraçado!”. O condenado foi forçado a pedir perdão pelo Corpo de Guarda a todos os presentes. Perdão por sua ousadia. “Quem ele achava que era? Um negro! E negro nasceu para ser escravo! E escravo era um animal!” Ele deveria ter aceitado a sua condição de negro e de escravo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lentamente o homem condenado a morrer na vila do Ipu Grande foi escoltado pela polícia pelas proximidades da Rua da Goela. Vestido em mortalha negra, debaixo de um sol abrasador, o escravo naquele momento teve vontade de chorar, de arrepender-se de seus pecados. Como ele era desgraçado! Pensou. Ele teve tudo, feijão para comer uma vez ao dia, um pedaço de pano velho para vestir; até lhe consentiam sair uma vez por semana para a roda de samba e beber uma vez ou outra um trago de cachaça! E o que ele deu em troca? A morte covarde de seu amo, o capataz Manoel Mourão, nas Minas de ouro do Jurê! E o que lhe cobravam em troca? Apenas que fosse um escravo obediente e trabalhador! Ao invés de trabalhar e obedecer, matou seu amo querido e só porque ele o chicoteava algumas vezes como se Estevão fosse um animal! O que é que tem demais ser chicoteado e tratado como um animal? ”Eu sou mesmo um animal”, pensou ele. Depois as feridas fecham, e a gente aguenta; afinal negro não é gente, é animal mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O padre Corrêa, um santo homem, lhe dissera que ele se arrependesse e Deus o receberia no céu. E ele estava arrependido e imaginava como seria este céu que a Igreja tanto falava, aonde ele estaria daqui a pouco. Na entrada havia uma grande porta fechada, de onde o rosto de São Pedro apareceria por uma abertura. Lá dentro estão as pessoas boas e os Santos da Igreja. Do outro lado, ele pôde mesmo imaginar, seria a descida para o inferno, um lugar obscuro e sombrio, onde está Satanás a castigar eternamente as almas das pessoas más, dos escravos desobedientes, dos macumbeiros, dos cachaceiros e dos amancebados! Estevão não iria para o Céu; iria para o Inferno, por seu pecado mortal! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A cada passo dado por ele, maior era o seu arrependimento, a tal ponto que ao final da caminhada o escravo tinha certeza que iria mesmo era para o Céu, passear entre os anjos de Deus e os seus entes queridos já mortos. Naquela hora fatídica o escravo quis falar pela última vez, despedindo-se do mundo e da vida, mas a voz saiu-lhe tão gutural e lamuriosa, afogou-se num choro rouco e sinistro que nem mesmo Deus, lá no Céu, poderia entender sua súplica naquele momento. Subiu ao cadafalso montado em frente ao cruzeiro da matriz com uma certa dose de coragem e determinação, pois fora perdoado por Deus e pela Igreja e “merecia mesmo morrer pelo que fizera!”. As lágrimas lhe correram abundantes dos olhos de “macho” quando o carrasco lhe pôs o laço em volta do pescoço; estava mesmo tão arrependido que se suas mãos não estivessem tão fortemente amarradas para trás ele daria um ultimo adeus aos presentes e daria um abraço em todos os presentes, mesmo em seu carrasco. Pôde sentir quando as mãos possantes de seu algoz lhe empurraram no ar e seu corpo magro de negro-escravo ficou dependurado pela garganta; sentiu também, já em meio a uma grande falta de fôlego e a uma dor enlouquecedora na cabeça quando aquele homem que o precipitou do cadafalso pulou em seus ombros para apreçar sua morte. Em uma fração de segundo toda a sua vida passou em sua mente naquele instante fatal. Lembrou-se de sua mãe, possuída na marra pelo coronel dono de toda a sua família quando ele ainda era um menino; lembrou-se dos banhos no riacho Ipuçaba;  das festas de Santo em janeiro, das farinhadas de setembro, da sua iniciação como “macho” com as ovelhas no pasto, das pescarias no açude da fazenda, e em meio a um desmaio e a uma agonia, pôde ouvir pela ultima vez as palavras consoladoras do padre Corrêa na hora da sua morte: &lt;br /&gt; - Deus vai te perdoar, meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Arcanjo&lt;br /&gt;Arcanjoberne@bol.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-1114215039887013786?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/1114215039887013786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/morte-do-escravo-estevao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1114215039887013786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1114215039887013786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/morte-do-escravo-estevao.html' title='A morte do Escravo Estevão'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJvj0npwU2I/AAAAAAAAAPw/txFOtvOVrY0/s72-c/ScannedImage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5477070952922200811</id><published>2010-09-21T09:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T12:17:34.821-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><title type='text'>Escravo mata capataz nas minas do Ipu (parte I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJkAZVWR3LI/AAAAAAAAAPo/0moj56EfaJs/s1600/escravo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJkAZVWR3LI/AAAAAAAAAPo/0moj56EfaJs/s400/escravo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519443253546572978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Artigo escrito por Raimundo Arcanjo. Publicado no Jornal Ipu Grande, edição de junho de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A “Vila Nova do Ipu Grande havia conquistado sua autonomia política e jurídica há apenas 5 anos, ocasião em que a subida dos liberais ao poder político nacional por ocasião do “Golpe da Maioridade” de D. Pedro I permitiu a nossa povoação furtar de “Vila Nova D’El Rei (Guaraciaba do Norte) a primazia de ser a sede da localidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O outrora conservador padre Correa, vigário da Serra dos Cocos e deputado provincial, “virou a casaca” na última hora e, aderindo aos golpistas, conseguiu arrastar a sede da vila para a povoação do Ipu, ocasião em que as elites da Serra dos Cocos (Ipueiras) e Guaraciaba “declararam guerra” à jovem vila do Ipu Grande (trataremos disso em outra ocasião). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A povoação sonhava com a chegada do progresso, pois já naquele momento o algodão do sertão central era exportado em lombo de mulas para Sobral, recém elevada à condição de cidade (também em 1840). O sertão centro norte era um lugar deprimido, pois a economia do lugar, ligada a criação de gado e a venda da carne de sol estava em decadência, e o algodão, embora prometesse, ainda não era “a menina dos olhos” dos fazendeiros desta região, como passaria a ser logo após o início da guerra de Secessão nos Estados Unidos, de 1861 a 1865.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sem grandes atraentes que possibilitassem o seu desenvolvimento, parte da elite local resolveu apostar na existência de ouro na região do “Juré” e em “Bom Jesus”; canalizando para lá máquinas e homens aptos ao trabalho. Segundo A Revista dos Municípios (publicação de 1929, escrita por Eusébio de Sousa, pertencente ao professor Melo), “o Coronel Diogo Salles e o engenheiro Heráclito de Carvalho” deram início a esses trabalhos (pág. 13). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nunca existiu ouro nesses lugares, mas apenas um cascalho imprestável que engana os observadores mais otimistas por possuir coloração dourada muito semelhante ao ouro de aluvião. É de se supor que a busca infrutífera tenha levado o capataz das minas a “radicalizar” os trabalhos, açoitando e castigando de forma exagerada a turma de trabalhadores e escravos a ele submetida. Manuel Guedes de Carvalho Mourão, capataz das minas de ouro do Jurê, bem como seus sócios, passaram a atribuir o insucesso da “busca do ouro” a famosa “preguiça dos negros para o trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Trabalhando sob o sol abrasador do Ipu ao meio dia, faminto e com sede, o escravo com mãos e pés feridos cavava insistentemente o cascalho do Jurê, debaixo do olhar acusador de seu capataz. Comprado ainda menino numa propriedade da região, o escravo teve a infeliz sorte de ser escolhido para os trabalhos forçados nas pradarias perdidas do Ipu. O jovem escravo amaldiçoa o dia em que o adquiriram, imaginando que para ele teria sido bem melhor pastorear ovelhas e gado de algum rico coronel criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No sertão, assim como em todo o Brasil, negro não era considerado gente; era qualquer coisa parecido com os animais de carga e com os entes sem alma. Dizia-se que o negro “quando não faz na chegada, faz na saída”, pois era comum, apesar da “boa comida” (feijão puro uma vez ao dia) e da estima de seus donos serem eles ingratos e “mal agradecidos”, sempre “fazendo corpo mole para o trabalho”, ou adoecendo por qualquer besteirinha, deixando o serviço na metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tinha que haver ouro no Jurê! &lt;br /&gt; O investimento fora auto. “É esse negro desgraçado que não quer trabalhar!” Grita Manuel Mourão, erguendo na mão o chicote de couro cru: “Negro maldito, eu te mato, peste! Vagabundo dos infernos, hoje eu te ensino quem é que manda aqui!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Debaixo do sol abrasador do Ipu, com fome e com sede, açoitado nas costas com tamanha ira que o sangue lhe brota, Estevão tomou coragem; agarrou uma das ferramentas de trabalho, uma velha faca-peixeira enferrujada, e deu seu grito de liberdade: foram três golpes certeiros e fatais, uma facada e uma pancada na cabeça. Agarrando ao abdômen perfurado, onde a vida lhe corria por entre os dedos, Mourão cai ao chão e o mesmo solo que o enganara com a promessa de ouro fácil agora lhe bebe o sangue precioso que escapa das veias abertas pelo seu mais possante “animal de carga”. &lt;br /&gt; Ainda tem ele tempo de gritar uma ultima injúria: &lt;br /&gt; “- Negro desgraçado, tu me matou!”.&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Raimundo Arcanjo&lt;br /&gt;arcanjoberne@bol.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5477070952922200811?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5477070952922200811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/escravo-mata-capataz-nas-minas-do-ipu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5477070952922200811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5477070952922200811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/escravo-mata-capataz-nas-minas-do-ipu.html' title='Escravo mata capataz nas minas do Ipu (parte I)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJkAZVWR3LI/AAAAAAAAAPo/0moj56EfaJs/s72-c/escravo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-133821434585297238</id><published>2010-09-19T06:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T17:45:38.081-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HIstória do Ipu'/><title type='text'>Escravidão em Ipu: casos de pena de morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYSA1Ip-cI/AAAAAAAAAOo/X7ahvR6brfY/s1600/debret_passeio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYSA1Ip-cI/AAAAAAAAAOo/X7ahvR6brfY/s400/debret_passeio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518618198861806018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Passeio de uma família abastada. Pintura de Jean Baptiste Debret&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados do século XIX a economia ipuense, se comparada às outras vilas e povoados da província do Ceará, era pujante. Embora o algodão tenha se transformado no principal produto da economia local naquele momento, outras atividades foram igualmente importantes. O açúcar, depois do algodão, foi a atividade mais lucrativa em fins do século XIX. As terras do Ipu, propícias a cultura da cana-de-açúcar, conheceram a instalação de inúmeros engenhos. Como subprodutos, os engenhos produziam a rapadura, iguaria ainda apreciada pela população local, e, também, a aguardente. A pecuária, embora não muita expressiva no século XIX, foi uma das primeiras atividades desenvolvidas em Ipu. O gado era criado, principalmente, na região sertaneja, porém, havia criação na parte serrana do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo desenvolveu-se no município, uma importante produção hortifrutigranjeiro, sobretudo, na sua porção serrana, muito significativa ainda hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica o fato de ter existido aqui um número significativio de escravos. A cidade de Ipu entre 1857/1858, 1872, 1873 e 1881 possuía, a cada ano, mais de 600 escravos, chegando a ter em 1873 e 1881, respectivamente, 835 e 934 cativos. &lt;br /&gt;Os escravos eram usados,principalmente, nas atividades rurais (agricultura e pecuária), nos engenhos e em atividades urbanas e domésticas. Mas, como peça cara, sua posse era buscada como sinal de status econômico e social. Os grandes senhores, para ostentar o seu poder, possuiam inúmeros escravos que eram usados nas mais diversas atividades: para recados; para acompanhar os familiares e para as atividades domesticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Escravo Estevão e o caso de Cesário Patrício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Houve, em Ipu, no período imperial, duas execuções de penas de morte. De acordo com o Código Penal de 1830, admitia-se a pena de morte em dois casos: insurreição de escravos e no de homicídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira execução ocorreu no dia 23 de setembro de 1845. A vítima foi um escravo, de nome Estevão. Foi condenado por ter assassinado a Manuel de Carvalho Guedes Mourão. Nos autos do crime consta que Estevão, em uma noite do mês de maio de 1845, assassinou, com uma cacetada e facada, o seu feitor, Manoel de Carvalho Guedes Mourão. O assassinato se deu no sítio Conceição, do termo da Vila Nova do Ipu Grande. Estevão era escravo do Cel. Diogo Lopes de Araújo Salles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Escravo Estevão confessou o crime, porém, em sua defesa alegou que fora surrado por seu feitor, algo que, segundo ele só competia a seu senhor.&lt;br /&gt;Considerado culpado do crime e o teor da sentença de morte foi a seguinte: “A vista da decisão do jury, que achou o réo Estevão, escravo, incurso no crime de morte contra Manoel de Carvalho Guedes mourão, com as cincumstancias aggravantes dos § 1º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 14 e 15 , do art. 16 do Código Penal. O escrivão o recommende na prisão em que se acha, pague o seu senhor as custas em que o cendemno. Sala das Sessões do Jury, 16 de setembro de 1845. - Francisco Paulino Galvão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença foi executada no dia 23 de setembro de 1845, pelas 10h da manhã, apenas 7 dias após a sentença condenatória. Foi juiz da execução o capitão Pedro Martins de Araújo Veras, então primeiro substituto do juiz municipal.&lt;br /&gt;Segundo o Código Criminal de 1830 a pena de morte seria executa na forca. O réu deveria ser conduzido pelas ruas da cidade até a forca, acompanhado do juiz criminal com o seu escrivão e da força requisitada. “Ao acompanhamento precedia o porteiro dos auditórios lendo em voz alta a sentença que se ia executar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O executor da pena ficava a cargo do juiz municipal, a quem presidia. Seria encerrada quando o escrivão passava a certidão de todo o ato que, depois, juntava ao processo.&lt;br /&gt;Segundo Eusébio de Sousa, “os corpos dos enforcados eram entregues aos seus parentes e amigos, caso fossem reclamados ao juiz que presidisse a execução, mas era-lhes imposta a condição de não poderem enterral-os com pompa, sob pena de prisão por um mez a um anno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYSecBCB_I/AAAAAAAAAOw/oBI5IZX98QQ/s1600/RUGENDAS-UMA-SENHORA-BRASILEIRA-EM-SEU-LAR.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYSecBCB_I/AAAAAAAAAOw/oBI5IZX98QQ/s400/RUGENDAS-UMA-SENHORA-BRASILEIRA-EM-SEU-LAR.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518618707515017202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma senhora brasileira em seu lar. Pintura de Rugendas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os casos de pena de morte, executadas na Vila de Ipu, narra Augusto Passos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Um quadro triste e lugubre se realizava sempre antes da execução: o condenado á morte, amortalhado, escoltado pela força pública e acompanhado pela multidão, que, assistia semelhante espetaculo, legal e muito natural para a época, percorria as ruas da cidade pedindo perdão e despedindo-se do mundo, e ao regressar ao local onde se encontrava armada a ‘Forca’ fatidica, em frente ao Cruzeiro da antiga Matriz, ali, depois de absolvido e encomendado por um Sacerdote, subia ao ‘cadafalso’, por uma escada, acompanhado do ‘carrasco’, que era um criminoso e chegado ao ultimo degrau da escada metia a cabeça no laço de uma corda preparada para esse fim, e assim preso pelo pescoço, o seu ‘carrasco’ sacudia-o ao espaço e ao mesmo tempo á dita corda, ficava de pé sobre os ombros da vítima até esta acabar de morrer&lt;/span&gt;. (PASSOS, Augusto. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História do Ipú&lt;/span&gt;. Produção independente, p. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Caso de João Francisco Tavares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYS_zipI1I/AAAAAAAAAPA/kafICZIxQhI/s1600/Casa+de+escravos+Rugendas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYS_zipI1I/AAAAAAAAAPA/kafICZIxQhI/s400/Casa+de+escravos+Rugendas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518619280765690706" /&gt;&lt;/a&gt;Casa de Escravos. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pintura de Rugendas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O segundo caso de execução de pena de morte levada a termo em Ipu, foi a de João Francisco Tavares que assassinou, na noite, por volta da 7h., de um dia de novembro de 1843, Francisco Antunes da Fonseca, em sua residência. A execução ocorreu no dia 27 de fevereiro de 1855, por volta das 10h da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eusébio de Sousa narra o fato, baseado em relato de uma testemunha ocular:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O réo foi conduzido para o Oratório levantado no edifício que servia de cadeia, pequena casa situada no largo da igreja-matriz, tendo como confessor de agonia o padre Francisco Correia de Carvalho e Silva, que desempenhou, posteriormente, papel saliente nos destinos do Ipú (...).&lt;br /&gt;No dia da execução, pelas 8 horas da manhã, o réo sahio acompanhado do juiz, escrivão e tropa, em passeio pelas ruas da villa, dirigindo-se em seguida para o local onde fora levantada a fôrca, precisamente em meio da praça da matriz, mas collocada de maneira que podesse ser divisada pelos demais ângulos.&lt;br /&gt;Esta fôrca – diz o informante – foi preparada pelo carapina Antonio Pereira de Souza.&lt;br /&gt;O réo, ao chegar ao patíbulo, mostrando-se corajoso, proferio algumas palavras protestando a sua innocencia, dizendo mais ou menos o seguinte:&lt;br /&gt;-Ahi fica quem fez a morte... Morro, mas não declaro o nome do seu autor... Um cão domnado todos a elle...&lt;br /&gt;João Tavares – o conmdenado – era caboclo, baixo, cheio de corpo e typo mal encarado.&lt;br /&gt;Assistio aos seus ultimos momentos o padre Correia. Proferindo as palavras do Credo – Vida Eterna.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-133821434585297238?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/133821434585297238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/escravidao-em-ipu-casos-de-pena-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/133821434585297238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/133821434585297238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/09/escravidao-em-ipu-casos-de-pena-de.html' title='Escravidão em Ipu: casos de pena de morte'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TJYSA1Ip-cI/AAAAAAAAAOo/X7ahvR6brfY/s72-c/debret_passeio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2694533803629450247</id><published>2010-08-31T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T07:20:22.382-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ipu atualidade'/><title type='text'>JORNAL IPU GRANDE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TH0PEDcwy1I/AAAAAAAAAOg/LAUAF0R84Hw/s1600/Ipu+Grande.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TH0PEDcwy1I/AAAAAAAAAOg/LAUAF0R84Hw/s400/Ipu+Grande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511578081291193170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho postado, neste blog, algumas matérias publicadas no Jornal Ipu Grande. Por isso, algumas pessoas, poucas, me enviaram mensagens perguntando sobre este jornal. Ficaram surpresas em saber que o Ipu tem um “jornal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundado em setembro de 2006, este periódico, embora ipuense, não é um veículo da imprensa político-partidário, pelo contrário, se mantém distante das querelas partidárias, numa postura de independência em relação aos grupos políticos locais, o que lhe dar credibilidade para falar sobre a cidade. No entanto, é mais um veículo voltado para a divulgação da cultura local e da nossa história. Mantido por historiadores de formação tem por objetivo levar a população local a refletir sobre sua cultura, história e sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Jornal” Ipu grande é mensal e já conta com um bom número de assinantes, no entanto, ainda é pouco conhecido da população. Os membros do Grupo Outra História, que mantêm o veículo, se esforçam para difundi-lo e já contrataram algumas pessoas para fazer parte da equipe de divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de outubro, o Jornal Ipu Grande publicará um encarte mensal, em separado, dedicado à Nova História do Ipu, desde a ocupação de seu território, até os dias atuais. Tem por finalidade criar, no ipuense, o hábito de conhecer e se interessar por sua história e servir de suporte aos professores de história do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COMO ASSINAR?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para assinar basta ligar para Suely Paz (9995-1727) e solicitar uma assinatura semestral, que custa apenas R$ 9,00 (nove reais) ou uma assinatura anual, que custa R$ 18,00 (Dezoito reais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;GRUPO OUTRA HISTÓRIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TH0NvokdI0I/AAAAAAAAAOY/yIElqVNNH18/s1600/OgAAAE3tuOCNlf26hzXboe-9I36U5uahn4WrvMNCIzo1rREnDCU0T-RZCMqGIFYORR9n9bhoqyZQJCRhNRQvAJs5I6cAm1T1UEpnHLssQ8sTOM7wHjaMMzG7PZZN.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TH0NvokdI0I/AAAAAAAAAOY/yIElqVNNH18/s400/OgAAAE3tuOCNlf26hzXboe-9I36U5uahn4WrvMNCIzo1rREnDCU0T-RZCMqGIFYORR9n9bhoqyZQJCRhNRQvAJs5I6cAm1T1UEpnHLssQ8sTOM7wHjaMMzG7PZZN.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511576630966690626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Grupo Outra História. Da esquerda para a direita: Raimundo Araújo, Antonio Vitorino,Iramar Miranda,Reginaldo Araújo, Jorge Lima e Petrônio Lima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros do Grupo Outra História, entidade ipuense formada por historiadores e que pesquisa sobre a história local, se reuniram em julho e reformularam os seus projetos. Ficou decidido que seus membros retomariam a publicação mensal do Jornal Ipu Grande, na verdade uma espécie de revista voltada para cultura e divulgação da Nova História do Ipu. Também se comprometeram em manter a publicação de uma revista anual, em formato de livro, reunindo artigos sobre a história do Ipu e de outras cidades, publicada com recursos próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-2694533803629450247?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/2694533803629450247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/jornal-ipu-grande.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2694533803629450247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/2694533803629450247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/jornal-ipu-grande.html' title='JORNAL IPU GRANDE'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TH0PEDcwy1I/AAAAAAAAAOg/LAUAF0R84Hw/s72-c/Ipu+Grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7245333800006163867</id><published>2010-08-29T07:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T07:41:27.229-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação Ipuense'/><title type='text'>ENEM: escolas estaduais do Ceará são reprovadas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THpwzdFHUuI/AAAAAAAAAOA/HbZtdwoiPVM/s1600/Escola+murilorochaaguiar.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THpwzdFHUuI/AAAAAAAAAOA/HbZtdwoiPVM/s400/Escola+murilorochaaguiar.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510841123322942178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escola Murilo Rocha Aguiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria Publicada no Jornal Ipu Grande. Edição de setembro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação (MEC) divulgou recentemente o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM, 2009). No Ranking das 50 melhores escolas do país, nenhuma é cearense. No ranking local, das 50 mais bem colocadas, 43 são particulares, cinco são federais e apenas uma é estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram do exame 25.474 escolas das quais 712 do Ceará. Destas, 474 (66,6%) são estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as dez escolas mais bem colocadas no Ceará, 5 são de Fortaleza, 3 de Juazeiro do Norte, 1 de Quixeramobim e 1 de Pacajus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escolas do Ipu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As escolas estaduais de Ipu ficaram numa posição intermediária no Brasil, e à frente de muitas escolas do Estado do Ceará. A escola Murilo Rocha Aguiar foi aquela que obteve o melhor resultado com a nota média de 518,94 (10.928º), seguida por Delmiro Gouveia, 469,06 (17.102º) e Auton Aragão, 463,45 (17.444º). Estas duas últimas ficaram abaixo da média nacional (500 pontos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ceará, a escola com maior pontuação no ENEM foi o Centro Tecnológico do Ceará (Cefet, atual ITFCE), obteve 681,55 pontos, acima da média nacional, que é de 500 pontos. No entanto, apenas 31 alunos desta escola participaram do exame.&lt;br /&gt;No Brasil, a escola que obteve a maior pontuação, foi o Colégio Vértice, particular, de São Paulo, com média de 749,7. O pior desempenho no exame ficou com a Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, em Santo Antonio do Içá, no Amazonas, com seus 249,25 pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Saiba Mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ENEM - O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo Ministério da Educação em 1998 para avaliar a qualidade do ensino oferecido no País. Os estudantes não são obrigados a participar, mas atualmente a nota do exame é utilizada para o ingresso em universidades federais e estaduais. A avaliação é composta de 180 questões de múltipla escolha sobre ciências da natureza, (química e biologia), matemáticas e suas tecnologias (matemática e física), linguagens e códigos (língua portuguesa), Ciências Humanas e uma redação. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7245333800006163867?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7245333800006163867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/enem-escolas-estaduais-do-ceara-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7245333800006163867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7245333800006163867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/enem-escolas-estaduais-do-ceara-sao.html' title='ENEM: escolas estaduais do Ceará são reprovadas'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THpwzdFHUuI/AAAAAAAAAOA/HbZtdwoiPVM/s72-c/Escola+murilorochaaguiar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-8508928657834095995</id><published>2010-08-27T16:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T16:47:23.077-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação Ipuense'/><title type='text'>IDEB - Educação Ipuense pouco avança</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THhOXdpgCTI/AAAAAAAAAN4/IREYEhRUgqI/s1600/DSC08558.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THhOXdpgCTI/AAAAAAAAAN4/IREYEhRUgqI/s400/DSC08558.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510240309090453810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Matéria publica no Jornal Ipu Grande, edição de setembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) referente ao ano de 2009, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), comprovam que a educação ipuense pouco avançou em relação às avaliações anteriores. No entanto, obteve uma melhora significativa na avaliação dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental que obtiveram a nota 4.0, ultrapassando a meta estabelecida para 2017 (3.9) e acima das avaliações anteriores que foram de 2.2, em 2005, e, de 3.1, em 2007.&lt;br /&gt;Praticamente não houve avanço na avaliação dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, cuja média foi de 3,2, meta estabelecida para o ano de 2009, mesma média de 2005 e de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação da 3ª série do Ensino Médio teve leve alta passando de 3.1, índice de 2007, para 3,2 em 2009, atingindo a meta estabelecida pelo MEC.&lt;br /&gt;O IDEB mede a qualidade da educação no País considerando as taxas de aprovação dos estudantes e as suas notas nas provas de língua portuguesa e matemática. O índice é calculado de dois em dois anos, numa escala que vai de zero a dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ceará: melhor estado do Nordeste na avaliação do IDEB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Ceará foi o estado da região nordeste que obteve a melhor avaliação do IDEB. Apesar do desempenho, ainda está abaixo da média nacional nas duas etapas do Ensino Fundamental. Até o 5º ano, o Ceará obteve a média 4.4. O IDEB da segunda etapa do EF (6º ao 9º anos), foi de 3.9. Já o do Ensino Médio foi de 3.6.&lt;br /&gt;O resultado mostrou que o Ceará foi superior aos outros 8 estados do nordeste nos três níveis. Em todos eles houve avanços em relação à avaliação de 2007. A maior evolução foi, no entanto, nas séries iniciais (15,7%), índice maior do que o crescimento da média nacional que foi de 9,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado do Ceará alcançou e ultrapassou as metas estabelecidas pelo MEC para o ano de 2009 nos níveis avaliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ranking nacional do IDEB o Ceará ficou em décimo lugar nas séries iniciais do EF. A primeira posição é dividida por Minas Gerais e Distrito Federal, com o índice de 5.6. No final da lista está o Pará, com o pior IDEB do Brasil (3.6). Na avaliação das séries finais do EF, o pior desempenho ficou com Alagoas (2.9) e o melhor desempenho ficou com Santa Catarina (4.5). Já para o EM, o pior classificado foi o Piauí (3.0) e o melhor foi o Paraná (4,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a comparação é feita por região, o Norte e o Nordeste ficaram com o pior índice nas séries iniciais (3.8). No outro extremo está a região Sudeste (5.3), a região Sul (51) e o Centro-Oeste (4.9).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SAIBA MAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;IDEB - O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta o desempenho de estudantes no final de cada etapa da educação básica: 4ª e 8ª séries do E.F e 3ª série do E.M. de escolas públicas e privadas de administração federal, estadual e municipal. Os resultados são considerados os mais importantes da educação no Brasil: aprendizagem e fluxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo por base os dados coletados nas escolas, são fundadas metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para a educação básica. O plano do MEC estabelece como meta que, em 2021, o Ideb do Brasil seja 6,0.&lt;br /&gt;A média exigida corresponde à qualidade de um sistema educacional típico dos países desenvolvidos, como EUA e Europa. O cálculo combina o desempenho dos alunos de escolas estaduais e municipais na Prova Brasil com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A Prova Brasil é um teste de Leitura e Matemática para as turmas de 4ª e 8ª séries do EF (ou 5º a 9º anos, nos sistemas de nove anos).&lt;br /&gt;Os estudantes do EM das escolas públicas e privadas de administração federal, estadual e municipal fazem a prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica, que avalia as habilidades em Língua Portuguesa e Matemática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-8508928657834095995?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/8508928657834095995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ideb-educacao-ipuense-pouco-avanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8508928657834095995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/8508928657834095995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ideb-educacao-ipuense-pouco-avanca.html' title='IDEB - Educação Ipuense pouco avança'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THhOXdpgCTI/AAAAAAAAAN4/IREYEhRUgqI/s72-c/DSC08558.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7180008501474996806</id><published>2010-08-26T06:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T06:29:13.817-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ipu atualidade'/><title type='text'>Ipu: 170 anos de emancipação</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZo0cNFDyI/AAAAAAAAANI/o1zHprTrPTc/s1600/IPU.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZo0cNFDyI/AAAAAAAAANI/o1zHprTrPTc/s400/IPU.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509706444267917090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a cidade de Ipu completa 170 anos de emancipação política. O jornal  Ipu Grande em sua edição de Setembro (nº27), distribuído hoje traz uma matéria especial para comemorar a data. Reproduzimos abaixo a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A cidade de Ipu completa neste mês 170 anos de emancipação política. Mais do que uma data comemorativa, é um momento para se refletir sobre os seus desafios futuros. Para nos ajudar na reflexão o JIG preparou matéria especial mostrando um perfil detalhado da atual situação do município.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Demografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A população estimada para a cidade de Ipu em 2009 era de 41.052 (IBGE), com uma população urbana próxima dos 60%. No entanto, o IBGE já realiza uma nova contagem que revelará a população de todos os municípios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Economia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando uma tendência dos anos anteriores, o setor de serviços é aquele que mais produz riqueza hoje, com 68,57% do PIB (2006), contra 21,91% da agropecuária e 9,52% da indústria. O setor industrial vem apresentando nos últimos anos um aumento na participação na produção da riqueza. Tendência que deve se manter pelos anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renda per capta do município ainda é muito baixa, pouco mais da metade da renda per capta do Estado, com R$ 2.848,00 em 2006 e R$ 3.194, em 2007. O PIB municipal vem crescendo ao longo dos anos, porém, não é acompanhado pelo aumento da renda média do cidadão. Isto significa que a riqueza do município aumentou, porém, não foi redistribuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Educação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZrwMNUHdI/AAAAAAAAANw/XYVDXH0Bjzk/s1600/DSC08558.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZrwMNUHdI/AAAAAAAAANw/XYVDXH0Bjzk/s400/DSC08558.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509709669789343186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sala de Aula. Escola Auton aragão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Neste setor houve alguns avanços, se comparado aos anos anteriores, sobretudo no que se refere ao acesso à escola. Em 2007 a taxa de escolarização foi de 87,11% no Ensino Fundamental e 59,61% no ensino médio. A taxa de distorção idade/série vem diminuindo, assim como a taxa de abandono e de reprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as avaliações governamentais mostraram que o município tem de avançar no que se refere à qualidade do ensino. Pela avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação), referente ao ano de 2005, mas divulgada apenas em 2008, a cidade de Ipu apresentou um dos piores índices de aprendizagem entre os 184 municípios cearenses. Nas séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a nota média das Escolas Municipais, havia ficado em 2.2. Na ocasião o município estava abaixo da média nacional, que era de 3.8, e da estadual, que era de 3.2. Só ficava acima, no Ceará, de Monsenhor Tabosa, 1,7 e salitre, 1,8. Tamboril e Lavras da Mangabeira obtiveram a mesma nota de Ipu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela penúltima avaliação do Ideb (2007), houve uma melhora de quase um ponto em relação a 2005, nas séries iniciais (1ª a 4º séries). Pela nova avaliação, a educação ipuense (da 1ª a 4ª séries) obteve a média de 3.1, superando a meta de 2.3, estabelecida para 2007. Nas séries finais do fundamental (5ª a 8ª), de acordo com a avaliação, a cidade manteve praticamente o mesmo índice de 2005, também com a nota 3,1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última avaliação do Ideb (2009) comprovou que a educação ipuense pouco avançou em relação às avaliações anteriores. No entanto, obteve uma melhora significativa na avaliação dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, que obtiveram a nota 4.0, ultrapassando a meta estabelecida para 2017 (3.9) e acima das avaliações anteriores, que foram de 2.2, em 2005, e, de 3.1, em 2007.&lt;br /&gt;Praticamente não houve avanço na avaliação dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, cuja média foi de 3.2, meta estabelecida para o ano de 2009, mesma média de 2005 e de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação da 3ª série do Ensino Médio teve leve alta passando de 3.1, índice de 2007, para 3,2 em 2009, atingindo a meta estabelecida pelo MEC.&lt;br /&gt;As avaliações governamentais têm mostrado que a educação municipal, ao longo dos anos, se recente de bons e consistentes projetos para a área. Infelizmente a pasta (ou secretária), como as demais, tem sido usada, muitas vezes como moeda de troca, ao longo de nossa história política. &lt;br /&gt;Em 2008, a matrícula, no ensino fundamental, foi de 8.219 alunos, com 505 docentes, e no ensino médio, de 2.299 matrículas com 125 docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZp4n8HKOI/AAAAAAAAANg/pCHA8GfHm6A/s1600/hospital+regional.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZp4n8HKOI/AAAAAAAAANg/pCHA8GfHm6A/s400/hospital+regional.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509707615649081570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hospital Regional (Municipal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Houve uma sensível melhora, nos últimos anos, no atendimento médico/hospitalar à população ipuense, com a abertura de um novo hospital (Hospital Regional) e pelos programas federais de saúde pública, como o Programa Saúde da Família (PSF) e os agentes sanitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o município ainda se recente de atendimento médico especializado, bem como de equipamentos hospitalares. Os casos de saúde mais graves ainda são encaminhados para Sobral e Fortaleza.&lt;br /&gt;No serviço de saúde, em 2005, a cidade possuía 15 estabelecimentos hospitalares conveniados pelo Sistema único de Saúde, com 122 leitos.&lt;br /&gt;Atualmente a população reclama da falta de alguns remédios nos postos de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Saneamento Básico &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZpcw_ml2I/AAAAAAAAANY/Nwk7wSvE7k4/s1600/Alto+da+boa+vista.+em+algumas+ruas+falta+pavimenta%C3%A7%C3%A3o+e+saneamento+b%C3%A1sico.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZpcw_ml2I/AAAAAAAAANY/Nwk7wSvE7k4/s400/Alto+da+boa+vista.+em+algumas+ruas+falta+pavimenta%C3%A7%C3%A3o+e+saneamento+b%C3%A1sico.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509707137043306338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alto da Boa Vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nos últimos anos o acesso da população local aos serviços de abastecimento de água encanada e tratada e de esgotos sanitários, aumentou de forma significativa. No entanto, os resultados obtidos não são suficientes para erradicar o problema. Os bairros que se ressentem de saneamento básico, na sede do município, são aqueles da periferia. Com o crescimento espacial da cidade, inúmeras localidades não contam ainda com sistema de esgotos e de água encanada e tratada, bem como de pavimentação das ruas, como é o caso do Bairro da Boa Vista, em evidente e franca expansão. Muitas ruas daquela localidade não possuem nem iluminação apropriada e o seu esgoto está a céu aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada ainda às precárias condições de saneamento no município, persistem os riscos de epidemias por doenças de veiculação hídrica, como as diarreias e, dentre estas, o cólera, bem como as de transmissão por vetores, como a dengue, que recentemente tornou-se um problema de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6. Pobreza e Desigualdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZpFm5yDTI/AAAAAAAAANQ/I6QxE11mN9k/s1600/Corte+.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZpFm5yDTI/AAAAAAAAANQ/I6QxE11mN9k/s400/Corte+.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509706739197545778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bairro Corte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A cidade tinha 53,51% de sua população vivendo abaixo da linha de pobreza, de acordo com o Mapa da Pobreza e Desigualdade 2003, pesquisa divulgada em de dezembro de 2008. A linha da pobreza é calculada de acordo com as características de cada região. Estão abaixo desta linha, aquelas pessoas que não conseguem se alimentar satisfatoriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação mostra que a cidade de Ipu pouco tem avançado no combate a pobreza e que são necessárias políticas públicas para tirar o município dessa situação vexatória. Muitos dos problemas vividos, hoje, pela cidade, são resultados da falta de políticas públicas para resolvê-los. E muitos de seus problemas sociais, têm origem na pobreza. Dificilmente, por exemplo, pode-se avançar na elevação dos índices de aprendizagem &lt;br /&gt;dos alunos das escolas públicas, enquanto persistirem percentuais elevados de pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indicadores sociais da cidade de Ipu não eram bons. O índice de Desenvolvimento Humano (IDH), estava em 0,67, um patamar que evidencia um baixo grau de desenvolvimento. O IDH é medido numa escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é um país ou região; quanto mais próximo de 0 (zero), menos desenvolvido é um país ou região. O índice gini, que mede as desigualdades sociais, estava em 0,41, o que significa alta desigualdade social. O coeficiente gini mede o grau de desigualdade existente entre os indivíduos a partir de escala que vai, também, de 0 a 1. O zero representa uma situação em que não há desigualdade e o 1, quando a desigualdade é máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade de pobreza vivida por Ipu é a mesma de outras 169 cidades cearenses, onde mais da metade da população vive na pobreza. Apenas 14 cidades do Ceará tinham, em 2003, menos da metade da população vivendo na pobreza. O menor índice, no Ceará, é de São João do Jaguaribe (35% da população vivendo na pobreza). Entre aquelas 14 cidades, estão Fortaleza (43,2%), Crato (44,3%), Ibiapina (48,7%), Aracati (48,8%) e Sobral (49,3%). Entre os municípios com os maiores índices de pobreza, lidera a lista a cidade de Saboeiro (79,5%), seguida por Salitre (71,2%) e Aquiraz (69,9%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7. A degradação do Riacho Ipuçaba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZqODQdlnI/AAAAAAAAANo/2QhIM_hiqzE/s1600/Riacho+Ipu%C3%A7aba.+beco+da+beinha.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZqODQdlnI/AAAAAAAAANo/2QhIM_hiqzE/s400/Riacho+Ipu%C3%A7aba.+beco+da+beinha.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509707983759447666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Riacho Ipuçaba. Beco da Beínha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Riacho Ipuçaba corta o município de Ipu e a sua nascente está localizada na serra, principalmente no Sítio São Paulo. Até as primeiras décadas do século XX foi a principal fonte de abastecimento de água para a população da cidade. Aos poucos as aguadas (chafarizes) foram substituindo o riacho como fonte hídrica de abastecimento até a construção do sistema de canalização de água no final da década de 1950. &lt;br /&gt;Como em quase todo lugar, as agressões aos rios urbanos são quase inevitáveis, pela falta de políticas públicas de preservação dos recursos hídricos e a densidade demográfica. São várias as agressões ao riacho Ipuçaba, como a construção de habitações marginais ao riacho, em sua grande maioria, da população de baixa renda, pelo menos nos tempos recuados e atualmente invadindo os limites de cotas máximas de cheia e as leis, mais atuais, que proíbem as construções nos limites das margens; o desmatamento ao longo do riacho; a utilização do riacho para o despejo dos esgotos das edificações, com lançamentos diretos no seu leito, dos dejetos residenciais ou por infiltração do esgoto das “fossas secas”, situadas em suas margens; o lixo depositado em suas margens e a utilização das águas do riacho para a lavagem de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, as construções mais pujantes estão cada vez mais se aproximando do riacho, sem que haja, por meio dos órgãos competentes, a devida fiscalização. &lt;br /&gt;O estado de degradação em que se encontra o riacho faz com que a população que reside ao longo de seu percurso, se encontre em estado de alto nível de insalubridade, sujeita a problemas de saúde. Diversas doenças infecciosas e parasitárias têm no meio ambiente uma fase de seu ciclo de transmissão, como as doenças de veiculação hídrica, com transmissão feco-oral. Algo que seria resolvido ou minimizado por meio de um sistema de saneamento e revitalização do riacho. No entanto, isso demanda empenho, gastos e projetos de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se faz, nas escolas de Ipu, por meio de projetos, para a conscientização quanto a necessidade de se preservar o nosso riacho, porém, igualmente, pouco se faz, quase nada, para a despoluição e saneamento do riacho, o que compete aos poderes instituídos, a começar pelo executivo municipal que pouco tem feito para salvar, enquanto há tempo, o riacho Ipuçaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SAIBA MAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;IDEB - O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta o desempenho de estudantes no final de cada etapa da educação básica: 4ª e 8ª séries do E.F e 3ª série do E.M. de escolas públicas e privadas de administração federal, estadual e municipal. Os resultados são considerados os mais importantes da educação no Brasil: aprendizagem e fluxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio dos dados coletados nas escolas, são fundadas metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para a educação básica. O plano do MEC estabelece como meta que, em 2021, o Ideb do Brasil seja 6,0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O IDH e o Coeficiente gini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foi criado pela ONU em 1990, para medir ou tentar medir o desenvolvimento econômico e, principalmente, social de cada país e região. Esse índice leva em consideração: a) fatores educacionais (taxas de analfabetismos, de população com ensino superior, etc); b) fatores ligados à saúde (expectativa de vida, taxas de mortalidade infantil, etc); c) fatores ligados à renda (renda per capita, distribuição social de renda); d) fatores como o acesso da população à informação, água tratada e saúde e vários outros itens. O IDH procura fazer uma síntese de todos esses fatores e classifica cada país do mundo numa escala de 0 a 1. O índice 1, que ainda não foi atingido por nenhum país do mundo, seria praticamente uma situação perfeita. O índice 0, que também não existe na realidade, seria o oposto. A ONU refaz os cálculos sobre o IDH de cada país todo ano, levando em conta as mudanças que ocorreram e os novos dados estatísticos. Em todos os relatórios publicados desde 1990 até hoje, embora a posição de cada país varie pouco, sempre os primeiros 21 colocados são todos dos países de primeiro Mundo: Noruega, Suécia, Austrália, Canadá, Países Baixos, Bélgica, Islândia, EUA, Japão, Irlanda, Suíça, etc.&lt;br /&gt;O Coeficiente de Gini é uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, e publicada no documento "Variabilità e mutabilità" (italiano: "variabilidade e mutabilidade"), em 1912. É comumente utilizada para calcular a desigualdade de distribuição de renda mas pode ser usada para qualquer distribuição. Ele consiste em um número entre 0 e 1, onde 0 corresponde à completa igualdade de renda (onde todos têm a mesma renda) e 1 corresponde à completa desigualdade (onde uma pessoa tem toda a renda, e as demais nada têm). O índice de Gini é o coeficiente expresso em pontos percentuais (é igual ao coeficiente multiplicado por 100).&lt;br /&gt;Enquanto o coeficiente de Gini é majoritariamente usado para mensurar a desigualdade de renda, pode ser também usado para mensurar a desigualdade de riqueza. Esse uso requer que ninguém tenha uma riqueza líquida negativa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7180008501474996806?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7180008501474996806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ipu-170-anos-de-emancipacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7180008501474996806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7180008501474996806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ipu-170-anos-de-emancipacao.html' title='Ipu: 170 anos de emancipação'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THZo0cNFDyI/AAAAAAAAANI/o1zHprTrPTc/s72-c/IPU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7388758525096167936</id><published>2010-08-24T10:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T11:32:19.275-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>"Palhaço" Genial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THQKV0Doo2I/AAAAAAAAAM4/uhn30ptVzZU/s1600/1328ailca0-0jan020080-00230.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THQKV0Doo2I/AAAAAAAAAM4/uhn30ptVzZU/s400/1328ailca0-0jan020080-00230.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509039614048379746" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Palco do Espetáculo. Fonte: www.ipu-ce.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crônica abaixo, e que compartilho com os possíveis leitores dos meus magros escritos, foi escrita em janeiro de 2008, no dia seguinte da cerimônia de posse dos novos Acadêmicos da AILCA, e postado no site da Afai no dia 21 de janeiro daquele ano. É um dos muitos textos  que encontrei entre meus escritos salvos de meu antigo computador, como cópia de segurança. Ultimamente adquiri a mania de buscar os meus escritos antigos. Cada vez que encontro um novo texto (velho texto na verdade, ou uma velha história escrita) - e o(a) leio, outros textos e outras histórias se desenham em minha mente. E dessas novas histórias, advêm outras que tenho vontade de contar (ou escrever), como a personagem central das Mil e uma noites, Sherazade. É como se as histórias nos fizessem viver e ao  contá-las nos afastasse da morte, como nas histórias do Oriente Médio do tempo dos sultões. Sherazade, para fugir da morte, precisou contra uma história, da qual novas histórias se sucediam, antes que as anteriores terminassem, até o dia em que o amor venceu a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem, em outra ocasião direi o porquê dessa minha busca pelas minhas histórias antigas que é também uma busca existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora, queria falar do texto escrito em 2008 e que deu início a este novo texto. Lembro que fui à cerimônia de posse da Academia de Letras (AILCA) a contragosto, pois não sou muito afeito às cerimônias daquele tipo (ou talvez cerimônia nenhuma), elas me entediam e suas formalidades não me fazem sentir bem. Por isso, busquei, na sala, o lugar mais distante do palco e mais distante de todos. Não queria falar com ninguém. Na verdade não sei o que eu fui fazer ali. Mas fui. Contraditoriamente, sempre acho que aprendo muito com eventos como aquele, e é por isso, talvez, que quase sempre vou àquele tipo de cerimônia. Enquanto as pessoas vão para elas para sociabilizar-se, conversar, exteriorizar o último vestido comprado, ou o novo smoken ou a oportunidade para usar aquela joia que só se usa para impressionar os outros, eu vou para aprender algo e, por incrível que pareça, delas tiro ensinamentos para a minha vida. É em momentos como aquele, em que estou com raiva por estar ali (mas sem reclamar e nem expor para ninguém as minhas injúrias), é que eu aprendo e tenho boas ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ali, em momentos como aquele, analiso e presto atenção não no que a maioria das pessoas veem diante de seus olhos. O que as pessoas veem diante de seus olhos? Elas vêm a realidade evidente. Como assim? O mundo para a maioria das pessoas é tão natural que elas não se sentem tentadas a pensar sobre ele, sobre suas atitudes e as atitudes dos outros (a não ser as atitudes daqueles que fogem da maneira de ser de seus círculos, portanto, quando deixam de ser naturais a seus olhos). Essas pessoas são o resultado da cultura (a sua cultura) incorporada em seu corpo como uma estrutura do seu código genético, e as respostas que elas dão para o mundo é exterior a seu corpo (ou interior a ele), com pouco espaço para o inesperado. É resultado de estruturas interiorizadas em seu corpo pela educação (escolar e familiar), da classe social a qual fazem parte e do sistema de símbolos e signos interiorizado por sua vivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao contrario, portanto, da maioria das pessoas, eu treino meu olhar para perceber gestos, atitudes e comportamentos que passam despercebidos da maioria dos mortais. Aquilo que poucos conseguiriam enxergar. É exatamente aí que é possível desvendar o segredo inscritos nas pessoas, nos seus corpos e gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Daquela noite lembro-me, sem ter anotado, perfeitamente dos discursos, assim como do espetáculo que analiso abaixo. Um deles era de um acadêmico que tomava posse naquele dia. Entusiasmado como uma criança feliz,  primeiro, usou todo um cerimonial antes de falar. Ao ser chamado para discursar, levantou-se elegantemente, cumprimentou o público, e desfilou pelo salão, saindo de sua poltrona confortável e indo apertar a mão do mestre de cerimônia, tudo de forma, igualmente, muito elegante. Então, assumiu o papel que lhe foi atribuído. Antes de discursar fez novo cerimonial, alguns trejeitos, e então saldou aos presentes, começando pelo prefeito, presente, até FULANDO DE TAL, numa interminável e entediante lista que parecia não ter fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No momento tão esperado por ele, mas não por mim, usou toda a sua verve, as suas técnicas de retórica e pôs em prática os ensinamentos que adquiriu no último curso daqueles denominados “como falar em público”.  Entre palavras eloquente e citações de autores consagrados (filósofos, historiadores, economistas, sociólogos, literatos e urologistas), que ele passou a semana colhendo nos muitos livros (alguns didáticos), empilhados em sua biblioteca empoeirado e cheia de teias de aranha, e dos quais decorou algumas frases muitas vezes repetidas por muitos, ele alterava o tom de voz que ia dos sussurros aos gritos ensurdecedores em um microfone mal sintonizado, arranjado às pressas para a cerimônia. Ele deu o seu show, com elegância é claro, e terminou seu discurso de formar magistral, como uma citação muitas vezes repetidas, mas que ele deu uma nova interpretação, iniciando-a com um sussurro que mal dava para ouvir e terminou com um  grito que até hoje ecoa em meus ouvidos e me faz, as vezes, acordar no meio da noite com uma taquicardia que quase me leva à morte. A palavra final do discurso não sai minha mente:&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; livros, Livros, Livros, livros, livros, livros, livros...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Bom, chega de ladainha. O texto que quero apresentar é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ideia Genial&lt;/span&gt; (22 de jan. 2008-01-21) &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THQKvUrO3uI/AAAAAAAAANA/UigaOhk1Bbo/s1600/853ailca0-0jan020080-00280.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THQKvUrO3uI/AAAAAAAAANA/UigaOhk1Bbo/s400/853ailca0-0jan020080-00280.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509040052301127394" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Protagonista do espetáculo. Fonte: www.ipu-ce.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo que não visito este livro. Gostaria de fazer alguns comentários sobre a solenidade de posse dos novos acadêmicos da AILCA, cerimônia que se realizou no dia 18 no Auditório do Patronato. Eu estava sentado na última cadeira do recinto, no lado esquerdo de quem entrava no auditório, sozinho, absorto em meus pensamentos. Dali, só me levantei quando um certo “palhaço” resolveu transformar o evento em um espetáculo circense. Fui lá para frente para ouvir melhor o que dizia. Enquanto muitos conversavam e faziam comentários, eu o observava atentamente. (É lógico que a maioria prestava atenção a ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua atitude chamou-me atenção não pelo espetáculo em si, isto é, pela representação do personagem: o palhaço, nem pelos risos que pudesse roubar de mim e de muitos, mas pela genialidade da ideia. Logo explicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a cerimônia ouvi alguns comentários reprovando à atitude daquele por trás de seu personagem. Alguns argumentos apontaram para fato de que a Academia (com “A” maiúsculo) não era o lugar apropriado para a atitude daquele tipo. O circo sim. Creio que estas pessoas e algumas outras não entenderam a genialidade da ideia.&lt;br /&gt;É claro também que eu faço a minha própria leitura e como tal, pode destoar da intenção do autor da ideia. Vou analisá-la como quem analisa um texto. Desta forma, a escrita não pertence só ao autor, mas também ao leitor, que faz sua própria leitura e ressignifica o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “palhaço” genial transformou um evento acadêmico, tradicional - daqueles em que as formalidades e os discursos eloquentes tornam-se indispensáveis sob pena de sofrer as mais auspiciosas e severas críticas daqueles acostumados ao “academicismo” [ou academismo] - em um espetáculo que buscou negar exatamente toda essa “chatice”, em que os filhos dos acadêmicos, amigos e às vezes seus companheiros e esposas só os acompanham para satisfazê-los, ou para obedecer às normas e regras de sociabilidades circunscritas à círculos fechados, às vezes, hermeticamente.&lt;br /&gt;A atitude daquele por trás de seu personagem, creio, foi exatamente quebrar as hierarquias que informam este universo, e mostrar para todos que é possível fazer algo diferente, negando as regras ou normas, as formalidades que informam e aprisionam os membros de sociedades como aquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, ao que parece, uma espécie de inversão de papeis, em que um membro de uma entidade tão formal, buscou mostrar, que na verdade todos nós assumimos papeis sociais e que somos não o que acreditamos ser, mas, o que as pessoas acreditam que somos, porque nossas atitudes caminham no sentido de querer fazer com que elas qualifiquem, façam juízos de valor de nós mesmos. Muitos buscam dinheiro não porque necessitam tanto de tanto dinheiro, mas porque a sociedade valoriza aqueles que o possuem em abundância. Muitos buscam posições, não pelas posições em si, um lugar, mais pelo que representam, ou possam representar, dentro daquilo que a sociedade institui como distinto, superior, em volta de um halo ou aura, algo místico. Na verdade, o “palhaço” mostrou que assumimos papeis que nos transformam em uma representação, que poderíamos chamar de máscaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio autor do personagem se valeu dela. No teatro grego os atores a usavam e a denominavam de persona, para mostrar que estavam representando (daí personagem). O Palhaço usou da técnica dos antigos e produziu uma tragicomédia digna do autor de Édipo Rei. O espetáculo teve características trágicas, porque o seu autor jamais conseguirá transformar uma instituição de tradição milenar em algo aberto. Morrerá sem conseguir isso. As pessoas precisam de máscaras. Teve características de comédia não porque fez ri, mas, simplesmente porque agir daquele jeito é, em si, uma comédia. Como espetáculo, tudo bem, anima, mas como um meio de mudar atitudes, talvez tenha sido uma quimera, o que não anula, em absoluto, a tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda não terminei. Penso que a ideia foi genial também porque a atitude convida-nos que deixemos de lado nossos papeis sociais, em suma, nossas representações. Convida-nos ainda que joguemos na lata do lixo nossos preconceitos, as regras que nos aprisionam, a viver a alegria de viver, esquecendo as críticas, as disputas, os conflitos, tão característicos dos seres humanos (nós), na maioria das vezes imbecis pelas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles que quiserem se libertar da prisão, chamada de regras e condutas sociais, devem despir-se de suas roupagens (máscaras) e incorporar um outro personagem, isto é, um palhaço. Naquele picadeiro (auditório) o único a conseguir se libertar da prisão foi ele próprio. Mas, uma vez trocada a roupa e lavada “a cara”, voltou ao estado normal das coisas, ou anormal, sei lá. Mesmo no momento em que representou, isto é, em que foi capaz de mudar a máscara, não conseguiu com que as pessoas gargalhassem, pois no recinto era preciso rir com elegância (muitos riram e se divertiram). Não se preocupem, eu também sorri elegantemente, mas se estivesse no circo, gargalharia, daria a língua, gritaria, pularia. Quem ali fizesse isso, todos o chamariam, no mínimo, de mal educado. Os mais exaltados chamariam, talvez, de favelado. Mas teria se despido de sua roupagem, momentaneamente. As regras nos aprisionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “palhaço” foi menos genial, o que não tira seu brilho, quando abertamente revelou uma de suas intenções, isto é, chamar a atenção para o perigo do academicismo [ou academismo], e de uma instituição hermeticamente fechada (com pleonasmo e tudo), característica das academias. Por fim, a sua atitude buscou abrir os olhos daqueles que estavam sentados em cadeiras confortáveis como aquelas, no lado esquerdo de quem assiste ao espetáculo, dizendo-lhes que aquilo não devia ser um fim em si mesmo, mas um meio de avançar na senda da cultura. É como se ele estivesse apontando o dedo para os imortais dizendo-lhes: “levantem suas bundas dessas cadeiras confortáveis, deixem de mostrar os dentes para mim e façam algo pela cultura de nossa terra”, ou tentando mostrá-lhes que não se iludam com a imortalidade, pois todos, mesmo assim, morrerão um dia e, se não fizerem nada, seus nomes serão esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria dizer que o espetáculo foi, sem exagero, digno de Carlitos, o Charlin Chaplin. Assisto a seus filmes não porque são engraçados, mas porque são geniais. Sem abrir a boca, ele nos encanta. Carlitos é ou foi, para mim, o maior ator de todos os tempos. Todas as suas obras fazem críticas à sociedade de sua época usando como método a comédia inteligente. O “palhaço” (uso essa terminologia sempre de forma carinhosa) da Academia fez o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que o espetáculo acabou e aquele por trás da maquiagem também sentou ao lado de seus pares em poltronas acolchoadas, com couro de jacaré e tudo. Talvez tire uma sonequinha, deve estar cansado, afinal o espetáculo deve ter exaurido suas forças. Terá que assumir seu papel social, a sociedade e a instituição irão cobrá-lo.&lt;br /&gt;Em alguma medida sempre seremos reféns do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7388758525096167936?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7388758525096167936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/palhaco-genial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7388758525096167936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7388758525096167936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/palhaco-genial.html' title='&quot;Palhaço&quot; Genial'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THQKV0Doo2I/AAAAAAAAAM4/uhn30ptVzZU/s72-c/1328ailca0-0jan020080-00230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7267623728494331526</id><published>2010-08-21T12:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T12:32:12.590-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Mundo fascinante: a Felicidade fora da realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THAoGvn5EPI/AAAAAAAAAMw/fEw9Q8dsssk/s1600/download.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THAoGvn5EPI/AAAAAAAAAMw/fEw9Q8dsssk/s400/download.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507946440602226930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de partilhar com o leitor, se é que tenho algum, experiências vividas por mim nas últimas semanas. Escrevo como se eu fosse uma pessoa importante, um grande escritor e que sabe que tem uma porção de leitores sedentos por ler o que escrevo - na ilusão de saber sobre mim ou de aprender algo para a sua vida - mesmo sabendo que poucas pessoas ou ninguém se interessará pelo que escrevo, a não ser eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim escrevo, não porque acredite que outras pessoas se interessarão pelo que tenho a dizer ou que possa instruí-las, diverti-las ou ensinar-lhes algo importante, mas porque escrever me faz bem, me afasta do mundo e das pessoas ao mesmo tempo em que me aproxima delas. Está confuso? Será que esta forma de escrever não é uma estratégia retórica para prender a sua atenção a ponto de se sentir tentado a ler até o final? Mas eu não disse que talvez não tenha leitores e que só escrevo para me sentir bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho passado os dias preso em meus pensamentos e quase nada me entedia, a não ser o mundo real em que vivo. Quando dou demasiada atenção ao mundo em minha volta sinto que me torno uma pessoa infeliz e só reencontro esta felicidade quando me afasto dele; quando me retraio em meu quarto e busco a solidão, o silêncio; quando me sento à mesa, pego uma caneta e escrevo sobre alguma coisa, sobre qualquer coisa, como faço agora. Ali, no silêncio dos meus pensamentos eu entro em um mundo tão fascinante e tão maravilhoso que sinto que encontrei a felicidade que, antes pensava estar em algum ou outro lugar, em outras coisas e num mundo a qual hoje quero me afastar, embora saiba que jamais poderei ignorá-lo. Com os olhos fito no papel, e no deslizar da caneta sobre ele, entro em um mundo novo, em um outro mundo criado por mim mesmo, tão real quanto o mundo lá de fora. Neste momento eu sou um personagem como aqueles outros que crio e tenho o poder de dar o destino que quiser à história, embora na maioria das vezes, o desenrolar lento e final do enredo tome um caminho que salta do meu controle como se tivesse vida própria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma sensação sinto ao ler um livro, qualquer livro. Quando o abro sou tragado para dentro de suas páginas como em um sonho que está para além do nosso controle. O que me fascina não é apenas a leitura em si, mas a capacidade que este ato tem de nos arrebatar do mundo em que vivemos, de fazer-nos esquecer, por um longo tempo, que existe um mundo da qual de outra forma não conseguiríamos desligar-se dele. Quando me afasto desse mundo, demasiado real, sem fantasia, ainda que possamos fantasiá-lo, em que as alegrias sucedem as tristezas e vice-versa, em que os nossos medos nos impelem de ousar, nossas obrigações nos impedem de sonhar e uma cem mil coisas que nos amarram a ele, é que consigo viver plenamente como uma criança com os seus brinquedos, suas fantasias, seus mundos fantásticos rodeados de monstros e super-heróis que voam e que tem poderes sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligar-se do mundo e entrar em outro plano é algo, para mim, fascinante. Neste momento encontro a felicidade em outro lugar, fora da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, meu caro leitor, se é que você está aí, o que me fez pensar sobre isso e mais ainda escrever sobre o que estou sentido, foi o fato de relatar a minha experiência nas últimas semanas. Não foi mesmo isso que disse no início? O problema é que o meu pensamento é mais rápido do que a caneta ao deslizar no papel, por mais que tente não consigo controlá-la. É como se tivesse vida própria, está além meu controle. Como não tenho leitores, portanto, não devo preocupar-me se o que escrevo deva ter início, meio ou fim. Afinal escrevo para me sentir bem. Não foi isso que disse no inicio? Afinal, não sou daqueles que gostam de enredos fáceis, que têm início, meio e fim. Gosto de enredos que me fazem divagar, esquecer do mundo e entrar num outro universo. Isso me faz bem. Já devo ter dito isso antes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7267623728494331526?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7267623728494331526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/mundo-fascinante-felicidade-fora-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7267623728494331526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7267623728494331526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/mundo-fascinante-felicidade-fora-da.html' title='Mundo fascinante: a Felicidade fora da realidade'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/THAoGvn5EPI/AAAAAAAAAMw/fEw9Q8dsssk/s72-c/download.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-7584637537787312899</id><published>2010-07-28T16:55:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T06:15:33.144-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>RAMOS PONTES, O “MALUCO BELEZA” DO IPU</title><content type='html'>Crônica escrita por Arcanjo e publicada no Jornal Ipu Grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era algum dia de algum ano no inicio dos anos oitenta do século passado; eu ainda era uma criança, lá pelos meus 10 ou 12 anos, e a fama do velho mestre (na época um jovem de cerca de 25 anos de idade) me chegou nas palavras de meus irmãos mais velhos, que o conheceram na fundação do Murilo Aguiar: “-Ele é um filósofo, entende de tudo, conhece os segredos do universo e desafia as convenções sociais!”. Auto, magro, com barbicha “a lá Raul Seixas”, a presença de Ramos Pontes se impunha de modo imperativo e inexorável; gigantesco em sua retórica, era impossível não notá-lo em sua majestade, em sua imponência, em seus devaneios lexicais e em sua aparência desleixada de herói vencido. O caráter anárquico de seu temperamento - cabeleira desgrenhada, blusão de cientista maluco - sempre me fascinou! Aquele homem era um titã! Uma lenda! Um personagem saído de algum romance fantástico criado por um escritor maquiavelicamente surreal. Havia nele algo de Dom Quixote, de Che Guevara, de Jesus Cristo e de Camões!  Ramos Pontes era meu herói de adolescência! Impávido como um colosso, o gigante aqui chegou de longe, já fustigado das batalhas pela vida, para lecionar no Ipu. Conquistara a duras penas o título de professor de português nas universidades cariocas e chegou mesmo a desafiar a ditadura militar nos “anos negros” de nossa história. Foi contratado assim que por aqui aportou, para lecionar no antigo Ginásio Ipuense  (mas Ramos estava em plena fase do Realismo Naturalismo, e fez publicar seu primeiro livro – Satiricom 2 – em que expunha a nu a hipocrisia em que vicia a “nata” da sociedade ipuense). O livro provocou a ira da Igreja, e, tal qual como ocorreu com Copérnico, Giordano Bruno, Galileu e tantos outros “hereges” históricos, o professor revolucionário fora escorraçado do Ginásio Ipuense! Expulso por seu comportamento livre das amarras da moralidade, o mestre adentrou as fileiras da luta pela criação de uma escola estadual pública no Ipu. Naquela ocasião ocorria um monopólio da educação em torno do Ginásio, e a maioria dos estudantes carentes não tinha como concluir o científico (pois para quem não tinha bolsa de estudos, estudar no ginásio ou no colégio das Irmãs – o Patronato - era algo impensável). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cambaleante, mas decidido. Tremulante, mas desembestado, nasceu a Escola Murilo Aguiar (no início seus diplomas eram assinados por uma escola distante – lá onde Judas perdeu as botas!); e a figura anárquica de Ramos Pontes – O Professor Ramos, como era conhecido – esteve ligada desde o início a sua fundação. O prédio fora cedido pela prefeitura, e por anos os prefeitos vinham sempre com ameaças de despejos e desocupações sobre os diretores, sempre reféns destes cretinos. O Murilo quebrara o monopólio da educação no Ipu, e prefeitura e a Igreja não viam com “bons olhos” a aventura educativa promovida por uns bravos e excêntricos desbravadores (educar no Ipu era coisa para padres exorcistas, freiras carrancudas e professoras pernósticas!).  Mas, sabe-se lá como, o Murilo Sobreviveu aos vendavais e aos furacões, e gerações seguidas de ipuenses carentes puderam concluir o Segundo Grau graças a seus idealizadores. Além de Ramos, outras mentes estiveram por trás de sua criação, mas este escritor provinciano ignora seus nomes no momento (deixo este trabalho para os historiadores que virão – se é que eles virão!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na primeira eleição de José Carlos para a prefeitura de Ipu, o nome de Ramos Pontes, de tão notório, se impôs ao velho manipulador das multidões tacanhas; e a oligarquia Zezécarlista nomeou o “maluco beleza do Ipu” para o cargo de Secretário Municipal de Cultura. Nunca este cargo estivera em tão acertadas mãos! E logo no início da gestão, Ramos Pontes se pôs a promover concursos de poesia, redação e artes plásticas (ganhei dois desses concursos); a vida cultural da cidade ganhara visibilidade! Mas em pouco tempo, recusando-se a participar da politicalha dos bastidores, o velho Dom Quixote Ipuense entregou o cargo e desde então se dedicou a ferrenha oposição ao oligarca-empresário.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No próximo pleito, candidatou-se a vereador, mas vítima de uma sociedade corrupta e clientelista, não fora leito (a população preferiu eleger agiotas, especuladores, gigolôs do erário, e toda sorte de trapaceiros e espertalhões para os cargos do legislativo municipal). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Meu pai foi rei! - Foi! - Não foi!” - Foi! -Não foi! Diz a corte do sapo cururu na lagoa!” eram as críticas do velho “galdilho da palavra” contra a oligarquia que um dia ele mesmo defendeu. Derrotado nas urnas, humilhado, cabisbaixo e triste, o nosso professor saiu de cena, mas, logo depois da apuração,  uma patrulha de puxa-sacos de última hora resolveu ir às forras contra o mestre da retórica, e por pouco Ramos não fora vítima de graves agressões físicas logo após o resultado das urnas (mas sua moto fora apedrejada, assim como sua honra!).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Melancólico e triste, como Daniel na Cova dos Leões, o velho mestre, herói de minha infância, (o Dom Quixote e o Maluco Beleza do Ipu) paladino da cultura local e demolidor das convenções hipócritas, retirou-se do Ipu para nunca mais voltar! O velho Samurai baixou seu gládio e se rendeu a seus inimigos! Mil anjos no inferno, e mil demônios no céu amaldiçoaram o Ipu naquele dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em meu intimo, naquele dia eu chorei em silêncio! Como é possível tanta loucura no mundo? As pessoas erradas são selecionadas para os lugares certos, e as pessoas certas são condenadas ao ostracismo e ao desterro!  Ô Velha Ipu estúpida, como eu te detesto, Sodoma invicta! Babilônia cínica! Jerusalém de vícios! Anos depois eu, o Arcanjo – o anjo da vingança – declararia guerra aos políticos do Ipu e vingaria meu mestre! “-Triste é o povo que precisa de heróis!”, disse-nos Bertolt Brecht. E nós ipuenses precisamos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arcanjo – do exílio em Camocim/Sobral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-7584637537787312899?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/7584637537787312899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/ramos-pontes-o-maluco-beleza-do-ipu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7584637537787312899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/7584637537787312899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/ramos-pontes-o-maluco-beleza-do-ipu.html' title='RAMOS PONTES, O “MALUCO BELEZA” DO IPU'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-4060298344701928929</id><published>2010-07-09T15:56:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T06:12:43.131-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ipu - desenvolvimento socioeconômico'/><title type='text'>Ipu: no Ranking de desenvolvimento é o 32º</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDeqs0Ij3fI/AAAAAAAAAMg/fKbL-shXl_w/s1600/IPU.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDeqs0Ij3fI/AAAAAAAAAMg/fKbL-shXl_w/s400/IPU.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492045957487123954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cidade de Ipu-Ceará&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dados (preliminares) apresentados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece – 2008), mostram que a Cidade de Ipu, entre os 184 municípios pesquisados, aparece no Ranking como o 32º em desenvolvimento socioeconômico no Estado. Porém, apresenta um baixo índice de desenvolvimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ipece dividiu os municípios cearenses em quatro classes de desenvolvimento socioeconômico. A cidade de Ipu aparece apenas na terceira, denunciando o seu baixo desenvolvimento. No entanto, quando comparada aos demais municípios cearense aparece à frente de 152 cidades. Isso só é possível em função da realidade vivida pela maioria dos municípios do estado, com baixos índices que denunciam as precárias condições a qual vive a sua população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 20 municípios do Estado, cerca de 11%, têm condições socioeconômicas satisfatórias, apresentando infraestrutura adequada, economia pujante e índices sociais relativamente bons. Dez destes municípios estão na região metropolitana de Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em relação à última pesquisa, realizada em 2006, houve avanço. Porém, 164 cidades do Ceará ainda possuem indicadores econômicos e sociais considerados baixos, como é o caso da cidade de Ipu. A pesquisa denuncia a forte concentração econômica em algumas localidades, embora uma quantidade maior de cidades venha apresentando um patamar de desenvolvimento mais razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para o cálculo do índice de Desenvolvimento dos Municípios (IDM) são empregados 30 indicadores relacionados a aspectos sociais, econômicos, fisiográficos e de infraestrutura, agregados em 4 grupos: 1. Indicadores Fisiográficos e agrícolas; 2. Indicadores Demográficos e Econômicos; 3. Indicadores de Infraestrutura de Apoio; e, 4. Indicadores Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O IDM varia de índices que vão de 0 (zero) a 100. Quanto mais próximo de zero, menos desenvolvido é o município e quanto mais próximo de 100 mais ele é desenvolvido. No Ceará o índice variou de 8,97 (menor índice, referente ao município de Aiuaba) e 85,41, maior índice, pertencente à Cidade de Fortaleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IDM é dividido em 4 Classes. Na primeira delas está apenas o município de Fortaleza (85,41), com 29% da população do estado. Na Classe 2, estão os municípios com índices que variam de 40,75 a 64,86, englobando 19 cidades, com uma população de 20,4%, entre as quais, com os índices mais elevados, estão Eusébio, Sobral, Maracanaú e Horizonte. Na Classe 3 estão 77 municípios, com 28,22% da população do Estado e com os índices mais elevados, Meruoca, Pacoti e Aracati. Por último, no Grupo 4, estão os municípios com os menores IDM, no total de 87, onde residem 22,07% da população estadual. Os melhores municípios, dos piores, são Aurora, Fortim e Trairi.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDewNcITMSI/AAAAAAAAAMo/uZToIbyD3js/s1600/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDewNcITMSI/AAAAAAAAAMo/uZToIbyD3js/s400/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492052015537402146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: Diário do Nordeste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Cidade de Ipu, com IDM de 36,31, está na Classe 3. De um modo geral, apresenta baixo índice de desenvolvimento, porém, quando comparada aos outros 184 municípios, aparece na 32ª colocação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na análise dos 4 grupos de indicadores, aquele que a cidade de Ipu apresenta o maior índice refere-se ao 1º (Indicadores Fisiográficos e agrícolas). Numa escala que vai de 0 a 100, o município ficou com o índice 66,99(22º no ranking); no grupo 2. Indicadores Demográficos e Econômicos, obteve apenas 9,64 (104º), índice dos mais baixos; no Grupo 3. Indicadores de Infraestrutura de Apoio ficou com 32,48 (27ª) e, no Grupo 4. Indicadores Sociais, 49,92 (40).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-4060298344701928929?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/4060298344701928929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/ipu-no-ranking-de-desenvolvimento-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4060298344701928929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/4060298344701928929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/ipu-no-ranking-de-desenvolvimento-e-o.html' title='Ipu: no Ranking de desenvolvimento é o 32º'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDeqs0Ij3fI/AAAAAAAAAMg/fKbL-shXl_w/s72-c/IPU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-1787258073989988609</id><published>2010-07-05T18:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T18:06:17.684-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Educação: Ceará entre os Estados que pagam os piores salários</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDKBJog33wI/AAAAAAAAAMY/nDunmunNjQs/s1600/sala5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDKBJog33wI/AAAAAAAAAMY/nDunmunNjQs/s400/sala5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490592898212159234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa realizada no final do ano passado pela Apeoc, sindicato dos professores do Estado do Ceará, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e a Central Única dos Trabalhadores, (CUT) revelou que o Ceará, dentre as 27 unidades que compõem a União, com exceção do Mato Grosso, é o décimo terceiro Estado que pior remunera seus professores (salário-base), assim como é o sexto pior em hora/aula, pagando apenas míseros R$ 6,63. O Distrito Federal paga R$ 16,13. O Ceará, no Ranking, está à frente apenas do Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás e Pernambuco. No ranking do nordeste, o Ceará é o 4º pior na remuneração dos seus professores, ganha apenas do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ceará, a remuneração de um professor em início de carreira, nível 13, é de R$ 1.327,66, por 40 horas/aula semanais, o que corresponde a 2,85 salários mínimos. A pesquisa mostrou que em um passado recente, um professor do Liceu recebia o equivalente ao salário de um desembargador que é, hoje, de R$ 24,000,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ceará: entre os Estados que não cumprem o piso nacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Ceará, em 2010, está entre um dos seis estados em que a remuneração dos professores da rede estadual não alcançou o piso nacional, segundo dados da CNTE. Ainda, segundo a entidade, o Estado é o que paga o 6º pior salário aos professores graduados iniciantes, cuja média salarial é de R$ 1.327,66.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei do piso salarial para a categoria, que vale para professores iniciantes, com 40 horas semanais e sem a formação em nível superior, sancionada pelo Presidente Lula, estabelece o valor, corrigido, de R$ 1.024,67, como mínimo. O Ceará iniciou o ano de 2010 pagando o salário base de R$ 950, sem aplicar o reajuste obrigatório, previsto para janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-1787258073989988609?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/1787258073989988609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/educacao-ceara-entre-os-estados-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1787258073989988609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/1787258073989988609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/educacao-ceara-entre-os-estados-que.html' title='Educação: Ceará entre os Estados que pagam os piores salários'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TDKBJog33wI/AAAAAAAAAMY/nDunmunNjQs/s72-c/sala5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5293632285159014029</id><published>2010-07-01T16:00:00.000-07:00</published><updated>2010-07-01T16:12:29.510-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Ipu: final do XIX e início do XX'/><title type='text'>História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. FINAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TC0ef2ge_ZI/AAAAAAAAAMI/p04D-ofDc2w/s1600/Cel.+Jos%C3%A9+Rdo..JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 292px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TC0ef2ge_ZI/AAAAAAAAAMI/p04D-ofDc2w/s400/Cel.+Jos%C3%A9+Rdo..JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489077053391043986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cel. José Raimundo de Aragão Filho. Governou a cidade por mais de uma década&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OS ARRANJOS POLÍTICOS DEPOIS DE 1914&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O episódio descrito acima foi suficientemente doloroso e dramático não apenas para os Martins, mas também para os Aragão. Isso contribuiu para que Martins e Aragão fizessem um acordo, mais tarde, e dominassem o cenário político local sem disputas ou traumas, desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da aliança foi eliminar qualquer oposição mais forte capaz de colocar em risco o controle do poder por um grupo ou outro. Juntos, Aragão e Martins ganharam com isso. Assumiram todos os postos de mando local. Angariavam as benesses de apoiarem a situação estadual e federal.            Não se podia mais permitir o episódio doloroso de 1914 e 1915. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rivalidade entre grupos no âmbito local colocava em risco o poder de potentados locais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse arranjo de forças foi lentamente tecido, após a perseguição aos seus correligionários, por Abílio Martins. Foi ele o grande maestro de uma orquestra que tocava afinada. Foi capaz de criar uma estratégia que permitiu aos dois grupos tradicionalmente opositores na cena local, o domínio da política. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O período posterior a 1915, em Ipu, foi de relativa paz política como nunca se viu antes, em contraste com as lutas dos potentados locais, anteriormente.  Um exemplo disso explica por que o Cel. José Raimundo de Aragão Filhos governou a cidade de Ipu, como intendente, de 1914 a 1925/26 e sem que ocorresse qualquer episódio capaz de colocar em xeque o seu governo. José Raimundo de Aragão seguia a risca o que os líderes do novo grupo político determinavam. Depois dele, assumiu a intendência o Cel. Félix Martins, não por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TC0fDIVRe2I/AAAAAAAAAMQ/rlcaOrYsOs0/s1600/Joaquim+Lima+I.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 347px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TC0fDIVRe2I/AAAAAAAAAMQ/rlcaOrYsOs0/s400/Joaquim+Lima+I.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489077659471280994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Joaquim de Oliveira Lima. Assume o governo municipal com a "Revolução de 1930"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ainda hoje, há resquícios dessa forma de fazer política. Os grupos dominantes, em nosso processo histórico, perceberam, desde cedo, que quando há disputas muito acirradas entre grupos fortes, são eles os maiores perdedores, uma vez que não são capazes de se perpetuarem no poder, esconder práticas não condizentes com a conduta esperada dos “homens públicos” ou pelo menos mal vistas pela população. Também, momentaneamente, quando o adversário está no poder, não podem legar para a posteridade uma visão positiva de seu grupo mediante o controle da memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória histórica, neste caso, passa a ser um campo de disputas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, essa tradição de conciliação está sendo quebrada e isso é muito recente em Ipu, em função da entrada em cena de novos atores e grupos políticos, cujos interesses são cada vez mais conflitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternância no poder entre grupos rivais fortes mostrou antes, e está mostrando agora, um século após a conciliação entre Martins e Aragão, que eles ficam muito vulneráveis e expostos ao grupo adversário que, ao assumir o poder e buscar se perpetuar na administração, tende a expor para a população os “atos ilícitos”, do ponto de vista jurídico e não moral, de seus desafetos, maculando uma memória positiva (mostrados como benfeitores que trouxeram o “progresso para a cidade”) construída, antes, por aqueles que estavam no poder. Quem está no poder, tente a apagar e macular a memória construída pelo grupo anterior. Da mesma forma, busca fundar uma outra memória, construída lentamente com o uso dos meios de comunicação à disposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa alternância do controle do executivo, as disputas, rixas, lutas por interesses, têm feito com que o ciclo se perpetue, quando as conciliações políticas se mostram impossíveis e expõem para a população o que antes ficava escondido embaixo do tapete, o jogo sujo dos conchavos, as alianças construídas mediante negociações escusas e a tensão sempre a flor da pele pela luta em impor apenas uma visão de política: a do grupo que está no poder. Esse estado de coisas tem levado a maior parte da população à descrença em seus homens públicos e à tentativa de “tirar deles” o que puder, por meio da negociação do voto, única “benesse” que pode usufruir do prostituído processo político. Há alguma semelhança com o que ocorre hoje?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5293632285159014029?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5293632285159014029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/historia-do-ipu-final-do-sec-xix-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5293632285159014029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5293632285159014029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/07/historia-do-ipu-final-do-sec-xix-e.html' title='História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. FINAL'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TC0ef2ge_ZI/AAAAAAAAAMI/p04D-ofDc2w/s72-c/Cel.+Jos%C3%A9+Rdo..JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5346311155934849285</id><published>2010-06-26T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T18:06:01.709-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Ipu: final do XIX e início do XX'/><title type='text'>História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. (Parte XIV)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TCajNkwj1HI/AAAAAAAAAMA/d3HTW0MWyzQ/s1600/Coronel+Jo%C3%A3o+Martins.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TCajNkwj1HI/AAAAAAAAAMA/d3HTW0MWyzQ/s400/Coronel+Jo%C3%A3o+Martins.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487252649598506098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cel. João Martins da Jaçanã. Protagonista de um dos episódios marcantes da política ipuense nos primórdios do século XX&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O CASO DE IPU: A PERSEGUIÇÃO AOS MARTINS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O cenário político agitado do inicio do século XX, a queda dos Martins e o episódio do ataque do cel. João Martins da Jaçanã, com seu bando, ao símbolo do poder local (Casa de Câmara) piorou a situação dos antigos governantes da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cel. Benjamin Barroso manda uma força policial para a cidade de Ipu com ordens de perseguir e aniquilar os rabelistas, notadamente os Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se, como já ressaltamos, uma série de perseguições, espancamentos e assassinatos no município. Episódio emblemático do período foi à perseguição empreendida pela polícia ao Cel. João Martins da Jaçanã, irmão do líder político local Cel. Félix Martins. Esse caso teve início quando a polícia, os “afilhados do Padre Cícero”, feriram a punhaladas, dentro de seu estabelecimento comercial, o capitão Osório Martins, sobrinho de João Martins, que na ocasião só não foi assassinato no local pela interferência de populares que ali estavam.  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Logo depois desse ato de canibalismo, praticado pelos ditos ‘jagunços’ fardados, o Comandante da Força – o célebre assassino Assunção – mandou embalar publicamente, todos os rabelistas de Ipu, fazendo com que nesse dia se fechassem o comércio e diversas casas de famílias!&lt;/span&gt; (PASSOS, 1948, p. 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, partindo de sua fazenda Jaçanã distante seis quilômetros do núcleo central de Ipu, João Martins invade a cidade com 50 “capangas” armados, sendo 30 a cavalo e 20 a pé, para libertar seu sobrinho da suposta prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando na cidade, corta os fios do telégrafo, deixando a localidade sem comunicação com o Estado. Lança-se sobre a Casa de Câmara – antiga prefeitura - onde  funcionava a cadeia e o quartel, travando tiroteio com os policiais ali aquartelados. Das 5 às 9 da manhã do dia 9 de novembro de 1914, ficou a cidade sob fogo cerrado dos “jagunços fardados” e dos “capangas” de João Martins da Jaçanã. Este só não tomou de assalto à cadeia porque soube que Osório Martins, como se supunha, não havia sido preso. Entra, então, em acordo com as autoridades municipais e, mais tarde, retorna à sua fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esse episódio se seguiu uma intensa perseguição ao Coronel João Martins da Jaçanã, empreendida pelo presidente do Estado, Benjamin Barroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia primeiro de janeiro de 1915, em Ipu, “chega o asqueroso selvagem Tenente Espinheiro, que, de ordem do governo do Estado – o célebre Cel. Bejamin (sic) Barroso, com cerca de cem soldados e ordens terminantes de aniquilar os rabelistas, notadamente a numerosa família Martins”. (Idem, p.25-26). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 2 de janeiro, os soldados de Espinheiro invadem a fazenda do Coronel João Martins da Jaçanã saqueando-a. A casa é incendiada e os depósitos de farinha, milho, feijão, algodão etc, são totalmente destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da chegada dos policiais na fazenda, somente ali estavam João Martins e Antonio Rodrigues – seu “capanga” - que conseguiram fugir e dois de seus afilhados (reconhecidos como netos). Um deles foi morto no local pela soldadesca. &lt;br /&gt;Ainda em janeiro os soldados empreenderam outra investida à fazenda Jaçanã, destruindo o que teria restado do primeiro incêndio, sendo ali, espancadas, diversas pessoas, inclusive dois sobrinhos do Coronel João Martins. Ao cercar a casa do Cel. Felix Martins foram presos seus filhos, genros e agregados (8 pessoas), além dos espancamentos feitos no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí todos aqueles que fossem parentes dos Martins e mesmo amigos mais próximos destes passaram a ser perseguidos, alguns foram presos e outros vítimas de violências, como relata Augustos Passos: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Na ultima deligencia em dias de fevereiro do dito ano de 1915, Espinheiro mandou 12 soldados no termo de Ipueiras, buscar presos José Cesário Martins, com sobrinhos e genros de João Martins. Ali chegados, porque, sob perguntas, declarassem que não sabiam onde se achava João Martins, Espinheiro mandou espanca-los barbaramente, deixando-os como mortos no páteo da Fazenda ‘jaçanã’, teatro dessas selvagerias!...(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O Major Joaquim Porfírio de Farias, ancião respeitado, pelo fato de ser parente e amigo de João Martins, passou 8 dias presos na cadeia desta cidade, e ai daquele que impetrasse em habeas Corpus em seu favor!...(Idem, p. 33).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No relato acima, escrito por Augusto Passos, há exageros, pelo fato de ter sido, ele mesmo, um dos perseguidos. No entanto, a perseguição aos Martins é atestada por divresas fontes do período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa-nos, no entanto, o fato de que o grupo político, que até então controlava o poder local, não só foi brutalmente banido do poder, pelo menos num curto período de tempo, mas também, duramente perseguido. Muitos só conseguiram se livrar das prisões, espancamentos, humilhações e mesmo assassinatos, fugindo do município, como foram os casos de Augusto Passos, do Cel. José de Farias, o próprio Cel. João Martins, Cel. José Lourenço, Osório Martins e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante notar que o grupo político que assume o poder no município, embora em alguns momentos mantivesse uma acirrada oposição aos Martins, não pactuava com a violência dessas perseguições. Pelo contrário, procuram inicialmente barrá-las e, em alguns casos, buscaram a conciliação entre as partes. Porém, estiveram de mãos atadas. Nem o intendente (prefeito), nem o Juiz de Direito da Comarca e nenhuma autoridade municipal tinha poderes para deter estas perseguições feitas com o aval do Presidente do Estado.  Em suma, eram fantoches. O tão sonhado poder era apenas de fachada. Tinham os cargos, mas não o poder de decisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5346311155934849285?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5346311155934849285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/06/historia-do-ipu-final-do-sec-xix-e_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5346311155934849285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5346311155934849285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/06/historia-do-ipu-final-do-sec-xix-e_26.html' title='História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. (Parte XIV)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TCajNkwj1HI/AAAAAAAAAMA/d3HTW0MWyzQ/s72-c/Coronel+Jo%C3%A3o+Martins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-5669191263222396265</id><published>2010-06-18T14:05:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T06:43:59.050-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Ipu: final do XIX e início do XX'/><title type='text'>História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. (Parte XIII)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBvgggxhDvI/AAAAAAAAALw/42pTPt-dgvU/s1600/Manoel+Victor.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 331px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBvgggxhDvI/AAAAAAAAALw/42pTPt-dgvU/s400/Manoel+Victor.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484223820411768562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Manuel Vitor de Mesquita. Deposto do cargo de delegado em 1914. Revista dos Municípios. Acervo pertencente ao Professor Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A MOMENTÂNEA QUEDA DOS MARTINS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Este cenário político estadual e federal provocou consequências nefastas para a política ipuense do período. Com a queda de Rabelo, caem em Ipu os Martins. Estes não só perdem o poder, como também são perseguidos duramente pelo governo do Estado.&lt;br /&gt;Voltemos nossos olhos para o cenário ipuense do período, o que mais nos interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decretada a intervenção para o Ceará em março de 1914, assume o governo o general Setembrino de Carvalho, que manda de volta para Juazeiro os “revolucionários” do Padre Cícero. Não obstante, muitos dos “jagunços” foram incorporados ao Batalhão de Segurança Pública que logo, de acordo com Raimundo Girão, começaram a “cometer desordens, perturbando a tranqüilidade das famílias”, sendo os adversários do novo governo e aqueles mais próximos ao rabelismo, "vítimas do desrespeito à inviolabilidade pessoal, no que teve participação mais violenta o próprio delegado de policia da cidade". (GIRÃO. Raimundo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pequena História do Ceará&lt;/span&gt;. 3ª edição. Fortaleza: Imprensa Universitária, 1971, p, 239). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muitos desses “jagunços” incorporados ao poder repressor foram enviados ao interior para perseguir os rabelistas. Ipu não ficou alheio a isso.&lt;br /&gt;Logo após a queda de Rabelo, estacionaram na cidade de Ipu, “policiais”, “jagunços do Padre Cícero” que, como mostra Augusto Passos, passaram a hostilizar e perseguir os rabelistas, notadamente os Martins. Foi deposto da intendência do Município de Ipu, em 3 de abril, o Tenente Coronel Aprígio Quixadá e dissolvida a Câmara, empossada por Accioly em 1912 e que havia permanecido no poder mesmo após sua queda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que quem assume a intendência do município e nomeia a nova Câmara é o próprio Abílio Martins, que também se torna presidente da casa, fato só possível porque Abílio havia passado para as fileiras dos partidos “Unionista-Marreta” que se uniram para derrubar o governo de Franco Rabelo. No entanto, com o acirramento dos ânimos e as perseguições feitas ao grupo político deposto, a posição de Abílio Martins se torna delicada. Este se coloca contrário às perseguições levando-o mesmo a romper com aquele grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de sua atitude, a Câmara Municipal o destitui do cargo de presidente e também, portanto, da intendência, e elege para substituí-lo na presidência da Câmara, Carlos Ribeiro de Melo. Para a intendência é nomeado o Tenente Coronel José Raimundo de Aragão Filho, do grupo tradicionalmente opositor aos Martins e que sonhava há muito tempo em ascender ao poder local.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBvhkQDRIVI/AAAAAAAAAL4/ijXznnkl54c/s1600/Leonardo+Mota,+com+violeiros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBvhkQDRIVI/AAAAAAAAAL4/ijXznnkl54c/s400/Leonardo+Mota,+com+violeiros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484224984153923922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leonardo Mota, com violeiros. Foi destituído da promotoria pública em 1914&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram exonerados do cargo de promotoria de justiça, Dr. Leonardo Mota, e da delegacia, seu primo, Manoel Vitor, ambos ligados aos Martins. Em seguida, os antigos rabelistas – agora democratas – passam a ser perseguidos, hostilizados, muitos sofrendo violências físicas. Um grande número de pessoas teve que fugir do município para não serem vítimas das perseguições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curto período do governo Setembrino foi de perseguições, em Ipu, do grupo político rabelista, como relata Augusto Passos: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em seguida a deposição de Fraco Rabelo, Setembrino entregou-se de corpo e alma, como se costuma dizer, aos caprichos descomedidos e sem limites dos mandões daquela desgraçada epoca, tornando-se politiqueiro e fazendo politicalha, tôrpe, baixa e soêz [sic]. demitia acintosamente todos os amigos de Franco Rabelo, fazendo verdadeira derribada, removendo juizes inamoviveis e mandando ás prisões pessoas gradas e em destaque social, praticando, enfim, toda sorte de arbitrariedade&lt;/span&gt;. (PASSOS, Augusto. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para a Historia&lt;/span&gt;: ‘O Caso de Ipu’, 1914. Ipu: Tip. Ipuense, 1948, p. 4).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O tom de revolta no registro de Augusto Passos se justifica pelo fato de ele mesmo ter sido um dos perseguidos pelo novo governo do Estado naquele momento e mais ainda no governo de Benjamin Barroso, que empreendeu uma escalada de perseguições mais severa e persistente do que seu antecessor. Foi Augusto Passos um dos que fugiram da cidade para não sofrer maiores sanções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em junho de 1914, depois de três meses de interventoria federal no Ceará, assume a presidência do Estado, Benjamin Liberato Barroso, excluindo de seu governo o grupo de Accioly e buscando eliminar a influência política da região do Cariri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Barroso foi empreendida uma verdadeira escalada contra os grupos de jagunços sob a chefia dos coronéis, principalmente da região do Cariri, para onde foi enviado numerosa força militar com recomendações de eliminar todos os bandidos: “Não poupe bandido. Execute-os sumariamente”, havia dito o governo do Estado. (MONTENEGRO, Abelardo. História do Cangaceirismo no Ceará. Fortaleza, 1955, Apud: FACÓ, Rui. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cangaceiros e Fanáticos. &lt;/span&gt;Rio de Janeiro: ed. Bertrand Brasil, 1991. p. 173).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522934081-5669191263222396265?l=opiniaoipugrande.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/feeds/5669191263222396265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/06/manuel-victor-de-mesquita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5669191263222396265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956267590522934081/posts/default/5669191263222396265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/06/manuel-victor-de-mesquita.html' title='História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. (Parte XIII)'/><author><name>Antonio Vitorino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07026798109700509192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBvgggxhDvI/AAAAAAAAALw/42pTPt-dgvU/s72-c/Manoel+Victor.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956267590522934081.post-2370467830892896510</id><published>2010-06-13T06:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T09:55:28.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Ipu: final do XIX e início do XX'/><title type='text'>História do Ipu: final do séc. XIX e início do séc. XX. (Parte XII)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTh6Zcxu-I/AAAAAAAAALQ/b6SZoh3DcEM/s1600/Augusto+Passos.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 325px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTh6Zcxu-I/AAAAAAAAALQ/b6SZoh3DcEM/s400/Augusto+Passos.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482255039796984802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Advogado Augusto Passos, um dos exonerados do cargo público com a queda dos Martins. Deixou, em livros, relatos sobre o período. Revista dos Municípios. Acervo: professor Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A POLÍTICA DOS GOVERNADORES E OS MARTINS DE IPU&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;O Aciolismo e os arranjos coronelistas só obtinham êxito em função da montagem da Política dos Governadores a partir de Campos Sales, que ascende ao governo federal em 1898. Esse esquema foi criado buscando harmonizar o cenário político sob a liderança dos estados pólos econômicos: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, tendo como apoio, sobretudo, os setores exportadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A historiografia cearense anota que desde 1904 havia se intensificado a luta política entre o aciolismo e seus opositores. É no período de 1908-1912 que as oligarquias dissidentes e a oposição se fortalecem, na onda do descontentamento popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição reunia os grupos dos oligarcas dissidentes liderados por João Brígido, Agapito dos Santos, Antonio Rodrigues Junior e pelo herdeiro político deste último, seu filho Francisco de Paula Rodrigues. Foi este grupo que atraiu para o seu apoio a “oligarquia” ipuense dos Martins em 1912. Os Martins percebendo, naquele ano a iminente queda de Accioly, apoiou o governo salvacionista de Franco Rabelo, permitindo o seu prolongamento até 1914 no poder local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a política salvacionista de Hermes da Fonseca, surgiu em 1912 a candidatura de Franco Rabelo, lançada pelas oligarquias dissidentes. Vencedor nas urnas e assumindo a presidência do Estado em 1912, governaria, no entanto, só até 1914, derrubado por uma conjunção de forças estaduais e federais, com destaque para a Sedição de Juazeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A MOMENTÂNEA QUEDA DOS MARTINS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este cenário político estadual e federal provocou consequências nefastas para a política ipuense do período. Com a queda de Rabelo, caem em Ipu os Martins. Estes não só perdem o poder, como também são perseguidos duramente pelo governo do Estado.&lt;br /&gt;Voltemos nossos olhos para o cenário ipuense do período, o que mais nos interessa.&lt;br /&gt;Decretada a intervenção para o Ceará em março de 1914, assume o governo o general Setembrino de Carvalho, que manda de volta para Juazeiro os “revolucionários” do Padre Cícero. Não obstante, muitos dos “jagunços” foram incorporados ao Batalhão de Segurança Pública que logo, de acordo com Raimundo Girão, começaram a “cometer desordens, perturbando a tranquilidade das famílias”, sendo os adversários do novo governo e aqueles mais próximos ao rabelismo, vítimas do desrespeito à inviolabilidade pessoal, no que teve participação mais violenta o próprio delegado de policia da cidade. (GIRÃO. Raimundo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pequena História do Ceará&lt;/span&gt;. 3ª edição. Fortaleza: Imprensa Universitária, 1971, p, 239).  &lt;br /&gt;Muitos desses “jagunços” incorporados ao poder repressor foram enviados ao interior para perseguir os rabelistas. Ipu não ficou alheio a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a queda de Rabelo, estacionaram na cidade de Ipu, “policiais”, “jagunços do Padre Cícero” que, como mostra Augusto Passos, passaram a hostilizar e perseguir os rabelistas, notadamente os Martins. Foi deposto da intendência do Município de Ipu, em 3 de abril, o Tenente Coronel Aprígio Quixadá e dissolvida a Câmara, empossada por Accioly em 1912 e que havia permanecido no poder mesmo após sua queda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É interessante notar que quem assume a intendência do município e nomeia a nova Câmara é o próprio Abílio Martins, que também se torna presidente da casa, fato só possível porque Abílio havia passado para as fileiras dos partidos “Unionista-Marreta” que se uniram para derrubar o governo de Franco Rabelo. No entanto, com o acirramento dos ânimos e as perseguições feitas ao grupo político deposto, a posição de Abílio Martins se torna delicada. Este se coloca contrário às perseguições levando-o mesmo a romper com aquele grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da atitude de sua atitude, a Câmara Municipal o destitui do cargo de presidente e também, portanto, da intendência, e elege para substituí-lo na presidência da Câmara, Carlos Ribeiro de Melo. Para a intendência é nomeado o Tenente Coronel José Raimundo de Aragão Filho, do Grupo tradicionalmente opositor aos Martins e que sonhava há muito tempo em ascender ao poder local.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTicm1z_qI/AAAAAAAAALY/7a8RaIUuSH8/s1600/Cel.+Jos%C3%A9+Rdo..JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTicm1z_qI/AAAAAAAAALY/7a8RaIUuSH8/s400/Cel.+Jos%C3%A9+Rdo..JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482255627507203746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cel. José Raimundo de Aragão Filho. Assume a Intendência do município em 1914. Revista dos Municípios. Acervo: professor Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram exonerados do cargo de promotoria de justiça, Dr. Leonardo Mota, e da delegacia, seu primo Manoel Vitor, ambos ligados aos Martins. Em seguida, os antigos rabelistas – agora democratas – passam a ser perseguidos, hostilizados, muitos sofrendo violências físicas. Um grande número de pessoas teve que fugir do município para não serem vítimas das perseguições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curto período do governo Setembrino foi de perseguições, em Ipu, do grupo político rabelista, como relata Augusto Passos: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em seguida a deposição de Fraco Rabelo, Setembrino entregou-se de corpo e alma, como se costuma dizer, aos caprichos descomedidos e sem limites dos mandões daquela desgraçada epoca, tornando-se politiqueiro e fazendo politicalha, tôrpe, baixa e soêz [sic]. demitia acintosamente todos os amigos de Franco Rabelo, fazendo verdadeira derribada, removendo juizes inamoviveis e mandando ás prisões pessoas gradas e em destaque social, praticando, enfim, toda sorte de arbitrariedade&lt;/span&gt;. (PASSOS, Augusto. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para a Historia&lt;/span&gt;: ‘O Caso de Ipu’, 1914. Ipu: Tip. Ipuense, 1948, p. 4). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O tom de revolta no registro de Augusto Passos se justifica pelo fato de ele mesmo ter sido um dos perseguidos pelo novo governo do Estado naquele momento, e mais ainda no governo de Benjamin Barroso, que empreendeu uma escalada de perseguições mais severa e persistente do que seu antecessor. Foi Augusto Passos um dos que fugiram da cidade para não sofrer maiores sanções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em junho de 1914, depois de três meses de interventoria federal no Ceará, assume a presidência do Estado, Benjamin Liberato Barroso, excluindo de seu governo o grupo de Accioly e buscando eliminar a influência política da região do Cariri.&lt;br /&gt;Durante o governo de Barroso foi empreendida uma verdadeira escalada contra os grupos de jagunços sob a chefia dos coronéis, principalmente da região do Cariri, para onde foi enviada numerosa força militar com recomendações de eliminar todos os bandidos: “Não poupe bandido. Execute-os sumariamente”, havia dito o governo do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Saiba Mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O funcionamento da política dos governadores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A Historiografia mais tradicional defende que o esquema criado por Campos Sales para permitir o controle do poder pelos cafeicultores paulistas e pelas oligarquias dominantes na República Velha (1889-1930),  consistia, em linhas gerais, em uma extensa rede de favores criada entre o Governo Federal e os governos estaduais que, por sua vez, se apoiavam e controlavam os municípios, na figura dos coronéis, utilizando-se daquela mesma política. Em troca dos votos das oligarquias estaduais, o Governo Federal dava carta branca a esses governos para dirigirem os destinos de seus estados. Nas relações entre os estados e os municípios o mesmo se dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições, o governo central reconhecia apenas a vitória de seus aliados, por meio da Comissão de Verificação de Poderes, que tinha o poder de diplomar os deputados vencedores nas urnas. Os delegados responsáveis pela diplomação estavam ligados ao poder central e só reconheciaM a vitória dos aliados, impedindo, assim, espaço no poder para os grupos oposicionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A POLÍTICA SALVACIONISTA DE HERMES DA FONSECA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTmncNrqJI/AAAAAAAAALo/Z0jQT6A3aTg/s1600/bloghermes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 369px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lBECAKVQ5ew/TBTmncNrqJI/AAAAAAAAALo/Z0jQT6A3aTg/s400/bloghermes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482260211679602834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marechal Hermes da Fonseca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante a República Velha, foi montada a Política dos Governadores que permitia o controle do poder político  nacional pelos paulistas (PRP) e mineiros (PRM). Representantes dos cafeicultores paulistaS, reunidos no Partido Republicano Paulista e representantes do Partido Republicano Mineiro, se revezavam no poder, na chamada república do Café-com-leite. Depois de três presidentes paulistas no poder, foi Afonso Pena o primeiro mineiro a ascender ao posto de Presidente Federal (1906-1909).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em sua sucessão não houve acordo entre os setores dominantes de quem deveria ser o candidato indicado. Digladiavam os interesses dos cafeicultores paulistas e mineiros e dos gaúchos. Afastados do poder desde Floriano Peixoto, os militares aproveitaram as divergências entre os grupos dominantes e, contando naquele momento com grande prestígio, elegem como presidente o Marechal Hermes da Fonseca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes da Fonseca, eleito em 1910, colocou em prática a Política Salvacionista que consistia em promover uma substituição dos oligarcas estaduais por outras, com o objetivo de “moralizar” a política federal e sob a alegação de que as oligarquias estaduais, com sua corrupção e desmandos, emperravam a administração e desenvolvimento do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956267590522
